sábado, 4 de dezembro de 2010

Jornal O Estado de SP em PDF, Sabado, 04 de Dezembro de 2010

Banco Central limita crédito para segurar calotes e conter a inflação: Os financiamentos de longo prazo, com entrada facilitada, estão com os dias contados. A partir da próxima semana, os bancos terão que seguir normas mais duras para conceder empréstimos ao consumidor que quiser financiar, por mais de dois anos, a compra de produtos como carros, televisão, geladeira e fogão. O arrocho faz parte de um pacote de medidas anunciadas ontem pelo Banco Central (BC) que tem por objetivo reduzir o ritmo de expansão da oferta de crédito, controlar o nível de calote das prestações e, por tabela, colocar um freio na inflação, evitando assim um indesejável aumento dos juros logo no início do governo Dilma Rousseff.
De acordo com uma fonte do governo, a estimativa é que as medidas correspondam a uma alta da taxa de juros básica (Selic) entre 0,5 e 1 ponto porcentual e que as medidas já devem afetar as compras de Natal.

Além do estabelecimento de novas condições para os empréstimos de longo prazo, o volume de dinheiro que os bancos precisam deixar depositado no BC (compulsórios) foi elevado, reduzindo a disponibilidade de recursos a serem emprestados. A ação põe fim às medidas de aumento da oferta de crédito tomadas durante a crise.

O efeito prático do pacote será a redução no número de financiamentos concedidos pelos bancos e a elevação dos juros nos financiamentos. "Embora sejam ações de natureza evidentemente prudencial, pode-se afirmar com razoável grau de segurança que terão implicações macroeconômicas, por exemplo, impactando a dimensão quantitativa (do volume de crédito) e também os preços (dos empréstimos)", afirmou o presidente do BC, Henrique Meirelles.

"Garantias". A partir de segunda-feira, os bancos terão que elevar a reserva de dinheiro que são obrigados a guardar para garantir empréstimos com mais de 24 meses de prazo. Para cada R$ 100,00 emprestados, as instituições financeiras terão que reservar R$ 16,50, um aumento de 50% em relação à regra atual, que exige uma reserva de R$ 11,00 para cada R$ 100,00 concedido num financiamento para pessoas físicas.

No caso dos empréstimos para compra de veículos, que cresceram 50,9% nos últimos 12 meses, as novas regras são ainda mais rígidas. Para manter o volume de reserva atual, e com isso evitar uma elevação dos custos dos empréstimos para o tomador final, os bancos terão que exigir do consumidor uma entrada de mais de 20% do valor financiado, nas operações com prazo entre 24 e 36 meses.

No caso dos financiamentos com prazo superior a 60 meses a situação é ainda mais drástica. A reserva exigida será equivalente a 16,5% do valor do empréstimo, independente do tamanho da entrada dada.

Para os empréstimos com desconto na folha de pagamento, o crédito consignado, a exigência de garantias maiores só valerá para as operações com prazo superior a 36 meses. Estão fora do arrocho as operações de crédito rural, o financiamento da compra de veículos de carga e os empréstimos para a compra da casa própria, que gira em torno de um patamar baixo, de 3,5% do PIB.

O aumento do calote nos empréstimos de longo prazo foi a razão apontada para o pacote. "A alta da inadimplência justifica a tomada de medida prudencial", afirmou Aldo Mendes, diretor de Política Monetária do BC.

Segundo o BC, a taxa de inadimplência dos financiamentos de veículos com prazo de um a dois anos, ao fim dos primeiros 12 meses do contrato, é de cerca de 1,5%. Nas operações com prazo de três a quatro anos, a taxa sobe para quase 6% e se aproxima de 9% nos financiamentos de cinco a dez anos.

