sábado, 30 de janeiro de 2010

Jornal O Estado de SP em PDF, Sábado, 30 de Janeiro de 2010

Economia dos EUA cresce 5,7% e supera expectativas:
Mercado previa que PIB subiria 4,8%; ceticismo sobre recuperação persiste - O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos cresceu 5,7% no último trimestre de 2009, o maior crescimento dos últimos seis anos.
O crescimento, em números anualizados, superou as expectativas dos analistas, de 4,8%. Mas o PIB avançou, principalmente, por causa da desaceleração na redução de estoques, e não por um aumento do consumo ou investimentos, o que deixou analistas ainda um pouco cautelosos. Para a conselheira econômica da Casa Branca, Christina Romer, os resultados do PIB "são a notícia mais positiva que tivemos até agora". Os economistas, no entanto, foram menos eufóricos. "Ainda é cedo demais para abrir champanhe e dizer: recuperação cumprida", disse Josh Bivens, economista do Economic Policy Institute. "Esse crescimento não será sustentado, porque veio em grande parte de recomposição de estoques que não se repetirá nos próximos trimestres", disse
Com a recessão, a produção industrial americana caiu muito porque as fábricas ficaram com estoques muito altos, com a falta de demanda, e começaram a reduzi-los.


No terceiro trimestre de 2009, os estoques foram reduzidos em US$ 139,2 bilhões e no segundo, US$ 160,2 bilhões. No quarto trimestre do ano passado, a redução foi bem menor, de US$ 33 bilhões - e isso colaborou com 3,39 pontos porcentuais no crescimento do Produto Interno Bruto.

Foi o segundo trimestre seguido de crescimento do PIB. No terceiro, a economia avançou 2,2%. Mas no ano de 2009, a economia dos Estados Unidos ainda fechou no vermelho, com recuo de 2,4% no PIB, maior queda desde 1946, quando encolheu 10%. O PIB americano cresceu 0,4% em 2008 e 2,1% em 2007.

O consumo, principal combustível da economia, responsável por dois terços do PIB, subiu 2% no último trimestre. O número ficou aquém dos 2,8% do terceiro trimestre, quando estava em vigor o incentivo fiscal do governo para troca de veículos velhos por automóveis novos e não-poluidores (cash for clunkers).

"O consumo das famílias está se expandindo a uma taxa moderada, mas continua limitado por causa do mercado de trabalho fraco, ganho de renda pequeno, menor patrimônio imobiliário e crédito apertado", dizia a ata do comitê de mercado aberto do Fed desta semana.

Os últimos indicadores mostram que a economia eliminou 208 mil vagas na semana passada, elevando o desemprego para 10%. Enquanto o mercado de trabalho se mantiver fraco , os consumidores vão continuar relutando para abrir a carteira. Recuperação puxada por consumo ou investimento é considerada mais firme do que a dependente em recomposição de estoques.

Para Nigel Gault, economista-chefe de Estados Unidos da IHS Global Insight, o crescimento do último trimestre não indica que o Produto Interno Bruto americano vá crescer nesse ritmo em 2010. "Uma mudança de estoque desse tamanho só ocorre uma vez, continuamos prevendo crescimento da economia entre 2,5% e 3% em 2010, historicamente fraco."

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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Jornal O Estado de SP em PDF, Quinta, 28 de Janeiro de 2010

Lula desafia TCU e garante verba para obras suspeitas:
Orçamento deste ano incluirá projetos da Petrobrás vistos como irregulares -
Para não correr risco de ver obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) paralisadas em ano eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva retirou quatro empreendimentos da Petrobrás da lista de projetos com indícios de irregularidades do Orçamento de 2010. Lula sancionou ontem o Orçamento de 2010 com apenas dois vetos. Um tratava justamente da retirada das quatro obras da Petrobrás - das quais duas incluídas no PAC - da lista de irregularidades apontadas por auditorias do Tribunal de Contas da União (TCU). Se continuassem na relação, as obras, na interpretação do governo, poderiam ser interrompidas, pois estariam impedidas de receber recursos orçamentários este ano. A saída das obras da Petrobrás da "lista negra" garante o repasse de recursos para investimentos da estatal na refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco; na refinaria Presidente Getúlio Vargas, no Paraná; no terminal de escoamento de Barra do Riacho, no Espírito Santo, e no complexo petroquímico do Rio de Janeiro. Em três desses empreendimentos, o TCU apontou indícios de irregularidades, como superfaturamento e critério de medição inadequado, além de gestão temerária. A obra do complexo petroquímico do Rio entrou na lista por decisão do Congresso, ao votar o Orçamento no fim do ano passado. Segundo a assessoria do TCU, não há recomendação de paralisação da obra.

