sábado, 24 de janeiro de 2009

Imagens engraçadas/curiosas - 24/01/2009


Via knuttz/Ueba

Escorregou...









10 receitas de beleza são decifradas e pasme! a maioria não passa de mito

A verdade sobre a ação do pepino contras as olheiras e muitos outros segredinhos

Toda mulher tem uma imbatível: receitas de beleza atravessam gerações e tiram a gente do sufoco naqueles momentos de desespero. Seja quando pinta uma festa de última hora ou quando a manicure está com todos os horários preenchidos, um segredinho caseiro faz a diferença.

O problema é que, nem sempre, o efeito compensa o improviso no melhor dos casos, porque simplesmente não funciona. Ou, no pior, porque o suposto tratamento acaba mesmo é prejudicando a aparência. Pepino nas olheiras, óleo de amêndoas nas unhas, clara de ovo no rosto: saiba o que tem de verdade e de explicação infundada nestas e em mais seis outras opções de emergência quando o assunto é ficar linda. As dicas são dos especialistas do Mye- Centro de Beleza, em São Paulo.
1. Pôr rodelas de pepino nos olhos acaba com as olheiras Verdade. O pepino tem propriedades tonificantes, que ajudam a clarear as manchas escuras, causadas pelo cansaço olheiras genéticas precisam de tratamento com creme ou laser, de
acordo com orientação do dermatologista. Se as rodelas estiverem geladas, melhor ainda. Corte duas rodelas e deixe sobe os olhos por 20 minutos. Prefira fazer isso á noite, pois o vegetal pode manchar a pele ao contato com a luz do sol.

2. Passar pasta de dentes faz as espinhas secarem
Verdade. As espinhas secam devido à composição de ácidos e mentol presentes nas pastas branqueadoras. Mas cuidado: o creme dental resseca a pele e, por ser abrasivo, pode irritar e até aumentar a inflamação da acne. Sem falar no surgimento de manchas. O ideal é consultar um dermatologista para um tratamento mais adequado de acordo com cada tipo de pele.

3. Óleo de amêndoas fortalece as unhas
Mentira. O óleo de amêndoas doces tem ação hidratante. Por isso, as unhas quebram menos e você tem impressão de que elas estão mais fortes.

4. Clara de ovo deixa o rosto mais firme
Verdade. A clara do ovo é rica em albumina e tem efeito tensor, o que deixa a pele mais lisa e firme. A máscara com clara de ovo é indicada principalmente para peles oleosas.
5. Deixar condicionador trata o cabelo
Mentira. O condicionador abre as escamas dos fios para poder penetrar e tratá-los. Deixando o produto no cabelo, estas escamas não se fecham, os fios acabam ficando elásticos e mais propícios à quebra.
6. Passar hidratante depois de fazer depilação encrava os pêlos
Mentira. Após a depilação, você deve aplicar um hidratante suave ou um gel à base de calêndula, camomila ou azuleno. Esses produtos têm efeito calmante e evitam a irritação da pele. Se você tem tendência a encravamentos, a dica é esfoliar a pele cerca de duas depois de depilar (ou quando os pêlos começarem a despontar nos poros).

7. Passar a lixa causa rachadura nos pés
Mentira. A causa das rachaduras e securas dos pés é o ressecamento da pele (causado pelo tempo seco, pelos banhos freqüentes e pela falta de hidratação). Mas as lixas deixam os pés mais ásperos, por contraditório que pareça. A raspagem provoca uma reação natural do organismo, engrossando a pele dos calcanhares. Em vez disso, passe a fazer esfoliações semanais ou a cada três dias, dependendo da necessidade. Em um mês, seus pés já mostram a diferença e ficam bem mais macios.

8. Depilar com lâmina engrossa os pêlos
Mentira. Temos esta impressão porque o pêlo é cortado no meio da haste (que é um local onde o pêlo é mais grosso). O modo de depilar não interfere na característica do pêlo. Mas, ao escolher os métodos com cera, seus pêlos tendem a diminuir com o tempo. Isso porque os puxões enfraquecem a raiz.

9. Lixar a parte de cima deixa as unhas mais bonitas
Mentira. A lixa destrói a camada rígida de proteção das unhas, formada por queratina. Elas afinam e passam a quebrar mais facilmente. Não deixe sua manicure fazer isso, sob o risco de descamar uma por uma e sofrer com as agressões causadas pelo esmalte.

10. Escovar os dentes com bicarbonato clareia o sorriso
Verdade. O bicarbonato de sódio neutraliza os ácidos produzidos na placa dental, ajudando a clarear os dentes. Por deixar o pH da boca mais alcalino, esta substância ajuda no combate de aftas e cáries. Mas evite fazer esta escovação com freqüência, pois o bicarbonato também desgasta o esmalte dos dentes, que se tornam mais sensíveis. Uma vez por mês, no máximo é o suficiente. Na dúvida, entretanto, fale antes com o seu dentista.