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Jornal O Dia em PDF, Sabado, 04 de Dezembro de 2010

Rayane Monteiro, que fez sua festa na véspera da ocupação do Complexo do Alemão, posa com vestidos: Rio - Rayane Monteiro, 15 anos, é uma típica adolescente carioca. Gosta de Jonas Brothers, acha Juliana Paes linda e é fã de Bruno Gagliasso. Tem namorado, adora cinema e sonha fazer faculdade de paisagismo. Porém sua festa de debutante, marcada para o dia 27, véspera da ocupação do Complexo do Alemão, não foi nada comum. Moradora do local há dois meses, ela não imaginava que a comemoração seria no meio da guerra. “Estava num salão de beleza em Olaria. Quando voltei para o Alemão, um soldado mandou eu saltar do carro e ir para a festa a pé. Fiquei nervosa e chorei muito”. Dos 200 convidados, vieram apenas 50. “Não foi nenhum amigo meu, nem meu namorado”, diz ela, que, durante a festa, trocou a valsa pelo forró.

E o que Rayane deseja para os seus 15 anos? “Paz no Rio de Janeiro”, afirma, sem titubear. E, como também é filha de Deus, um quarto só para ela — ela divide o seu com o irmão, Ricardo, 10.

No dia seguinte da festa, a surpresa: Rayane apareceu na capa de O DIA. “Minha mãe disse que estou no lucro, já que pobre só aparece no jornal quando morre ou vai preso”, brinca. Lucro agora é em dobro: Rayane posa, tal e qual uma modelo, esbanjando sua beleza brasileira, e mostra os vestidos mais incríveis para festas de debutantes. “Adorei o azul”, elogia a menina de olhos profundos, que virou símbolo de doçura no meio do caos.

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Photoshop Creative - BR - Edição 24 (11/2010)

Revista PC Magazine [USA] 2010-12


sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Jornal O Dia em PDF, Sexta, 03 de Dezembro de 2010

Justiça derruba redutor de cálculo: Juiz de São Paulo afirma que fator previdenciárioé incompreensível para os trabalhadores - São Paulo - Um dia após o IBGE divulgar a nova Tábua de Mortalidade do brasileiro que mudou a tabela do fator previdenciário e aumentou o tempo trabalhado para quem quer manter o padrão salarial, a Justiça Federal de São Paulo considerou inconstitucional o mecanismo de cálculo de aposentadorias do INSS por tempo de contribuição.
O fator, que adota como variáveis o tempo de serviço, a idade do segurado e a expectativa de vida da população, foi descrito pelo juiz federal Marcus Orione Gonçalves Correia, da 1ª Vara Federal Previdenciária, em São Paulo, como muito complexo por não permitir ao trabalhador compreender o modelo que define o valor de seu benefício. O segurado que ganhou o processo terá a aposentadoria recalculada pela média dos salários de contribuição, sem a ação do fator.

O juiz federal aceitou argumento de ação movida por segurado contra o INSS considerou inconstitucional o fato de o redutor utilizar elementos de cálculo imprevisíveis. “O fator concebe, por via oblíqua, limitações distintas das externadas nos requisitos impostos constitucionalmente para a obtenção, em especial, da aposentadoria por tempo de contribuição”, afirma o magistrado, que especifica que o uso da expectativa de vida é um exemplo. “Portanto, a lei ordinária (Lei 9.876/99, que criou o fator) acrescentou, para fins da obtenção do valor do benefício, requisitos que, ainda que indiretamente, dificultam o acesso ao próprio direito ao benefício”, descreve Marcus Orione

RACIOCÍNIO ‘FALACIOSO’

O juiz diz que o raciocínio é “falacioso”, porque só é possível obter o benefício a partir da utilização de elementos não permitidos pela Constituição. Orione ainda questionou a justificativa para se manter o fator a pretexto do equilíbrio atuarial e chamou o redutor de “retrocesso social”.

Ele citou também as diferenças não registradas pelo fator, entre um trabalhador de São Paulo e Nordeste. Ao julgar procedente o pedido, o juiz determinou que o INSS promova o recálculo do benefício.

Sindicatos têm 1 milhão de ações

Entidades representativas de aposentados e pensionistas se esforçam para consolidar ações que questionam o fator previdenciário no cálculo das aposentadorias. Só o Sindicato Nacional da Força Sindical já entrou com 1 milhão de processos na Justiça. O Sindicato dos Aposentados da CUT está fazendo caravana de esclarecimentos para incentivar novas ações coletivas.

