sábado, 13 de fevereiro de 2010

Jornal O Estado de SP em PDF, Sábado, 13 de Fevereiro de 2010

Arruda fica preso e vice é alvo de 4 pedidos de impeachment:
STF nega habeas corpus ao governador do DF; Paulo Octávio, que o substitui, também pode cair - O governador licenciado do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM), passará o carnaval na prisão. O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), recusou ontem o pedido de seus advogados para que ele fosse posto em liberdade. Para Marco Aurélio, a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de determinar a prisão do governador foi muito bem fundamentada. Ele disse que as instituições estão funcionando bem com o objetivo de impedir a impunidade. "Eis os tempos novos vivenciados nesta sofrida República. As instituições funcionam, atuando a Polícia Federal, o Ministério Público e o Judiciário. Se, de um lado, o período revela abandono a princípios, perda de parâmetros, inversão de valores, o dito pelo não dito, o certo pelo errado e vice-versa, de outro, nota-se que certas práticas - repudiadas, a mais não poder, pelos contribuintes, pela sociedade - não são mais escamoteadas, elas vêm à baila para ensejar a correção de rumos, expungida a impunidade. Então, o momento é alvissareiro", afirmou o ministro ao rejeitar o pedido de liminar dos advogados para que Arruda fosse solto.
Em seu despacho, de 12 páginas, Marco Aurélio fez um relato minucioso da tentativa de coação de uma testemunha, o jornalista Edmilson Edson dos Santos, o Sombra, que prestaria depoimento no inquérito que investiga suposto esquema de propinas no governo do DF - o chamado "mensalão do DEM".

"De forma harmônica com os elementos coligidos, de forma harmônica com o resultado do que foi apurado pela Polícia Federal, registrou-se a tentativa de subornar testemunha e de utilizar-se documento falsificado ideologicamente para alterar a verdade da investigação. Então, após aludir-se à comprovação da materialidade dos crimes de corrupção de testemunha e de falsidade ideológica, escancarou-se o quadro a revelar a participação do ora paciente (Arruda), não bastasse a circunstância de este último surgir como beneficiário dos atos praticados", disse o ministro.

Para Marco Aurélio, a prisão de Arruda preenche os requisitos previstos no Código de Processo Penal. Essa legislação estabelece que a prisão preventiva pode ser decretada como garantia da ordem pública, da ordem econômica, por conveniência da instrução criminal ou para assegurar a aplicação da lei penal, quando houver prova da existência do crime e indício suficiente de autoria.

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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Jornal O Estado de SP em PDF, Sexta, 12 de Fevereiro de 2010

Arruda é preso e procurador pede intervenção federal no DF:
Em carta à Câmara local, governador pede afastamento do cargo e diz ser vítima de 'armações’ - O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem-partido, ex-DEM), foi preso ontem, acusado de tentar subornar testemunhas no inquérito da Operação Caixa de Pandora - em que é acusado de comandar "organização criminosa" - e de obstrução à Justiça. Segundo despacho do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Fernando Gonçalves, que preside o caso, Arruda e seu grupo valem-se "do poder econômico e político para atrapalhar as investigações e garantir a impunidade". O vice Paulo Octávio (DEM) assumiu o governo.
Ao mesmo tempo, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, requereu ao Supremo Tribunal Federal (STF) intervenção no governo, com o impedimento de Arruda, do vice, e do presidente da Câmara Legislativa, Wilson Lima (PR). O pedido é inédito no período posterior à Constituição de 1988.

A prisão ocorreu quatro meses e meio após o início da operação da PF, que investigou esquema de corrupção montado na capital, com distribuição de mesadas para parlamentares, secretários e funcionários do DF. A decisão foi determinada pelos ministros que integram a Corte Especial do STJ.

A corte também determinou o afastamento do governador e a prisão de cinco aliados - o suplente de deputado distrital Geraldo Naves, o ex-secretário de Comunicação Wellington Moraes, o secretário particular de Arruda, Rodrigo Arantes Diniz, o ex-diretor da Companhia Energética de Brasília (CEB) Haroldo de Carvalho e o conselheiro do Metrô Antônio Bento da Silva, que já tinha sido preso na semana passada.