Mye- Centro de Beleza
Telefone: 11/5062-3554
Fonte: Minha Vida

Aveiro - Painéis em Azuleijo

Clique aqui ou na imagem acima e veja esta apresentação feita com o Microsoft Power Point. Aguarde alguns instantes enquanto as imagens são carregadas, ou, se preferir, salve-a em seu computador.

Para ver essa apresentação é necessário ter instalado o programa Microsoft PowerPoint, que está no pacote Microsoft Office, ou o programa Visualizador do PowerPoint (para download gratuito clique aqui).

Paula Toller - Nosso ao Vivo

Nosso registra um espetáculo refinado que desenvolve o conceito do disco Só Nós, pautado por um pop de sotaque globalizado, marcado por conexões da artista com compositores estrangeiros como o panamericano Kevin Johansen, convidado da gravação ao vivo em "Glass" e na versão em espanhol de "Anoche Some Contigo". Gravado ao vivo no Teatro Oi Casa Grande no Rio de Janeiro (RJ), em 12 de agosto de 2008, o trabalho traz 20 faixas que você não pode deixar conferir!

Lista das músicas:
1. ? (O Q é Q Eu Sou)
2. Pane de Maravilha
3. Aos Vermes Fly Me to the Moon
4. Saúde /Só Love
5. Nada por Mim
6. Glass(I'm So Brazilian)
7. Você Me Ganhou de Presente
8. (...)E o Mundo Não se Acabou
9. 1800 Colinas
10. À Noite Sonhei Contigo
11. Derretendo Satélites
12. Meu Amor se Mudou pra Lua
13. Anoche Soñe Contigo
14. All Over
15. Oito Anos
16. Mamãe, Coragem
17. Barcelona 16
18. Eu Quero Ir pra Rua
19. Grand'Hotel
20. Um Primeiro Beijo

Ferrari California


Jornal O Estado de SP em PDF, Sábado, 24 de Janeiro de 2009

Cientistas cariocas produziram pela primeira vez no Brasil uma linhagem de células-tronco de pluripotência induzida. Conhecidas pela sigla iPS - induced pluripotent stem cells, em inglês -, elas são idênticas às cobiçadas células-tronco embrionárias, com a vantagem de que não necessitam de embriões para sua obtenção.

Formato: PDF
Tamanho: 21.4 Mb

Gatoelhos

DJ Whiteowl - Whiteowl Drop That 51

Lista de Músicas:
01. 50 Cent - Don’t Play This On The Radio
02. Lil Wayne - Dissin 50 Cent
03. 50 Cent - Shut Ya Mouth
04. Lil Wayne - Kiss The Game Goodbye
05. Lil Wayne - Is It True
06. Lil Wayne, Busta Rhymes T-Pain & Jamie Foxx - Blame It On The Alcohol
07. Jadakiss, Young Jeezy & Busta Rhymes - Conglomarate Part 2
08. Corporal Asskick Feat. Styles P - Far Rock 2
09. Jadakiss - Stop Me
10. Jadakiss - Stay Down
11. 50 Cent - Get It In (Dr. Dre Remix)
12. Jim Jones - Precious
13. Jim Jones - Stop The Bank
14. Juelz Santana & Jim Jones - She Dancin’ On Me
15. Fabolous & The Game - Exclusive
16. Juelz Santana - Crusin
17. Lil Wayne - Yes
18. Lloyd Banks - Murda
19. Young Buck - Murda Call
20. Uncle Murda & Avery Storm - This Crazy World
21. Max B, French & Maino - Unknown
22. Cassidy & Drag-on - 24 Hours
23. Drag-on - Freestyle
24. N.o.r.e - Freestyle
25. N.o.r.e - Freestyle 2
26. Papoose - Change
27. Maino - Interlude
28. Maino - 2009 Predictions
29. Busta Rhymes Feat. T-Pain - 2009 Hustlers Anthem
30. Jojo Pelligrino - Freestyle
31. Nas - Freestyle

Anel peniano conta o número de penetrações durante o sexo

Produto está à venda no Reino Unido.Ele custa 9,99 euros (cerca de R$ 30).
(Foto: Divulgação/Love Honey)

Miss Sergipe tem as mãos e pés amputados

Publicada: 23/01/2009
Fotos: Arquivo pessoal

A modelo Mariana Bridi, de 20 anos, que teve as mãos e os pés amputados no Hospital Dório Silva, em Serra (ES), representou Sergipe no concurso Miss Mundo Brasil em 2007. Ela está internada em estado grave, respira com a ajuda de aparelhos e precisou amputar as mãos e os pés após o agravamento de seu quadro, que teve início com uma infecção urinária.