A decisão da 1ª Vara Previdenciária de São Paulo é o primeiro passo para que outros aposentados — e pensionistas que herdaram benefícios desde 1999 — possam aderir ao movimento e retomar o debate sobre a constitucionalidade do fator no Supremo Tribunal Federal (STF).

A Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) movida por sindicatos há mais de 11 anos está paralisada, mas pode voltar à cena.

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Jornal O Estado de SP em PDF, Sexta, 03 de Dezembro de 2010

Lula propõe pré-sal com novo rateio de royalties: O governo já tem em mãos uma proposta alternativa de divisão dos royalties do petróleo para ser encaminhada ao Congresso no próximo ano. A nova fórmula de rateio garante mais dinheiro para os Estados e municípios que pouco ou nada recebem atualmente, sem comprometer o padrão de ganho das regiões ligadas diretamente à produção da commodity. Anteontem, o Plenário da Câmara aprovou dispositivo que distribui o dinheiro dos royalties a todos Estados e municípios segundo os critérios dos fundos de participação dos Estados e Municípios (FPE e FPM). A regra polêmica, introduzida por meio de emenda do senador Pedro Simon (PMDB-RS) deve ser vetado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Uma das novidades, que vem sendo debatida pelo Comitê de Articulação Federativa (CAF), é a redução gradual, ao longo de dez anos, da parcela de recursos destinada aos cofres dos produtores. Essa diminuição, entretanto, será compensada pelo aumento da produção dos poços de petróleo. O pedaço que sair da cota dos produtores será repartido entre os demais Estados e municípios. A estratégia é promover uma desconcentração das receitas ao longo de uma década.

O critério de rateio também é novo. O dinheiro será distribuído na proporção inversa da receita per capita de cada região. Assim, cidades populosas e com baixa arrecadação serão as mais beneficiadas. Outros elementos comporão o critério de distribuição, de forma a incentivar as prefeituras a melhorar sua gestão financeira.

Para garantir efeito imediato, a nova proposta prevê que a regra valerá para todos os campos licitados pelo atual modelo de concessão, incluindo aqueles que se encontram na região do pré-sal. Cerca de 28% da área classificada como pré-sal foi licitada seguindo as regras vigentes. A ideia é que a proposta sirva de base para as discussões do tema em 2011, que serão retomadas depois que Lula vetar o mecanismo de divisão aprovado na quarta-feira. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Imagens engraçadas/curiosas - 02/12/2010

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Via Knuttz/Ueba

Download_Maria+Gadú_Multishow+Ao+Vivo_(2010)

Este novo projeto traz o show realizado em julho deste ano no Credicard Hall (SP), onde a cantora apresentou o repertório que levou Brasil afora durante um ano de turnê, com canções inéditas e os sucessos presentes em seu primeiro álbum. Entre as novidades estão canções antes presentes apenas em seus shows, como “Lanterna dos Afogados”, inesquecível na voz dos Paralamas do Sucesso, “Trem das Onze”, de Adoniran Barbosa, e “Quase Sem Querer”, de Dado Villa-Lobos, Renato Russo e Renato Rocha. Há também conteúdo internacional, como o cover de “Who Knew”, da cantora pop P!nk, e uma combinação de “You Know I’m Good”, de Amy Winehouse, com a música “Filosofia”, de Noel Rosa e André Filho.Os sucessos do álbum de estreia, como “Shimbalaiê”, “Altar Particular”, “Linda Rosa” e “Tudo Diferente”, também estão presentes.

Lista de Mùsicas

CD 01
01 Encontro
02 Bela Flor
03 Shimbalaiê
04 Tudo diferente
05 Dona Cila
06 Lanterna dos Afogados
07 A História de Lily Braun
08 Altar Particular
09 Paracuti - Part. Luiz Murá
10 Aurora - Part. Dani Black
11 A Culpa - Part. Varandistas

CD 02
01 Linda Rosa - Part. Leandro Léo
02 Quando fui Chuva - Part. Luis Kiari
03 João de Barro - Part. Leandro Léo
04 Laranja - Part. Leandro Léo
05 Filosofia / You know I'm no Good
06 Lounge
07 Trem das Onze
08 Quase sem Querer
09 Escudos
10 Who Knew
11 Ne me Quitte Pas

Veja - Edição 2193 (01/12/2010)


Descendo a ladeira...