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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Imagens engraçadas/curiosas - 11/02/2010

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Revista Veja - 2151 - 10 de fevereiro 2010

Papel de parede do dia - 72

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Inka Bola - Animação

Revista Mundo Estranho - 96 - 2010-02

Não acreditou na força da água

Por um triz!!!...

Codehunters - Animação

O Filme da década - Montagem

Petrobras descobre nova fonte de petróleo na Bacia de Campos

Volume total estimado é de 25 milhões de barris de petróleo.
Como local já tem infraestrutura, produção poderá começar em 2010.

A Petrobras informou nesta quinta-feira (11) ter concluído a perfuração do poço exploratório 4-PM-53 em águas rasas (no chamado pós-sal, a 200 metros de produndidade) da Bacia de Campos. De acordo com a empresa, como já existe infraestrutura de extração no local, a produção poderá começar ainda em 2010.

De acordo com a empresa, o volume recuperável é estimado em 25 milhões de barris de petróleo. A companha estima ainda que a vazão de óleo do poço será de cerca de 3 mil barris por dia. "A descoberta abre uma importante frente exploratória a leste das concessões de Pampo e Bicudo", disse a nota divulgada pela petrolífera.
Fonte G1

Revezamento da Tocha Olímpica quase completo

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T-SHIRT WAR!!

Jornal O Estado de SP em PDF, Quinta, 11 de Fevereiro de 2010

Irã sofre sanções unilaterais dos EUA:
Guarda Revolucionária é alvo de medidas americanas - O governo americano apertou ainda mais o cerco ao Irã, ao anunciar ontem novas sanções unilaterais contra a Guarda Revolucionária - braço armado do regime que, segundo analistas, controla os programas nuclear e balístico de Teerã. O Departamento do Tesouro dos EUA congelou todos os ativos em território americano de Rostam Qasemi, um dos comandantes da unidade iraniana, e de quatro subsidiárias de uma empresa de construção que ele administra. Desde o governo George W. Bush, Washington vem adotando medidas restritivas diretamente contra integrantes e empresas da Guarda Revolucionária do Irã. As sanções anunciadas ontem reforçam ainda mais o cerco e mostram que o presidente Barack Obama decidiu elevar a pressão a um novo patamar desde que o Irã iniciou o enriquecimento de urânio a 20%, nesta semana.
Unilateral, a medida de ontem não tem relação direta com as sanções que os EUA estão negociando no Conselho de Segurança (CS) da ONU e se restringe ao território americano. Em dezembro, o Congresso já havia tomado uma atitude semelhante ao decidir multar empresas que tinham negócios no Irã e, simultaneamente, atuavam nos EUA. Na época, o banco Credit Suisse teve de pagar US$ 530 milhões aos cofres americanos.

FRACASSO DO DIÁLOGO

Americanos e iranianos voltaram a trocar acusações ontem pelo fracasso do diálogo. Diplomatas dos EUA disseram que haviam oferecido combustível nuclear suficiente para uso médico, mas o governo de Mahmoud Ahmadinejad recusou. Por sua vez, Ali Akbar Salehi, chefe do programa nuclear iraniano, disse que um acordo "ainda está sobre a mesa".

Desde outubro, quando o Irã e o sexteto (formado pelos cinco membros permanentes do CS e a Alemanha) se encontraram em Genebra, a principal proposta para um acordo exigia que iranianos enviassem urânio para ser enriquecido a 20% no exterior. Até o Brasil foi cogitado como receptor do material, no entanto, Rússia, França e eventualmente Turquia estão entre os nomes mais cotados para enriquecer o urânio.