O namorado da modelo, Thiago Simões, de 29 anos, diz que Mariana sentiu dores lombares no último dia 30 e foi levada por ele ao Hospital Antônio Bezerra de Faria, também conhecido por Maternidade Vila Velha. Lá foi diagnosticada uma cólica renal. Thiago conta que, com a volta das dores, Mariana foi ao pronto atendimento do Hospital São Pedro, em Vitória (ES), onde exames constataram o início de uma infecção urinária e a modelo passou a madrugada internada. No dia seguinte, ainda segundo o namorado, Mariana sentiu forte falta de ar e o estado se agravou para uma infecção grave.
No dia 3, Mariana foi transferida para o hospital particular Santa Rita, em Vitória (ES). "Por causa da evolução da infecção, no Santa Rita ela foi entubada e os médicos estabilizaram o caso", disse Thiago. Como não havia nenhum leito disponível na UTI, ela foi transferida para o Hospital Dório Silva.

A Secretaria de Saúde do Espírito Santo informou que Mariana deu entrada no Dório Silva no último dia 3 com "choque séptico, causado por bactérias das espécies estafilococos e Pseudomonas aeroginosa". Ainda segundo a secretaria, o caso teve como foco provável uma infecção urinária. "A paciente teve o quadro agravado com insuficiência renal aguda, com compressão dos vasos sanguíneos periféricos e com necrose das mãos e pés, causados pelo quadro de septisemia (infecção generalizada)", diz a nota.

De acordo com o namorado de Mariana, ela voltou a perder sangue na manhã desta quarta-feira e passa por uma cirurgia nesta tarde para conter uma hemorragia no abdômen.
Carreira
Após representar o Estado de Sergipe no Miss Mundo Brasil de 2007, Mariana Bridi participou do Miss Bikini International 2007, quando esteve em Hong Kong, Taiwan e China. A modelo ganhou o prêmio de Mais Belo Corpo e ficou em sexto lugar no concurso, que aconteceu em Xangai. Atualmente, Mariana trabalhava como modelo no Espírito Santo.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Imagens engraçadas/curiosas - 23/01/2009


Via Knuttz/Ueba

Fotos do segundo maior teatro dos EUA, em Chicago. Ele foi abandonado em 1980, em decorrência do alto custo de manutenção

Nas ruas do Brasil, crianças invisíveis

Murilo é um menino curioso. Tem 11 anos e é conhecido como alemão, por conta de seus cabelos loiros e pele clara. Gosta de conversar, brincar e contar piadas.

Laura é vaidosa, usa batom, brincos e diz ter 16 anos, mas não aparenta mais de 13. Sua diversão preferida é fazer de conta que é modelo.

Uelinton, de 11, é tímido e calado, mas adora brincar de pega-pega e polícia-e-ladrão com seu amigo Fabrício, de 13, que ostenta, orgulhoso, um sorriso maroto e um bigode bem ralo de quem começa a viver os primeiros dias da adolescência.

Laura tem nas mãos fotografias. Diz que um homem sempre a procura por lá para tirar fotos suas. Em troca, a deixa ficar com algumas cópias, onde ela aparece sorrindo e em poses erotizadas.

Todas essas crianças, que tiveram seus nomes trocados nesta reportagem, moram juntas. Quando faz calor, brincam. Quando o tempo está frio ou chuvoso, preferem se agasalhar com um cobertor e observar o vaivém constante dos automóveis que passam diante de sua casa, que na verdade é apenas um chão de terra coberto com um tecido esfarrapado sob um viaduto na região do Vale do Anhangabaú, no centro da cidade de São Paulo. São crianças que dormem nas ruas, em total vulnerabilidade.

Entender o perfil delas não é nada simples. Não há uma metodologia única, em todo o país, para estudar quem e quantas são, ou mesmo como sobrevivem. Elas não estão nos censos promovidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e as informações sobre esse fenômeno urbano normalmente repousam nas pastas das secretarias de assistência social dos municípios.

Segundo estimativas da Campanha Nacional Criança Não é de Rua, uma iniciativa de organizações da sociedade civil e do poder público, cerca de 25 mil crianças passam as noites nas ruas das cidades brasileiras. O total é incerto, porque a maioria dos municípios não conta com uma pesquisa sobre o tema. "Sabemos quantas cabeças de gado andam nas pastagens do país, mas não podemos dar um número certo de crianças nas ruas simplesmente porque esse dado não existe", afirma Bernardo Rosemeyer, coordenador da campanha e dirigente da ONG O Pequeno Nazareno, de Fortaleza, que atende 110 crianças ex-moradoras de rua.
Na capital do Ceará, há cerca de 300 vivendo nas ruas. Foi a partir dessa experiência de recuperação que, em 2005, nasceu a mobilização. Lançada no Senado Federal, na Comissão de Assuntos Sociais, a rede já se espalha por 21 estados. "Não podemos conviver com o fato de crianças morarem nas ruas. O direito natural de alguém nessa situação é ter oportunidade de mudar sua trajetória", diz Rosemeyer.