Afeganistão, Novembro 2010

Jornal O Dia em PDF, Quinta, 02 de Dezembro de 2010

Cabral diz que acredita na palavra de Lula no veto à divisão dos royalties: Rio - O governador Sérgio Cabral afirmou, nesta quinta-feira, que tem fé na palavra do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que vetará o projeto de divisão dos royalties do petróleo. Para Cabral, a fuga do dinheiro é uma vergonha para os cidadãos do Estado. Na madrugada desta quinta-feira, o plenário da Câmara dos Deputados aprovou a emenda Pedro Simon que muda a divisão dos royalties do petróleo e rouba do Estado do Rio de Janeiro, maior produtor, mais de R$ 20 bilhões. Pelo texto, os royalties passarão a ser distribuídos a todos os estados e municípios, indistintamente, seguindo a regra do fundo de participação.
A emenda, que já havia sido aprovada pelo Senado, retira dos estados e municípios de áreas produtoras no mar os royalties e participações especiais que recebem hoje (52,5% de todos os royalties) e manda redistribuir o dinheiro com todos os estados e municípios.


O projeto estabelece também que a União ficará com 40% dos royalties e os municípios afetados por operações de embarque petrolífero com outros 7,5%. Nos cálculos do deputado Marcelo Castro (PMDB/PI), a emenda dos royalties fará com que os recursos para o Rio de Janeiro caiam de R$ 24 bilhões para R$ 680 milhões, enquanto o Piauí passaria a receber R$ 1 bilhão por ano, em vez dos R$ 260 milhões.

De acordo com o governador Sérgio Cabral, o baque que o caixa do Rio sofrerá com as perdas dos royalties ameaça até o pagamento de aposentados e servidores. Cabral também afirmou que as realizações da Copa do Mundo em 2014 e das Olimpíadas em 2016 também ficariam comprometidas.

No dia 19 de março, depois que a emenda que muda a distribuição dos royalties passou na Câmara em primeira discussão, Cabral, revoltado, afirmara que confiava no bom senso do presidente Lula. “É mais fácil o Sargento Garcia prender o Zorro do que o presidente Lula não vetar essa barbaridade contra os estados produtores. Eu conheço o presidente. Ele é o presidente mais solidário que o Rio já teve”, afirmara à época o governador.

A população do Rio de Janeiro também comprou a briga e gritou contra a emenda que rouba dinheiro do estado. Em março, estudantes, servidores, comerciantes, empresários, políticos e artistas tomaram a Avenida Rio Branco numa passeata em protesto contra o roubo do dinheiro do petróleo. Caravanas de todo o estado, sobretudo dos municípios produtores participaram do ato.

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Jornal O Estado de SP em PDF, Quinta, 02 de Dezembro de 2010

Governo reforça fronteiras em apoio à operação no Rio: Em apoio à guerra contra o tráfico no Rio, o governo federal ampliou o policiamento na fronteira do Brasil com o Paraguai e a Bolívia, por onde entram mais de 80% das drogas e armas que abastecem o crime organizado no País. O objetivo também é conter a entrada de qualquer tipo de apoio logístico e a fuga de criminosos.
Parte da Operação Sentinela, que já fez o preço das drogas triplicar desde março e rendeu prejuízos estimados em R$ 50 milhões só ao Comando Vermelho, o cerco tem apoio logístico das Forças Armadas e envolve cerca de 1.500 homens de várias corporações, incluindo Polícia Federal, Força Nacional de Segurança, Polícia Rodoviária Federal e tropas especiais dos Estados.

Em vários pontos da fronteira foram montadas barreiras, nas quais estão sendo revistados veículos, embarcações, pessoas e aeronaves que transitam numa faixa de 150 km. As ações têm o apoio da polícia do Paraguai e as atividades envolvem barreiras fixas e móveis em rodovias, estradas, rios, lagos e caminhos alternativos, segundo informou a PF. A operação não tem data para terminar e terá como foco imediato o combate ao crime organizado no Rio. A ordem é impedir a entrada de todo tipo de ajuda aos criminosos, que sofreram um golpe com a apreensão de mais de mais de 40 toneladas de drogas no Complexo do Alemão.