CONFRONTO

No ano passado, Lula foi um crítico contumaz do trabalho do TCU, acusando-o de paralisar obras e causar prejuízos ao País. O governo estuda elaborar projeto para reduzir e limitar o poder de atuação do órgão. Agora, para ignorar a recomendação do TCU e do Congresso, Lula argumentou que a paralisação das obras da Petrobrás iria acarretar um "prejuízo imediato de aproximadamente 25 mil empregos e custos mensais da ordem de R$ 268 milhões". Alegou ainda que parte dos contratos dos quatro empreendimentos "já apresenta 90% de execução física e sua interrupção gera atraso no início da operação das unidades em construção, com perda de receita mensal estimada em R$ 577 milhões, e dificuldade no atendimento dos compromissos de abastecimento do País com óleo diesel de baixo teor de enxofre".

Na exposição de motivos para o veto, Lula reconheceu que cedeu ao lobby dos governadores dos Estados onde se encontram as obras - Eduardo Campos (Pernambuco), Sérgio Cabral (Rio de Janeiro), Paulo Hartung (Espírito Santo) e Roberto Requião (Paraná). A construção da refinaria Abreu e Lima (PE) e a modernização da Presidente Getúlio Vargas (PR) são obras que fazem parte do PAC.

"O presidente acatou um pedido, um apelo feito pelos governadores dos Estados, pelos representantes dos trabalhadores do setor do petróleo, pelos empresários de indústria de base e pelo próprio comitê de obras irregulares da Câmara, que é quem analisa esse tema no âmbito da Comissão Mista de Orçamento", afirmou o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha.

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Flagra de tentativa de assalto em SP


quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Papel de parede do dia - 63

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Jornal O Estado de SP em PDF, Quarta, 27 de Janeiro de 2010

Proposta do governo obriga empresa a distribuir lucros:
Empresários classificam de 'eleitoreira' a ideia, lançada no Fórum Social - Uma proposta - noticiada ontem pelo Valor - de tornar obrigatório o pagamento, por empresas brasileiras, de participação nos lucros a seus empregados, lançada ontem no Fórum Social Mundial, desencadeou no governo um princípio de crise marcado por versões conflitantes. Depois que a proposição foi divulgada - em resumo escrito e em entrevistas do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, e do secretário de Reforma do Judiciário, Rogerio Favreto, na capital gaúcha -, o ministro da Justiça, Tarso Genro, afirmou em Brasília que o que existe são só "estudos", divulgados prematuramente por assessores. Depois disso, Favreto, cuja secretaria é subordinada a Tarso, telefonou para o Estado e disse que a "minuta" agora será discutida pelo Ministério do Trabalho com empresários e trabalhadores. Só depois, em dois ou três meses, irá para o Congresso. O próprio Tarso, porém, foi apontado por Lupi como "quem coordena o projeto".

"Essa proposta de participação nos lucros ainda está em estudo. Foi elaborada inicialmente pela Secretaria de Assuntos Estratégicos, ainda vai ter um debate interno. É um estudo que acharam oportuno divulgar, para que também se possa ter a percepção da sociedade e dos atores nesse tema aí. Quem vai coordenar a relação com as empresas e os trabalhadores será o Ministério do Trabalho", disse Favreto, no início da tarde. A declaração foi na linha do que dissera Tarso: "O que há é um grupo de trabalho, criado a pedido do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, para discutir uma série de projetos da área, e o Ministério da Justiça integra esse grupo a título de contribuição. Mas não há posição fechada, nem do ministério, nem do governo, em torno do assunto."