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Faça você mesmo: um abajur com a cúpula de vela derretida

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Imagens engraçadas/curiosas - 10/02/2010

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Jornal O Estado de SP em PDF, Quarta, 10 de Fevereiro de 2010

Criticado, Brasil volta a defender diálogo com Irã:
Amorim diz que País se mantém contra sanções e condena visão unilateral - "Não sou ingênuo sobre as dificuldades de um acordo. Mas o outro caminho, o das sanções, foi perseguido nos casos do Iraque e do Irã sem que nada tivesse acontecido", afirmou o chanceler, em entrevista ao Estado, no Itamaraty. "Se as sanções econômicas contra o Irã se tornarem mais apertadas, quem sofrerá são os setores mais frágeis da sociedade." Durante a conversa, Amorim sugeriu que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) poderia tomar a iniciativa de chamar as duas partes para dirimir as dúvidas em torno de suas propostas. Segundo ele, partiu do Irã a proposta de adquirir no exterior combustível nuclear para fabricar radiofármacos. Por isso, para Amorim, as bases do acordo ainda são aceitas pelos dois lados.

O chanceler disse que a insistência do Brasil pela negociação não trará problemas para sua relação com a França, país que também defende levar à votação no Conselho de Segurança da ONU uma resolução sobre novas sanções ao Irã.

Sobre essa hipótese, o voto do Brasil ainda está em aberto. "Não sei como a resolução está escrita. Não sei o que vai acontecer. Hoje, minha percepção é a de que é possível o diálogo", afirmou (leia íntegra da entrevista nesta página).

BRASÍLIA

Ciente das dificuldades de um acordo entre o Irã e o Ocidente, o chanceler Celso Amorim disse ontem que novas sanções contra Teerã não trarão os resultados pretendidos e produzirão sofrimento aos pobres do país. Amorim demonstrou sua insatisfação com o fato de a questão ser avaliada com base nas impressões de um dos lados da disputa - o Ocidente - no mesmo dia em que o presidente dos EUA, Barack Obama, anunciou que seu governo prepara um "pacote de sanções" contra Teerã (mais informações na página 14).

Impasse nuclear:
Em meio a pressão por sanções, Brasil defende negociar com Irã
Obama promete sanções duras ao Irã
Rússia acena com apoio a retaliações
Israel pede ''punições imediatas''
Ameaças não vão deter programa nuclear, diz Irã

"Não sou ingênuo sobre as dificuldades de um acordo. Mas o outro caminho, o das sanções, foi perseguido nos casos do Iraque e do Irã sem que nada tivesse acontecido", afirmou o chanceler, em entrevista ao Estado, no Itamaraty. "Se as sanções econômicas contra o Irã se tornarem mais apertadas, quem sofrerá são os setores mais frágeis da sociedade."

Durante a conversa, Amorim sugeriu que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) poderia tomar a iniciativa de chamar as duas partes para dirimir as dúvidas em torno de suas propostas. Segundo ele, partiu do Irã a proposta de adquirir no exterior combustível nuclear para fabricar radiofármacos. Por isso, para Amorim, as bases do acordo ainda são aceitas pelos dois lados.

O chanceler disse que a insistência do Brasil pela negociação não trará problemas para sua relação com a França, país que também defende levar à votação no Conselho de Segurança da ONU uma resolução sobre novas sanções ao Irã.

Sobre essa hipótese, o voto do Brasil ainda está em aberto. "Não sei como a resolução está escrita. Não sei o que vai acontecer. Hoje, minha percepção é a de que é possível o diálogo", afirmou (leia íntegra da entrevista nesta página).

CONSENSO

Ontem, a França abriu uma margem para que o Brasil e outros países convençam o Irã a firmar um acordo de troca de urânio enriquecido por combustível nuclear. Paris concorda com o Brasil e acredita que ainda há espaço para a negociação de uma solução. No entanto, Paris trabalha com um plano B, que seria a busca de um consenso no Conselho de Segurança sobre novas sanções. Nesse caso, a França espera que o Brasil não atrapalhe uma eventual unanimidade e vote com todos os demais membros do órgão.

A principal resistência entre países com assento permanente no conselho vem da China. Entre os membros não-permanentes, Brasil e Turquia são contra o cerco. Nigéria e Líbano não devem votar contra o Irã.