São quatro os principais pontos defendidos pela campanha: a necessidade de dados concretos sobre o número de meninos e meninas nas ruas; a adoção de uma conceituação única sobre o que é uma criança em situação de rua; a presença de educadores capacitados, que possam conhecer o histórico de vida dessas crianças, e um investimento maciço em suas famílias. "Se elas não podem retornar a sua casa, então o país está pisoteando um direito básico, que é o do acolhimento." Rosemeyer espera reunir representantes de todo o país em 2009 para reivindicar do governo federal uma política nacional de combate a essa situação enfrentada por crianças e adolescentes.
Para se ter uma ideia de como o Brasil tem tratado a questão, a primeira pesquisa nacional sobre a população de rua, concluída no início de 2008, deixou de fora dados sobre menores de idade. A explicação do Ministério do Desenvolvimento Social para essa lacuna foi que já havia diversas ações voltadas para esse público.

Na cidade de São Paulo, estima-se que cerca de 2 mil crianças vivam pelas ruas. Dessas, pelo menos 400 moram sob viadutos, praças ou dormem nas calçadas. A informação é da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), que a pedido da prefeitura municipal realizou em 2007 o Censo de Crianças e Adolescentes em Situação de Rua na Cidade de São Paulo. Segundo o levantamento, foram contadas, durante uma tarde de sexta-feira, 1.842 crianças e adolescentes morando ou trabalhando na rua, na capital.

"Podemos identificar três grupos de crianças: as que voltam todos os dias para casa e mantêm seus vínculos familiares; as que já perderam os laços com a família e moram na rua e por fim aquelas que estão no meio do caminho. Passam dias longe de casa, retornam e depois voltam às ruas", observa a coordenadora da pesquisa, Silvia Maria Schor, professora da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo.

O levantamento mostrou que 16% dos meninos e meninas tinham até 6 anos de idade. A maioria – 55% – estava na faixa entre 12 e 17, e 29%, entre 7 e 11 anos. "A permanência de crianças nas ruas é uma tragédia evitável. É uma situação que reflete claramente a problemática familiar. Em grande parte dos casos, no entanto, os conflitos e dificuldades podem ser solucionados ou minimizados, desde que o poder público se empenhe na criação de políticas que, efetivamente, respondam às demandas dessas famílias", afirma Silvia.

A professora acredita que as atuais políticas apenas escondem o problema. "Se não houver um trabalho sério, essas crianças apenas sairão de um lugar para aparecer em outro." Das crianças e adolescentes ouvidos por Silvia e sua equipe, 50% afirmaram voltar para casa todos os dias, enquanto 27% retornam uma vez ou menos por semana, e o restante, 23%, não fazem isso nunca. O tempo médio de vivência nas ruas é de três anos. "A gente não tem nenhuma informação sobre o que acontece com essas crianças depois que elas deixam as ruas. Não há dados precisos se elas voltam para casa, são institucionalizadas ou acabam morrendo", admite Silvia.

Violência

Na sede do Projeto Meninos e Meninas de Rua, em São Bernardo do Campo (SP), uma página do Estatuto da Criança e do Adolescente manchada de sangue está emoldurada na parede, como uma triste ilustração do destino dessas crianças. "Isso [a mancha de sangue] ocorreu quando um menino de nosso projeto foi abordado por policiais militares. Ao ser revistado, ele mostrou o Estatuto para os agentes, que ficaram enraivecidos pela ‘arrogância’ do menino em reivindicar seus direitos. Bateram a cabeça dele no chão e gritaram: ‘Seu direito é este!’, enquanto lhe esfregavam o papel no rosto ensanguentado", explica Marco Antonio da Silva, coordenador da ONG. Pouco mais de um ano depois, o mesmo menino foi encontrado morto, e os assassinos nunca foram identificados. "Na rua essas crianças estão sujeitas a todo tipo de agressão. São expostas à violência e é comum que reproduzam isso como forma de sobrevivência. Mas, é só olhar, são apenas crianças", explica Marquinhos, como gosta de ser chamado.