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terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Jornal O Estado de SP em PDF, Terça, 26 de Janeiro de 2010

'Reconstrução haitiana durará 10 anos', diz premiê canadense:
O premiê canadense, Stephen Harper, disse ontem, durante a conferência ministerial preparatória para a reconstrução do Haiti, realizada em Montreal, que levará pelo menos dez anos para que o Haiti seja reconstruído. "Não é um exagero dizer que dez anos de trabalho duro nos esperam no Haiti", disse Harper.
Durante o encontro, ficou decidido que a conferência de doadores será realizada em março na sede da ONU, em Nova York.
O ministro do Turismo do Haiti, Patrick Delatour, havia afirmado mais cedo, em Porto Príncipe, que o país pediria US$ 3 bilhões à comunidade internacional para reconstrução. Mas o premiê haitiano, Jean-Max Bellerive, não confirmou a soma.

Questionada por um jornalista sobre "quem estaria dirigindo o ônibus da reconstrução", a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, ao lado do chanceler canadense, Lawrence Cannon, foi clara. "O governo do Haiti é quem está na liderança", disse Hillary. Depois, abordado o enviado especial da ONU ao Haiti, Bill Clinton, seria um bom nome para liderar, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, disse: "O ônibus precisa ser dirigido por um haitiano, se eles precisarem de um copiloto durante algum tempo, o enviado especial seria um bom nome."

MUDANÇA DE STATUS

Amorim afirmou que é preciso tomar cuidado com a ampliação da missão da ONU (Minustah, na sigla em inglês), liderada pelo Brasil, para que não se transforme em intervenção.

"Às vezes, quando se fala em mudança de mandato, é para um lado que me parece menos desejável, muitos procuram acentuar que precisam entrar mais em questões de governança- e aí nos temos uma certa preocupação porque o Haiti não é o Kosovo de 10 anos atrás, ou seja, tem um governo eleito democraticamente", disse Amorim.

Na véspera, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse que o governo brasileiro estudava pedir ao Conselho de Segurança da ONU uma mudança no status da missão da Minustah, atualmente voltada apenas para a segurança, para que incluísse também participação na reconstrução do país.

Amorim disse que "se a missão aumentar demasiado" pode parecer força de ocupação, e por isso estão aumentando apenas para um número que pareça razoável, de 1.300 para 2.600. Os EUA anunciaram que chegarão aos 20 mil soldados no final da semana. "A mudança de mandato não é a coisa mais urgente nesse momento", disse Amorim.

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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Imagens engraçadas/curiosas - 25/01/201

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Via Knuttz/Ueba

Os Animais mais rápidos da Terra em câmera lenta - Animal Câmera - BBC

Festival Kumbh Mela

Jornal O Estado de SP em PDF, Segunda, 25 de Janeiro de 2010

Chávez tira do ar seis canais de televisão:
Emissoras são punidas por não cumprirem a ordem de transmitir discurso presidencial - O sinal da Rádio Caracas Televisão (RCTV) voltou a desaparecer das telas à zero-hora de domingo. Proibida em maio de 2007 pelo governo venezuelano de Hugo Chávez de continuar usando o sinal aberto, a emissora passou a transmitir sua programação por cabo e manteve boa parte de sua grande audiência. No sábado, porém, desobedeceu a uma ordem do governo para integrar-se a uma cadeia nacional convocada por Chávez para transmitir parte de seu discurso para uma multidão de manifestantes chavistas que lhe demonstravam apoio. Na semana passada, a Comissão Nacional de Telecomunicações (Conatel) havia determinado que a RCTV e outras emissoras por cabo consideradas "nacionais" deveriam transmitir mensagens do governo. A RCTV recorria da decisão na Justiça e recusou-se a integrar a cadeia no sábado. Foi o pretexto ideal para que, pouco depois, por volta das 21 horas (23h30 de Brasília), o diretor da Conatel e ministro de Obras Públicas, Diosdado Cabello, exigisse das operadoras de TVs por assinatura que tirassem de sua grade os canais que não cumpriam com as normas ditadas pelo órgão. Não mencionou especificamente nenhuma emissora. Além da RCTV, saíram da grade das operadoras os canais American Network, América TV, Ritmo Son, TV Chile e Momentum.