A posição francesa é conhecida. Durante sua passagem por Manaus, em novembro, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, expressou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva seu pessimismo em relação à possibilidade de o Brasil convencer o Irã a selar o acordo. O encontro ocorreu apenas três dias após a visita do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, a Lula.

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Papel de parede do dia - 71

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Consumindo maconha sem saber

Vovó O'Grimm's dormindo beleza

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Imagens engraçadas/curiosas - 09/02/2010

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Emeralds

Jornal O Estado de SP em PDF, Terça, 09 de Fevereiro de 2010

Europeus criticam Brasil por dificultar sanções ao Irã:
Diplomatas questionam posição brasileira pelo diálogo ante escalada iraniana - Diplomatas europeus reclamam, nos bastidores, que a posição brasileira tem dificultado a imposição de novas sanções ao Irã pelo Conselho de Segurança (CS) da ONU. A informação foi divulgada pelo jornal francês Le Monde em sua edição de ontem. Segundo a França, é necessária uma atuação em bloco dos membros do CS para que uma resolução seja aprovada. Só a unanimidade colocaria pressão sobre a China, membro permanente e com poder de veto, que não está disposta a apoiar novas sanções. EUA e França renovaram ontem a exigência de punição a Teerã, depois que os iranianos anunciaram planos para enriquecer seu próprio urânio (mais informações na página 14).
Para ser aprovada, uma resolução precisa de 9 dos 15 votos do Conselho, incluindo os 5 votos dos membros permanentes - a abstenção não é considerada veto. Além do Brasil, que assumiu uma cadeira em janeiro, a Turquia e a Nigéria, países de maioria muçulmana, também membros não-permanentes, tendem a apoiar a continuação das negociações. O Líbano, cujo governo é formado por uma coalizão com o grupo xiita Hezbollah, é outro país que dificilmente votaria em favor de sanções ao Irã.

O Brasil havia assumido a posição de interlocutor entre o Irã e o Ocidente. O Itamaraty ainda defende um acordo para a troca de urânio enriquecido por combustível nuclear com o Irã. A diplomacia europeia, porém, aponta a atitude brasileira como um empecilho à aprovação de novas sanções a Teerã. Paris, Londres e Nova York estariam fazendo gestões para que o Itamaraty reveja sua posição.

RESPOSTA

Na ONU, os franceses indicam que o tema vem sendo tratado entre a diplomacia europeia e a brasileira. O frequente contato entre o chanceler Celso Amorim e os diplomatas iranianos é visto como um canal de diálogo entre o Ocidente e Teerã, mas, para os europeus, o diálogo tem um "limite".

Em Brasília, o Itamaraty reforçou ontem sua posição em favor do diálogo entre o Irã e o Sexteto - EUA, França, Grã-Bretanha, China, Rússia e Alemanha - sobre o acordo de troca de urânio por combustível nuclear. Amorim disse que falou na semana passada com o secretário de Estado da França para Assuntos Europeus, Pierre Lellouche. Segundo o chanceler brasileiro, apesar da posição dura da França sobre o Irã, em nenhum momento ouviu de seu interlocutor que não havia mais espaço para o diálogo.

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The Ghost Writer - Trailer

Papel de parede do dia - 70

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Os Cães e Trenós

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Imagens engraçadas/curiosas - 08/02/2010

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Jornal O Estado de SP em PDF, Segunda, 08 de Fevereiro de 2010