Marquinhos tem 39 anos, mas já viu e viveu boa parte da história dos direitos das crianças e adolescentes no Brasil. Passou seus dias de menino nas ruas de São Bernardo do Campo, onde vivia e trabalhava. Foi um dos primeiros participantes do Projeto Meninos e Meninas de Rua, instituição que nasceu no ABC Paulista e em 2008 completou 25 anos, com uma trajetória de atuação na defesa dos direitos de crianças e adolescentes. "Tudo começou quando religiosos, universitários e outros voluntários começaram a ir às ruas para saber quem eram essas crianças. Era um ato político. Imagine: um ‘cidadão de bem’ sentado ao lado dos ‘moleques’ nas ruas", relembra.

Logo o grupo se organizou nacionalmente. Em 1986, com o apoio de outras instituições, como a República do Pequeno Vendedor, de Belém, 430 crianças e adolescentes em situação de rua foram levadas a Brasília, onde aconteceu o primeiro encontro nacional. "Não existe nada parecido na história: um grupo de crianças em situação de alta vulnerabilidade se reunindo para discutir seus direitos como cidadãos."

O encontro voltou a acontecer em 1989, dessa vez para denunciar o assassinato de crianças nas ruas. "Levamos 40 nomes apenas aqui do ABC. Entre eles, os da Chacina dos Vianas", lembra Marquinhos. "Chacina dos Vianas" foi o nome dado ao assassinato de 6 meninos, no dia 3 de setembro de 1987, na sede do projeto, que na época ficava na Rua dos Vianas, no centro de São Bernardo do Campo. Eles estavam dormindo quando um grupo armado invadiu o local e os matou. "Aconteceu no lugar onde, em tese, deveríamos protegê-los", lamenta.

A segunda edição do encontro serviu para trazer a público a situação de violência a que as crianças moradoras de rua eram submetidas, principalmente por grupos de extermínio pagos por comerciantes para "dar um sumiço" nos garotos. "A Anistia Internacional criticou o Brasil, alegando que o país havia descoberto um modo de resolver o problema das crianças de rua: matando-as", lembra Marquinhos, explicando que as denúncias serviram também para que o governo federal assumisse um compromisso, por intermédio da Convenção Internacional dos Direitos Humanos, com a Organização das Nações Unidas (ONU) para melhorar a situação da infância no Brasil.

Atraso

Se cumprisse o acordado, o Brasil teria de, pelo menos, encaminhar a cada cinco anos um levantamento sobre a situação da infância no país à ONU. "Ocorre que, desde 1990, data de assinatura do compromisso, o país encaminhou apenas um relatório. Esse documento é uma espécie de prestação de contas sobre as obrigações assumidas", explica Djalma Costa, coordenador da Associação Nacional dos Centros de Defesa da Criança e do Adolescente (Anced). "Há diversos grupos de crianças nos quais houve pouco avanço. Um deles é o daquelas em situação de rua, que são as mais vulneráveis."

Entre as instruções da convenção está a criação de um plano nacional de proteção aos direitos das crianças. "É uma recomendação da ONU. O país precisa ter uma estratégia para conjugar todos os esforços municipais", explica Costa. Outro importante ponto que também não é respeitado é a instituição de um órgão suficientemente independente e ágil, capaz de fazer valer os direitos das crianças em situação de rua. "Não há nenhuma instância que possa obrigar um prefeito, governador ou presidente a cumprir a determinação imediata de que nenhuma criança esteja nas ruas. Você pode até ir à Justiça, mas isso levará tempo." Segundo ele, é essa falta de responsabilização que faz da questão um "jogo de empurra" ou dá origem a políticas de cunho estético, que buscam apenas "maquiar" o problema.

Não é apenas no Brasil, porém, que crianças vivem nas ruas. O fenômeno atinge meninos e meninas de diversas partes do mundo, principalmente nas capitais dos países mais pobres. Segundo estimativas da ONG inglesa Consortium for Street Children, há no Quênia 250 mil crianças nessas condições; na Etiópia, 150 mil; em Bangladesh, 445 mil e na Índia, 11 milhões. O antropólogo Benedito Rodrigues dos Santos comparou as crianças de São Paulo com as de Nova York e publicou as conclusões em sua tese de doutorado pela Universidade de Berkeley, na Califórnia. De acordo com ele, os meninos e meninas de rua brasileiros e norte-americanos apresentam semelhanças na forma como fogem de casa e como se mantêm nas ruas.

Entre as crianças entrevistadas nos Estados Unidos, 50% afirmaram ter deixado sua casa devido à violência doméstica, e apenas 7% reclamaram da questão econômica. No Brasil os números são de 60% e 40%, respectivamente.

A grande diferença, segundo o antropólogo, está no enfrentamento do drama. Em Nova York, há políticas como o pagamento de US$ 600 mensais para casais que desejam acolher um menor que tenha saído de casa e por algum motivo não possa voltar para lá, além de uma rede de abrigos com boa infraestrutura e recursos. Já em São Paulo, a prefeitura conta apenas com o programa municipal São Paulo Protege, que funciona por meio de abordagens nas ruas, feitas por educadores, mas cujo atendimento não dá conta do número necessário de crianças.