Como em maio de 2007, a revolta tomou conta dos 1.500 funcionários da RCTV depois que a emissora saiu do ar. Muitos deles se dirigiram à sede da Conatel para protestar. Ainda organizados após a gigantesca marcha contra as medidas de Chávez, grupos de estudantes e militantes de partidos da oposição juntaram-se à concentração dos funcionários da RCTV. Em Maracaibo, no oeste do país, pelo menos quatro pessoas ficaram feridas em um protesto contra o fechamento da emissora.

"Estamos diante de mais um atropelo da liberdade de expressão por parte do chavismo", disse ao Estado Yani Roque, militante do partido de oposição Primeiro Justiça. "Deixamos claro na marcha de sábado que não nos renderemos à ditadura de Chávez."

Presidente do grupo ao qual pertence a RCTV, Marcel Granier disse em conversa com jornalistas que não sabe qual será o futuro da emissora. "Isso já não depende de nós", afirmou. Granier acrescentou que a decisão da Conatel é ilegal, pois a sede formal da RCTV funciona em Miami. "Tínhamos impetrado um mandado de efeito suspensivo para a portaria da comissão porque a RCTV é uma emissora internacional, o que a desobriga de submeter-se às transmissões do governo." A portaria da Conatel, porém, estabelece como "nacional" toda empresa de divulgação audiovisual que produza mais de 60% de sua programação em território venezuelano.

Jornal de Domingo: Nobres usuários e fiéis Seguidores, o Estadão trocou as bolas e disponibilizou a edição do dia 10 de janeiro como se fosse a do dia 24 de janeiro, até hoje, continua o erro. Desculpas por não ter observado isso e postado a edição errada.

Parabéns São Paulo pelo seu aniversário, porém, aqui é normal e tenho que trabalhar. Abraços e felicidades ao povo paulistano, excelente feriado a todos.

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Big Shots - 22 de janeiro

domingo, 24 de janeiro de 2010

Papel de parede do dia - 62

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7 mitos e 5 verdades sobre o diabetes

Especialistas esclarecem dúvidas e revelam os verdadeiros perigos para os diabéticos
Por Natalia do Vale Publicado em 13/11/2009

No Brasil, cerca de sete milhões de pessoas, acima de 18 anos, têm a doença. Um estudo recente da Sociedade Brasileira de Diabetes, aponta que mais de 60% deles não sabem que têm a doença. Disfunção metabólica crônica decorrente de uma deficiência de insulina - hormônio produzido pelo pâncreas - que pode ser causada por fatores genéticos ou em decorrência de maus hábitos de vida como sedentarismo e uma dieta desequilibrada, recheada, principalmente de açúcar.

O problema pode trazer perda ou aumento de peso, é fator de risco para problemas cardiovasculares e, nos casos mais graves, provocar falência de órgãos (rins, olhos) e até a morte. Apesar dos perigos, é completamente controlável.

"É uma doença crônica e deve ser tratada como tal, mas com informação e mudança de hábitos, dá para ser controlada e ter qualidade de vida", explica a nutricionista Patrícia Ramos, coordenadora do Hospital Bandeirantes. Pensando nisso, o MinhaVida conversou com especialistas para descobrir os mitos e verdades do diabetes para facilitar a vida de quem convive com a doença.

1.Diabetes é contagioso

Mito: o diabetes não passa de pessoa para pessoa. É preciso acabar com essa discriminação de que o diabético não pode ter emprego, amigos e vida social. O que acontece é que, em especial no tipo 1, há uma propensão genética para se ter a doença e não uma transmissão comum. "Temos exemplos de mães diabéticas que tem filhos totalmente saudáveis", explica a nutricionista.

2.Canela ajuda a controlar o diabetes

Mito: não tem nenhum estudo científico que comprove isso. Existem alguns estudos em relação à canela, porém são estudos preliminares, que merecem mais esclarecimentos para provar esse efeito satisfatório. "É melhor não seguir nada que não seja comprovado, afinal, trata-se de um problema crônico e qualquer descuido pode piorar a situação", diz a nutri.