Segundo o secretário de Segurança de Mato Grosso do Sul, Wantuir Jacini, o esforço é absolutamente necessário, porque quase toda a droga que abastece o mercado brasileiro entra pela região. Tanto lá quanto no Paraná todas as rodovias estão sob cerco. Até os caminhões estacionados nos pátios da Receita Federal estão sendo revistados.

Titular da vara especializada em lavagem de dinheiro e tráfico de drogas no Paraná, o juiz federal Sergio Fernando Moro pondera que o reforço é positivo, mas não suficiente. "A extensão é imensa e por isso é fundamental trabalhar com inteligência, detectar fornecedores, fazer escutas, detectar rotas." Ele explica que, caso essa investigação não ocorra, as ações policiais tendem a ser aleatórias e as apreensões dependem de sorte.

Cerco. Desde abril, operações nas fronteiras vêm sendo implementadas progressivamente em Mato Grosso, Rondônia, Acre, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Roraima, Para e Amapá. No período, foram presas mais de 1.200 pessoas pela Sentinela. Só em Foz do Iguaçu (PR), houve aumento de 600% nas apreensões de maconha.

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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Imagens engraçadas/curiosas - 01/12/2010

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Via Knuttz/Ueba

Dia mundial da AIDS 2010

Os melhores Fails de Novembro.

Guerra das drogas no Rio

Just Bikes - Dezembro 2010

American PHOTO - Janeiro/Fevereiro 2011

PC World - Janeiro 2011 PDF for iPad/PC

Amateur Photographer - 4 Dezembro 2010

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Jornal O Dia em PDF, Terça, 30 de Novembro de 2010

No Alemão, fuga até por galeria de águas: Rio - A polícia investiga se os traficantes do Complexo do Alemão aproveitaram uma galeria de águas pluviais construída ilegalmente nas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para escapar. Segundo o comandante do Batalhão de Operações Especiais (Bope), tenente-coronel Paulo Henrique de Moraes, há informações de que funcionários da obra foram obrigados a abrir saídas na rede subterrânea, como rota de fuga para os criminosos.Já os chefões do tráfico Luciano Martiniano da Silva, o Pezão, e Fabiano Atanásio da Silva, o FB, teriam conseguido passar pelo grande cerco às comunidades com a ajuda de dois PMs, segundo investigações.
As galerias de águas pluviais cortam toda a comunidade e podem levar, por exemplo, até o bairro do Engenho da Rainha, numa extensão de dois quilômetros por debaixo da terra. Segundo as denúncias encaminhadas ao Centro de Controle da Operação, há pontos onde um homem de 1,80m pode caminhar em pé, sem dificuldade. No fim da Rua Joaquim de Queiroz, principal acesso à Grota, as placas de cimento foram retiradas do chão, abrindo um enorme buraco para impedir a passagem de blindados e que também possibilita a entrada de pessoas nessas galerias.

“Moradores nos informaram, no primeiro dia da ocupação, que os funcionários do PAC foram obrigados pelos mandantes do tráfico a abrir essas rotas de fuga na rede de esgoto e águas pluviais”, disse o comandante do Bope.

A suspeita é de que os desvios foram abertos durante a construção de galerias de águas pluviais e da rede de esgoto. Os traficantes ainda teriam determinado aos funcionários do PAC que construíssem muros para proteção em tiroteios. No domingo, o Disque-Denúncia recebeu ligações informando que os bandidos tentariam fugir pelas tubulações instaladas no programa. Oito pessoas foram presas quando saíam por uma das galerias. A Empresa de Obras Públicas do Estado (Emop), responsável pelas obras do PAC no Alemão, diz desconhecer qualquer alteração na execução do projeto e coloca as plantas das obras à disposição da polícia.

Ontem, duas picapes Hilux usadas na fuga em massa de traficantes — que escaparam da Vila Cruzeiro e tentaram abrigo no Alemão — foram encontradas pela polícia. Um dos carros, com marcas de tiros, estava abandonado na localidade da Matinha, divisa entre as duas favelas. O outro, que é blindado e teria sido usado por FB, estava no Inferno Verde, no Morro da Fazendinha.