Quando há interesse voluntário dos meninos e meninas pela rede de abrigos, eles são encaminhados a um dos Centros de Referência da Criança e do Adolescente (Creca). A cidade conta com 18 casas desse tipo. "As crianças deveriam ficar, no máximo, dois meses, e depois ser reinseridas em sua família ou encaminhadas para um abrigo. O problema é que os abrigos estão todos cheios, e muitas não podem retornar a seu lar", explica Marilia Mastrocolla de Almeida, coordenadora de um Creca no centro da cidade. São 25 crianças no antigo casarão. Lá elas não têm uma rotina planejada. "Normalmente passam o dia assistindo à televisão ou brincando", explica ela. É uma opção mais digna do que morar nas ruas. "Mas, infelizmente, muitas crianças nos procuram e nem sempre podemos acolhê-las, devido ao limite de vagas."

Casa vazia

Na opinião de Irene Rizzini, do Departamento de Serviço Social da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e diretora do Centro Internacional de Estudos e Pesquisas sobre a Infância (Ciespi), o país não está conseguindo enfrentar adequadamente o problema. "Estudos mostram que o ‘ir para as ruas’ é um processo que começa com a ausência de recursos em casa ou mesmo com a questão que identificamos como fenômeno da casa vazia", explica a pesquisadora, autora de Vida nas Ruas – Crianças e Adolescentes nas Ruas: Trajetórias Inevitáveis? Segundo ela, muitos pais passam os dias fora e deixam as crianças sozinhas, sem a supervisão de um adulto. "Isso é um grande facilitador, causado principalmente por questões econômicas. A casa vazia tem até um sentido simbólico, já que demonstra que não existe preocupação com o desenvolvimento da criança."

A pesquisadora observa também que o cenário tem piorado nos últimos 20 anos, desde quando começou a se dedicar ao estudo desse fenômeno. "Hoje existem crianças muito jovens, com 7 ou 8 anos, que já têm acesso a armas e drogas, como o crack. É uma situação absolutamente dramática". Ela lamenta também o provável desfecho da história da maioria das crianças. "Elas correm um risco altíssimo de não sobreviver."

Mesmo com esse prognóstico sombrio, as ruas continuam exercendo fascínio sobre os meninos e meninas do país, que buscam nos grandes centros uma atitude de afirmação contra toda sorte de abusos e ausências. É o que acredita o psiquiatra Auro Danny Lescher, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e coordenador do Projeto Quixote, que atende crianças e adolescentes em situação de rua na capital paulista. Ele entende como uma busca por sobrevivência a ‘fuga para a rua’, mas vê nesse drama uma situação semelhante à vivenciada por imigrantes, exilados, estrangeiros e soldados no front. "É aí que entra o uso das drogas, que têm uma função anestésica. Imagine o que é para uma criança estar no centro da cidade, longe de suas referências e de seus pais", diz o psiquiatra, ao explicar por que 90% das crianças e adolescentes em situação de rua usam drogas.

Lescher sugere que deveria ser atribuído a essas crianças o mesmo status humanitário dos refugiados urbanos, capacitando-as a receber a proteção e ajuda que a ONU disponibiliza a quem foge de um conflito armado, por exemplo. Ele recorre a seu personagem literário predileto, dom Quixote, para refletir sobre o drama urbano. "Quixote só recobrou a lucidez pouco antes de morrer. Fica uma pergunta para nossa sociedade em relação às crianças: será que voltaremos à lucidez a tempo de mudar a situação atual, ou morreremos sem ver essa transformação?", questiona, indignado com a brutalidade urbana.
Marcelo Santos
Via Amigos do Freud

Fractal World Gallery - Galeria com belas imagens

Jornal O Estado de SP em PDF, Sexta, 23 de Janeiro de 2009

Os investimentos em petróleo e gás, energia elétrica e infraestrutura terão financiamento garantido no Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). "Não faltarão recursos", disse ontem o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ao anunciar que o Tesouro Nacional injetará R$ 100 bilhões adicionais no banco. O reforço ao caixa da instituição foi antecipado com exclusividade pelo Estado na terça-feira. Ele ataca o problema central criado pela crise financeira: a falta de crédito.

"É o maior volume que já colocamos à disposição do BNDES", disse Mantega. "É uma medida importante para garantir todo o crédito necessário ao investimento do País em 2009." O BNDES acredita que o repasse será suficiente para atender às necessidades de recursos em 2009 e em boa parte de 2010.