3.Diabético pode consumir mel, açúcar mascavo e caldo de cana sem problemas

Mito: apesar de naturais, estes alimentos tem açúcar do tipo sacarose, maior vilã dos diabéticos. "Hoje, os padrões internacionais já liberam que 10% dos carboidratos ingeridos podem ser sacarose, mas sem o controle e a compensação, os níveis de glicose podem subir e desencadear uma crise", explica Patrícia. "O diabético até pode consumir, mas ele deve ter noção de que não pode abusar e compensar com equilíbrio na dieta", continua.

4.Alguns alimentos ajudam a controlar os níveis de glicose no sangue auxiliando o tratamento do diabetes

Verdade: Sim. Isso por conta do Índice Glicêmico (IG) dos alimentos. Quando um alimento tem o índice glicêmico baixo, ele retarda a absorção da glicose pelo sangue e, portanto estabiliza a doença. Mas, quando o índice é alto, esta absorção é rápida e acelera o aumento das taxas de glicose no sangue. "Alimentos integrais, iogurtes sem açúcar, maçã, pera, feijão, lentilha e manga, podem ser considerados indutores deste controle, por isso ajudam a amenizar os sintomas da doença, já os de alto índice, como batata e demais carboidratos, aumentam o problema", continua
5.A aplicação de insulina causa dependência química

Mito: a aplicação de insulina não promove qualquer tipo de dependência química ou psíquica. O hormônio é importante para permitir a entrada de glicose na célula, tornando-se fonte de energia. "No caso dos pacientes com diabetes tipo 1, não tem jeito eles são insulino-dependentes, e não porque ela cause esta dependência, mas pelo fato de sua deficiência ser crônica desde o nascimento", explica Patrícia.

"Não se trata de dependência química e sim de necessidade vital. Você precisa da insulina para sobreviver, mas não é um viciado na substância", explica o endocrinologista e presidente da Associação Nacional de Apoio ao Diabético (Anad), Fadlo Farige.

6.Deve-se substituir o açúcar dos alimentos por adoçante

Verdade: os adoçantes foram feitos exatamente para os diabéticos ou para quem está de dieta, porém, para pessoas que não têm nenhuma disfunção, existe um limite para seu uso. "O valor diário recomendado de aspartame, por exemplo, é 40 mg por kg, já no ciclamato, este número é bem menor, 11 mg", explica a nutricionista.
7.Dá para evitar a insulina se você não ingere carboidratos

Mito: neste caso, depende. O carboidrato eleva a glicemia com mais rapidez, por isso sua ingestão deve ser controlada. "No diabetes Tipo 1, é necessária a aplicação de insulina diariamente, já que o pâncreas não produz este hormônio. Portanto, mesmo que não coma carboidratos, precisará aplicar insulina. No caso do diabetes Tipo2, a ingestão da insulina vai depender do nível de glicemia. Se estiver controlado, pode-se parar o uso, porém, só um médico poderá fazer esta avaliação", explica Patrícia.

8.Não é permitido ingerir bebidas alcoólicas

Verdade: "o consumo é permitido, mas com alguns cuidados: de forma moderada e sempre junto a uma refeição, pois o consumo isolado pode levar a hipoglicemia (baixa nas taxas de glicose sanguínea) ou dificultar a recuperação de uma crise hipoglicêmica, já que o uso de insulina e de outros medicamentos para controlar o diabetes é feito para baixar a glicemia, e o álcool tende a diminuir ainda mais estas taxas, o que pode levar a um quadro crônico", explica a nutricionista.

Também é importante fazer o monitoramento de glicemia antes e depois de consumir bebidas alcoólicas. Para Fadlo Fraige, apenas as bebidas destiladas são permitidas (e com muita moderação), pois, segundo ele, não são feitas à base de carboidratos e o álcool tem baixo índice glicêmico. Já sobre as fermentadas, à base de glicose, o endocrinologista recomenda: "Cuidado com cervejas e bebidas doces ou à base de carboidratos. Elas têm alto índice glicêmico e podem trazer problemas. Ao contrário do que se imagina, as bebidas sem álcool são piores, pois, têm o carboidrato e não têm o álcool que ajuda a baixar a glicemia", explica o presidente da Anad.
9.Bebida alcoólica pode porque o remédio para diabetes tem álcool e não faz mal

Mito: A taxa de álcool presente nos remédios são mínimas e, por isso, não dá para fazer esta comparação. "Bebidas alcoólicas são permitidas com restrições", diz a nutricionista.