Pezão marcou reunião e fugiu

A fuga de Pezão teria causado um grande mal estar entre os traficantes que pretendiam resistir. Ele chegou a marcar reunião para 10h de sábado, com objetivo de traçar estratégias de combate, e pediu que todas as lideranças de favelas reunissem seus ‘bondes’. Ao segundo homem na hierarquia da favela, Mister M, Pezão disse que ia tirar um cochilo antes do encontro, mas desapareceu da favela.

Alguns bandidos conseguiram abrigo no Parque União, na Maré. Outros chegaram a participar de baile funk na Vila Kennedy, sábado à noite. Gerente do Jacarezinho, Nilsson Roger Freitas tomou café numa padaria da comunidade, sozinho, ontem de manhã. Alexander Mendes da Silva, o Polegar, teria sido visto na Mangueira.
Entre os que conseguiram escapar ainda estão Paulo Roberto de Souza Paz, o Mica, da Chatuba, e Luiz Cláudio Serrat Corrêa, o CL, dono do Cajueiro.

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Jornal O Estado de SP em PDF, Terça, 30 de Novembro de 2010

Cabral pedirá 2 mil soldados até julho: Mesmo contrariado, o Exército vai permanecer no Complexo do Alemão e na Vila Cruzeiro até julho de 2011. As tropas federais substituirão as Polícias Civil e Militar nas duas comunidades ocupadas. A avaliação da cúpula da Força é que há um consenso político, irradiado a partir do Planalto, que prega a permanência das tropas e torna a ampliação da missão irreversível. Acrescente-se ainda o clamor da população, que apoiou maciçamente a operação contra o tráfico. A pressão política já era notada pela manhã, quando o governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), anunciou a instalação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) do Complexo do Alemão e da Vila Cruzeiro, na zona norte, para 2011. Todo o processo deve levar de seis a sete meses. Esse é o tempo estimado para a realização de concursos públicos e treinamento dos policiais militares que vão atuar nas comunidades.

A Secretaria de Estado de Segurança está elaborando nova requisição ao Ministério da Defesa, com o estabelecimento das previsões legais para a operação. “Como nós temos a previsão de formar 7 mil homens em 2011, temos um cronograma. E a presença das forças do Ministério da Defesa no Complexo do Alemão e na Vila Cruzeiro nos dará a garantia dessa nossa cronologia”, explicou Cabral. “É, na verdade, uma antecipação enorme de datas e de conquistas, mas, ao mesmo tempo, uma tranquilidade para que possamos continuar fazendo, sem comprometer nosso calendário de UPPs.”

De acordo com o governador, o ministro Nelson Jobim já teria aceitado a permanência das tropas, faltando apenas detalhes técnicos. O Estado apurou que a Defesa editará uma nova Diretriz Ministerial para resguardar as tropas de complicações legais, em casos de eventual e necessário uso da força.
Na quinta-feira, o ministro editou a Diretriz Ministerial n.º 14, que determinou apenas o reforço do apoio da União ao Estado, com a disponibilidade de blindados das Forças Armadas. Por nota, o Ministério da Defesa confirmou que vai avaliar “com celeridade” os eventuais novos pedidos de ajuste no apoio militar.

Bastidores. Os militares, porém, estão preocupados com a mudança da missão no Rio de Janeiro, que deixará de ser apenas de vigilância de perímetro, isto é, de controle das entradas e saídas do morro, para se tornar uma tarefa quase policial, desempenhada no interior do Complexo do Alemão e na Vila Cruzeiro. A legislação sobre operações de “Garantia da Lei e da Ordem (GLO)” abriga a nova missão do Exército. No entanto, uma mudança técnica será necessária para deixar claras as novas atribuições da Tropa.

O receio do comando das Forças Armadas, no entanto, é de que a duração da missão, somada ao novo perfil de operação nos morros, coloque os militares em contato íntimo com o narcotráfico, o que pode contaminar setores do Exército. Nesse período de quase oito meses, o efetivo de 800 homens do Exército deverá ser mantido.