A expectativa do governo é que o crédito farto, e com custo reduzido, rebata a onda de pessimismo que tomou conta do setor produtivo e cortou empregos e projetos de expansão. A Petrobrás anuncia hoje seu plano de investimentos. Mantega assegurou que não faltará dinheiro para implantá-lo, mas não confirmou nem desmentiu que o BNDES teria reservado R$ 20 bilhões para a estatal. Tampouco haverá dificuldades para os projetos privados do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), segundo garantiu o ministro. "É assim que enfrentamos a crise mundial."

A criação de empregos será uma condição para a liberação dos empréstimos. "Investimento é sinônimo de emprego." O aporte adicional ao banco é parte do conjunto de medidas anticrise. Há outras providências a caminho, como novos estímulos à construção civil e uma versão ampliada do PAC. O ministro reafirmou a meta - "não é projeção" - de crescimento de 4% este ano.

Deverá ser editada hoje uma medida provisória regulando a operação, que será uma espécie de empréstimo à disposição do BNDES. Os recursos terão como origem a emissão de títulos do Tesouro e a utilização do superávit financeiro, composto por superávits primários (saldo entre receitas e despesas, exceto gastos com juros) acumulados em anos anteriores.

Dos R$ 100 bilhões, 70% custarão ao BNDES a variação da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) mais 2,5% ao ano, o que resulta, hoje, em 8,75%. Pelos 30% restantes, o banco pagará o custo de captação no exterior. Há cerca de duas semanas, o Brasil vendeu títulos à taxa de 6,19% ao ano.

Segundo Mantega, o BNDES tem um plano de financiamentos de R$ 116 bilhões para 2009. Para concretizá-lo, precisava de R$ 50 bilhões extras. "Estamos dando R$ 50 bilhões e mais R$ 50 bilhões. Portanto, a disponibilidade é de R$ 166 bilhões, e com isso o banco poderá não só viabilizar projetos em carteira, como também outros."

Fontes informaram que a expectativa do banco é desembolsar de R$ 110 bilhões a R$ 115 bilhões este ano, mesmo com o adicional. Ou seja, não seriam usados os R$ 50 bilhões que Mantega acrescentou ao pedido. Porém, os planos do Ministério da Fazenda são diferentes. "Eles vão ter de acelerar as operações para absorver as novas demandas", disse Mantega. Por meio da assessoria, o BNDES informou que recebeu a notícia com satisfação e aprofundará as tratativas com a Fazenda e com o Tesouro.

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Gatos - Papéis de parede

É assim que se lasca...

SuperBike Magazine - Fevereiro 2009

SuperBike Magazine - Janeiro 2009

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Jornal O Estado de SP em PDF, Quinta, 22 de Janeiro de 2009

No corte de juros mais agressivo dos últimos cinco anos, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) baixou em 1 ponto porcentual a taxa básica da economia (Selic), para 12,75% ao ano. A última vez em que o BC reduzira a Selic nessa magnitude foi em dezembro de 2003. A decisão pegou a maioria dos analistas de surpresa, uma vez que a aposta majoritária do mercado era em um corte de 0,75 ponto.

Apesar disso, o Brasil manteve a liderança do ranking mundial do juro real (que desconta a inflação projetada para os 12 meses seguintes), com taxa de 7,6% ao ano. Em segundo lugar está a Hungria, com 5,8% e, em terceiro, a Argentina, com 5,1%.

Em comunicado divulgado após a decisão, os diretores do BC afirmam que "o comitê inicia um processo de flexibilização da política monetária, realizando de imediato parte relevante do movimento da taxa básica de juros".

Segundo o texto, o corte de 1 ponto não trará "prejuízo para o cumprimento da meta para a inflação". Na reunião, cinco diretores votaram pelo corte de um ponto e três optaram por uma decisão mais comedida, com redução de 0,75 ponto.

Na última vez em que o BC cortou o juro em 1 ponto, o contexto econômico era completamente diferente. De junho a dezembro de 2003, no primeiro ano do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, o juro caiu 10 pontos. A redução era respaldada pela melhora dos indicadores de confiança do investidor estrangeiro, que, meses antes, demonstrara grande desconfiança com o resultado das eleições de 2002.

Agora, a situação é oposta. Em meio aos efeitos da crise financeira mundial sobre a economia brasileira, o Banco Central tem sido alvo de inúmeras críticas de dentro do próprio governo e do mercado.

Para os críticos, o desaperto monetário deveria ter começado no fim de 2008, para tentar atenuar o impacto da crise. Até o presidente Lula tocou no assunto e, nos bastidores, passou a agir mais fortemente a favor da redução dos juros e dos spreads bancários.