Governo sai em bloco para responder a FHC:
Dilma Rousseff diz que PT tem ‘caminho melhor’ que o do PSDB; para líder tucano no Senado, Lula faz comparações ‘desonestas’ com gestão anterior - O governo saiu ontem em bloco para responder as críticas feitas pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso à estratégia do Palácio do Planalto para tentar vencer as eleições de outubro. A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata à corrida presidencial, reconheceu que o governo tucano deu contribuições ao País, mas indicou que não deixará de fazer comparações entre o que foi feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu antecessor. "Não estou desmerecendo ninguém, estou dizendo que nosso caminho é melhor", disse. Em artigo publicado ontem no Estado, Fernando Henrique afirmou que Lula, levado por "momentos de euforia", está inventando inimigos e enunciando inverdades. O ex-presidente lamentou que o sucessor tenha se deixando contaminar por "impulsos tão toscos" e mostrou disposição para entrar no embate das realizações de cada governo, polarização defendida por Lula. "Se o lulismo quiser comparar, sem mentir e sem descontextualizar, a briga é boa."
Para Dilma, o que o governo defende é uma comparação para a escolha de caminhos. "Essa é a forma de nós confrontarmos as possibilidades", disse a ministra, pouco antes de participar de um evento do PT, em Brasília. Fernando Henrique afirmou em seu artigo que a estratégia adotada pelos petistas seria uma tentativa de ganhar as eleições "com o retrovisor".

Dilma rebateu. "Comparar não é ficar olhando pelo retrovisor. Comparar é discutir que caminho vou seguir", disse. "Sem sombra de dúvida, houve passos no governo anterior, agora, o que estou dizendo é que o nosso caminho é melhor."

O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, também defendeu a política de comparações e disse que o PT está disposto a debater com os tucanos suas propostas para o futuro. "Assim que mostrarem o que querem fazer, nós vamos comparar com aquilo que queremos fazer daqui para frente."

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Papel de parede do dia - 69

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domingo, 7 de fevereiro de 2010

Jornal O Estado de SP em PDF, Domingo, 07 de Fevereiro de 2010

Poder Executivo deve ultrapassar 100 mil novos cargos no governo Lula:
Quando chegar ao fim de seu segundo mandato, em dezembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá contratado cerca de 100 mil pessoas apenas para o Poder Executivo. É um exército de auditores, pesquisadores, analistas, advogados, professores, entre outros profissionais, que começaram a trabalhar nos diversos órgãos do governo nos últimos oito anos. Para ter uma ideia da dimensão desse contingente, corresponde a mais de duas vezes o quadro de 45 mil funcionários da mineradora Vale, segunda maior empresa brasileira. Também é praticamente igual aos 110 mil empregos gerados por todas as montadoras de carros instaladas no Brasil. Dados do Ministério do Planejamento mostram que, entre dezembro de 2002 e outubro de 2009, aumentou em 63.270 o número de servidores públicos civis, para 549 mil. O valor exclui aqueles que substituíram funcionários aposentados. O Orçamento autoriza a criação de mais 46.151 vagas este ano, mas o governo não costuma utilizar tudo que está previsto. Como 2010 é ano eleitoral, os concursos só ocorrem até junho.
As contratações de Lula praticamente compensaram o enxugamento feito no governo anterior e reverteram uma política de corte de funcionários públicos iniciada em 1990. Com mais folga no Orçamento, graças ao crescimento da economia e à reforma da Previdência de 2003, o Executivo tem hoje o mesmo número de servidores que em 1997.

A administração do Partido dos Trabalhadores (PT) defende "um novo papel estratégico do Estado", que seria "incompatível com uma política de corte de pessoal", conforme um informe do Ministério do Planejamento. "Estamos recuperando a capacidade do Estado de atuar", disse o secretário de gestão do ministério, Marcelo Viana Estevão de Moraes. Segundo ele, o objetivo é recompor o quadro e requalificar os servidores. Ele também explica a expansão pelo compromisso assumido com o Ministério Público de substituir trabalhadores terceirizados por concursados.

A área da educação liderou as contratações até agora, com 29.226 funcionários a mais entre dezembro de 2002 e maio de 2009 (último dado disponível por setor). É natural, porque se trata de uma áreas de maior peso na estrutura de pessoal do governo. Segundo o secretário, a política de elevar o número de vagas nas universidades também contribuiu. Entre as carreiras mais beneficiadas estão Polícia Federal, Receita Federal, Previdência Social e Advocacia-Geral da União.

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WSJ - Imagens da semana - 01/02 - 05/02/2010

Índia colorida