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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Bikes and Beauties [USA] 2010-08

Apostila INSS 2010 – Técnico do Seguro Social

Língua Portuguesa
Raciocínio Lógico
Informática
Matemática
Atualidades
Ética no Serviço Público
Regime Jurídico (Lei 8.112/90)
Previdência – Conjuntura e Estrutura
Conhecimentos Complementares
Exercícios

Estilo: Apostila
Fabricante: Degrau Cultural
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Idioma: Português

Marcelo Déda reassume o Governo do Estado

Aracaju (29 nov) - Após um período de 20 dias de descanso, onde realizou inclusive uma pequena intervenção cirúrgica, o governador Marcelo Déda reassumiu oficialmente o comando do Governo do Estado num ato realizado no Palácio de Veraneio, na manhã desta segunda-feira, 29, onde assinou o decreto que o reconduz ao cargo.

Na ocasião, o governador fez questão de registrar a condução competente e leal do vice-governador e secretário de Estado da Educação, Belivaldo Chagas, que o substituiu no período. “Depois de 20 dias de afastamento em função da cirurgia de hérnia a que me submeti, retorno hoje às atividades administrativas do Governo do Estado. Ao longo desses dias, mais um vez, o vice-governador Belivaldo Chagas conduziu a administração com competência, lealdade e correção”, destacou Déda.

Segundo ele, a partir de agora, serão retomadas as atividades de governo, sobretudo nos atos e providências pertinentes ao encerramento deste exercício, além dos preparativos para a composição da próxima equipe de governo. “Nós também vamos iniciar um processo de diálogo com as forças que compõem a nossa coalizão para definirmos o perfil do futuro secretariado do próximo governo”, anunciou o governador.

Agenda

Já nesta terça-feira, 30, o governador deverá realizar uma viagem até a capital federal para tratar de assuntos do interesse do Governo do Estado. “Irei a Brasília (DF) tratar de assuntos relativos às atividades do Governo do Estado junto aos ministérios, e já pedi também uma audiência com o presidente Lula e com a presidenta eleita, Dilma Rousseff, para que possamos trocar ideias sobre questões mais imediatas, ainda deste governo, e para que o Estado de Sergipe já possa apresentar algumas ideias a respeito das relações com o Governo Federal para a nova presidenta”, concluiu o governador.

Fonte: ASN

Jornal O Estado de SP em PDF, Segunda, 29 de Novembro de 2010

Rocinha e Vidigal serão ocupadas: Complexo do Alemão era o coração do mal, diz secretário de Segurança do Rio. Em entrevista coletiva, Beltrame disse que governo 'vai garantir que aquela área vai permanecer ocupada e policiada' O secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, garantiu neste domingo, 28, que o Complexo do Alemão continuará ocupado. "Podemos garantir que aquela área vai permanecer ocupada e policiada", disse em entrevista a jornalistas. Para ele, o território resgatado hoje "era o coração do mal". O secretário disse também que os próximos passos da estratégia de combate ao tráfico no Rio incluirá as comunidades do Vidigal e Rocinha, localizadas na zona Sul da cidade. Beltrame enviou um recado para os bandidos: "Quem apostar na derrota, vamos dobrar a aposta". Beltrame também considerou que a caminhada contra o crime no Estado é grande e que foi dado um passo importante. "Vencemos a mais importante e a mais difícil batalha. A recuperação do território é uma função e um objetivo que nós estabelecemos como um dos principais propósitos desta política e não vamos nos afastar disso", disse.

Para o secretário, a operação contra a criminalidade não vai ser debelada com facilidade e tranquilidade. "Foi muito importante porque se gerou expectativa de solução para um problema que não sei se as pessoas achavam que iria se resolver".

'Caminhada é grande'

Ele comemorou o resultado da operação na Vila Cruzeiro e Alemão, mas frisou os desafios da política de segurança no Rio. "Não resolvemos todos os problemas, a caminhada é muito grande, não tem jogo ganho, não tem partida ganha, há muito o que fazer, mas já demos um passo importantíssimo", disse.

Beltrame destacou o sucesso do trabalho conjunto com as Forças Armadas. "Estamos satisfeitos em participar de uma operação em que o Estado brasileiro voltou a ter autoridade sobre uma área do seu território".