No mercado, a expectativa de um corte maior da Selic ganhou força nos últimos dias com a divulgação de dados que surpreenderam analistas. A deflação do início do ano e a queda da atividade econômica levaram o mercado a refazer as contas e muitos passaram a apostar em um BC menos conservador na primeira reunião do ano.

Vale lembrar que em dezembro foi exatamente a falta de definição sobre a trajetória da inflação e da atividade econômica que fizeram o comitê optar pela manutenção da taxa. Na ata daquela reunião, no entanto, o BC já havia indicado que poderia reduzir os juros a partir de janeiro. O que não se podia prever, porém, era o tamanho do corte.

Na inflação, o que mais chamou a atenção nos últimos dias foi o Índice Geral de Preços ao Mercado 10 (IGP-10), que teve queda de 0,85% em janeiro. Na visão dos analistas, o indicador anulou qualquer preocupação com os preços e enterrou a possibilidade de que a alta do dólar - outro reflexo da crise - pudesse ser repassada aos preços. O possível repasse do dólar era um dos motivos do conservadorismo do BC.

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quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Imagens engraçadas/curiosas - 21/01/2009


Via Knuttz/Ueba

Revista Scientific American Brasil - Janeiro/2009 - Edição n. 80

Índice:
CIÊNCIAS PLANETÁRIAS
Novos Mundos se Revelam no Oceano Galáctico
Mais de 300 planetas extra-solares foram identificados em torno de estrelas da Via Láctea, mas
nenhum revelou sinais de que abriga vida. A seleção de uma dezena deles mostra a diversidade
de padrões desses mundos.
CIÊNCIAS PLANETÁRIAS
O Mundo Agitado de Encélado
Paisagens acidentadas e jatos emergentes da sexta maior lua de Saturno são indícios de
abundância de água subterrânea e possível presença de vida.
BIOTECNOLOGIA
Uma Molécula Capaz de Gerar Vida Artificial
O ácido peptídeo nucléico – um híbrido sintético de proteína e DNA – pode servir de base
para uma nova classe de drogas e, talvez, para formas de vida artificial.
NEUROCIÊNCIA
Mágica e Truques que Iludem o Cérebro
Mágicos há séculos exploram os limites da cognição e da atenção. Agora, neurocientistas
começam uma corrida em busca de um tempo perdido.
BIOLOGIA
Engenho e Arte no Desenvolvimento de Asas
Descobertas fósseis e genéticas elucidam a evolução dos morcegos, além de solucionar
um antigo debate sobre as origens do vôo e da ecolocalização.
TECNOLOGIA AUTOMOTIVA
A Geração de Automóveis Anticolisão
A próxima geração de tecnologia de segurança veicular deverá produzir veículos que
dificilmente irão colidir – e posteriormente poderão até dispensar motorista.
CRONOBIOLOGIA
Genes, Relógios e Sociedade
Controle da ritmicidade circadiana depende de três fenômenos: geração de ritmicidade,
propriedade demonstrada pela maioria das células do organismo, sincronização entre
as células e ajuste dos ritmos aos ciclos ambientais.
ASTRONOMIA
O Legado de Galileu
400 anos depois do uso pioneiro da luneta por Galileu, a União Astronômica Internacional,
com apoio da Unesco, comemora o Ano Internacional da Astronomia. Brasil tem
programação ampla e diversificada.
O que aconteceu com...
Bloco de Notas
- Pólos magnéticos
- Biodiversidade
- Humanóides
- Laboratórios marinhos
- Paradoxo das partículas
- Fundo cósmico
- Artefatos iraquianos
- Identificação de rostos
- Absorção do som
- Sacrifício entre formigas
- Mamíferos em extinção
- Fertilizantes ou explosivos
Ao descobrir como fazer células adultas voltarem ao estado embrionário, Shinya Yamanaka
deu um grande passo para viabilizar terapias à base de células-tronco pluripotentes induzidas.
Pergunte ao Especialista
Como os peixes, na época da desova, voltam exatamente para a mesma corredeira onde
nasceram?
Como Funciona
Sistema de Posicionamento Global
Artigos
Telescópio
Obscuridade lunar
Desenvolvimento Sustentável
Prioridades para enfrentar a crise financeira
Observatório
Em busca do tempo perdido

Posse do Presidente Barack H. Obama

Revista Isto é Dinheiro - 21/Janeiro/2009 - Edição n. 589

Sinopse:

Todos querem comprar
Nada parece conter o apetite das três gigantes dos supermercados. Carrefour, Wal-Mart e Pão de Açúcar
saem à caça de aquisições e colocam na rua seus planos de expansão
Reportagens
Citi causa mais um terremoto
Prejuízo de US$ 18,7 bilhões e divisão do banco em dois realimentam a tensão no setor financeiro

Tamanho: 31 MB
Páginas: 100
Formato: PDF