10.Quem tem diabetes deve fazer somente exercícios leves

Verdade: diabéticos devem ser estimulados a fazer atividades físicas, respeitando contra-indicações, se houver. "De uma forma geral, os exercícios melhoram os níveis glicêmicos, porém, quando o gasto calórico é maior do que a reposição de nutrientes após o treino, pode haver um quadro de hipoglicemia, por isso, deve-se fazer um monitoramento", diz a nutricionista.

11.Estresse ajuda a descontrolar o diabetes

Verdade: quando uma pessoa fica nervosa, a sua taxa de glicose sanguínea sobe. "Mas isso não acontece só com diabéticos", diz Patrícia.

12.Diabéticos podem usar sauna e fazer escalda pés

Mito: Por ser uma disfunção metabólica o diabetes altera a circulação e compromete os vasos sanguíneos, dificultando o processo de cicatrização e pode causar problemas em diversas outras funções como problemas renais e o comprometimento da visão. "Em função desta alteração circulatória, os riscos de exposição à altas temperaturas e aos choques térmicos podem agravar ou desencadear quadros de angiopatias e outros problemas cardíacos", finaliza a Patrícia.
Fonte Minha Vida

Jornal O Estado de SP em PDF, Domingo, 24 de Janeiro de 2010

Agonizante, Estado haitiano põe à prova capacidade de reconstrução:
"Os que sobreviveram caminham como se estivessem mortos." A frase, de um jovem haitiano que perdeu a mãe e a irmã mais nova, definiu com terrível precisão as pessoas que vagavam pelas ruas nos primeiros dias depois da "catástrofe", como é chamado aqui o terremoto do dia 12. A cada dia que passou, a frase foi perdendo sentido. Sem chance de enterrar seus mortos, o luto e o choque dos haitianos deram lugar a um impulso mais primitivo: o da sobrevivência.
Vieram os saques, a disputa desesperada nas distribuições de alimentos e água, os últimos gourdes (a moeda local) trocados por verduras e frutas e, finalmente, as filas imensas na reabertura das agências de transferência de dinheiro e dos bancos poupadas pelo terremoto. O Haiti e sua economia renascem. Mas, além da metade dos 200 mil mortos estimados, que não foi retirada dos escombros, o que mais do Haiti foi sepultado pelo terremoto?

Desde a queda do presidente Jean-Bertrand Aristide, em fevereiro de 2004, o país passa por um árduo processo de estabilização e construção de instituições. "O Haiti perdeu uma geração e retornou a um passado desconhecido, já que jamais se encontrou, em toda a sua história, tão enfraquecido e dependente do exterior, como agora", avalia Ricardo Seitenfus, há um ano representante especial da Organização dos Estados Americanos no Haiti.

Estavam previstas eleições para o Parlamento em fevereiro e para presidente em novembro. O Conselho Eleitoral sequer se reuniu para decidir se as datas serão mantidas. Para Seitenfus, diretamente envolvido no processo eleitoral, o país "perdeu uma oportunidade única de ingressar num círculo virtuoso que havia sido preparado ao longo de 2009: reorganização institucional, reforma constitucional, consolidação do Estado de Direito e da democracia e, finalmente, retomada dos investimentos externos."

De acordo com o general Floriano Peixoto, comandante da força militar da ONU no Haiti, do ponto de vista da segurança, "não mudou praticamente nada" com o terremoto. "Já havia sequestros, saques e estupros. Essa é a razão por que estamos aqui", diz o comandante, que fez parte do primeiro contingente da ONU no Haiti, em 2004. Ele admite que os milicianos que fugiram da Penitenciária Nacional de Porto Príncipe, destruída pelo tremor, estão "reagrupando-se e planejando ações para o futuro". Até porque, agora, nem têm sequer o que roubar. "Eles poderão tentar alguma coisa, e vão levar na cabeça como levaram a partir de 2006."

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