Indagado por jornalistas sobre uma possível manutenção da força dos traficantes que conseguiram fugir da Vila Cruzeiro e do Alemão, Beltrame disse que mesmo os que escaparam estão enfraquecidos. "Há marginais presos e posso garantir que os que fugiram, sem arma, sem casa, sem território, são muito menos marginais do que eram antes".

O secretário concedeu a entrevista após reunião com o comandante da Polícia Militar, Mário Sérgio Duarte; o chefe da Polícia Civil no Rio, Allan Turnowski; o superintendente da Polícia Federal no Rio, Angelo Joia; o superintendente da Polícia Rodoviária Federal no Rio, Antonio Vital e o comandante militar do Leste, Geraldo Adriano Pereira Junior, que também participaram do encontro com os jornalistas.

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Jornal O Dia em PDF, Segunda, 29 de Novembro de 2010

Ofensiva contra o quartel general do tráfico foi antecipada em 18 meses: Ofensiva contra QG do tráfico foi antecipada em 18 meses. Reunião que decidiu a estratégia da operação para libertar o Complexo do Alemão do jugo do crime durou quatro horas entre a manhã e a tarde de sábado
Rio - A estratégia para invasão das 13 favelas do Complexo do Alemão, um ano e meio antes do previsto, foi decidida em quatro horas de reunião no 22º BPM (Maré), na manhã e tarde de sábado. Para traçar o plano de ocupação, o coronel Álvaro Garcia, chefe operacional do Estado-Maior da Polícia Militar, convocou 16 comandantes de batalhões e três unidades especiais da PM, entre elas o Bope. Na ocasião, foi decidido que, a partir das 18h de sábado, a PM tomaria conta de 58 acessos aos complexos do Alemão e da Penha. Em cada ponto, uma viatura e dois PMs.

“Nessa reunião tratamos de topografia, comunicação, local para prisões, apreensões, socorro médico e toda a infraestrutura necessária”, explicou Garcia. A ofensiva foi programada para 8h de ontem. Para isso, às 6h, o ponto de encontro foi o 41º BPM (Irajá). Para que não houvesse reação dos bandidos de cima de lajes, helicópteros faziam voos rasantes. Enquanto isso, equipes de policiais civis, militares e federais, além de fuzileiros navais, entravam nas vielas das favelas. Na retaguarda, ficaram ainda policiais militares e 800 homens do Exército.
“Fizemos um cerco amplo, depois um restrito, para empurramos os criminosos para um único local, sem alternativa de fuga”, explicou o comandante do Bope, tenente-coronel Paulo Henrique Moraes.

Outra preocupação foi a de que os bandidos tentassem retornar do Alemão para o Complexo da Penha. Para impedir, 40 PMs ficaram posicionados na localidade da Vacaria, que fica na divisa da Vila Cruzeiro e o alto da Fazendinha. Na Penha, havia 80 homens do Batalhão de Choque. Hoje, o cerco aos 58 acessos dos dois conjuntos de favelas será por 24 viaturas da Polícia Civil e 34 carros da PM. “O Alemão era nosso principal alvo porque era de lá que partiam as ordens para os ataques em todo o estado”, explicou Garcia.
Segundo o relações públicas da Polícia Militar, coronel Lima Castro, a quantidade de armas e drogas apreendidas foi a maior da história do Rio: pelo menos 48 toneladas de maconha, 300 quilos de cocaína e 107 armas, sendo 57 fuzil e 16 metralhadoras ponto 30. Vinte sete pessoas foram presas.

A Delegacia de Combate à Drogas (Dcod) encontrou nove metralhadoras ponto 30 embaladas em sacos plásticos, que seriam enterradas pelos traficantes. Mais de 50 coletes à prova de balas foram achados.

Numa casa, o Bope apreendeu 15 fuzis. O 6º BPM (Tijuca) encontrou cinco fuzis e duas submetralhadoras na Fazendinha. Mais de dez toneladas de maconha foram localizadas numa casa na Grota. Onze quilos da droga estavam enterrados no pátio de um colégio estadual na Nova Brasília. Com o apoio de cães farejadores, a Polícia Federal encontrou uma tonelada de maconha, 50 quilos de cocaína, oito fuzis, nove pistolas, 3 mil cápsulas e R$ 39 mil.

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