sábado, 8 de janeiro de 2011

Imagens engraçadas/curiosas - 08/01/2011

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Info Exame (12/2010)

Ice Age 4: Scrat Continental Crack Up HD

Jornal O Dia em PDF, Sabado, 08 de Janeiro de 2011

'Passione': Clara troca ofensas com a 'velha porca' durante banho de sol na cadeia - Rio - Depois de ser desmascarada por Totó (Tony Ramos), Clara (Mariana Ximenes) é presa e, para piorar a situação, acaba no mesmo presídio que Valentina (Daisy Lúcidi) em ‘Passione’, terça-feira. Durante um banho de sol, a ‘velha porca’ provoca e insulta a neta. As duas trocam ofensas e saem no tapa. As detentas só controlam a fúria de Clara ameaçando-a com um estilete. A agente penitenciária aparece e avisa: se a loura quiser sobreviver na cadeia, terá que ficar quietinha. Um tempo se passa e Clara e Valentina, sem saída, se unem para tentar escapar. Durante a fuga, Roberta (Guta Ruiz), uma das detentas, sugere que procurem Kelly (Carol Macedo), já que a menina está rica e pode ajudá-las. Mas a vilã não aceita. Roberta insiste, Clara atira e se livra da mulher. A loura segue com a avó, mas, em um dos atalhos que pegam, dão de cara com um muro. Clara consegue pular e deixa Valentina, que é pega pela polícia.

CENAS DOS ÚLTIMOS CAPÍTULOS
E por falar em ‘Passione’, Telenotícias revela alguns finais da novela.

- Mauro (Rodrigo Lombardi) ficará com Melina (Mayana Moura), depois que ela volta de Paris. A filha de Bete Gouveia (Fernanda Montenegro) viaja para tirar Mauro da cabeça, como no início da trama. Mas a ausência dela, dessa vez, mexe com ele. E quando a estilista volta, os dois conseguem se entender.

- Danilo (Cauã Reymond) fica aleijado. Não pode mais correr nem andar de bicicleta. E vira treinador de Sinval (Kayky Brito), o novo campeão no ciclismo.

- Jéssica (Gabriela Duarte) e Agostina (Leandra Leal) ficam grávidas de Berilo (Bruno Gagliasso).

- Totó (Tony Ramos) voltará para a Itália. Lá conhecerá Juliana (Patrícia Pillar), que vai querer comprar o sítio dele na Toscana. Tudo indica que o italiano se envolverá com ela.

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Jornal O Estado de SP em PDF, Sabado, 08 de Janeiro de 2011

Risco de contrair HIV em transfusão no Brasil é 20 vezes maior que nos EUA - Ministério da Saúde questiona estudo da Fundação Pró-Sangue de São Paulo feito por estimativa - BRASÍLIA - Uma pesquisa feita em três hemocentros brasileiros no período entre 2007 e 2008 indica que o risco de contrair HIV em transfusões de sangue no Brasil é 20 vezes maior que nos Estados Unidos. O trabalho, feito por estimativa, calcula que uma em cada 100 mil bolsas de sangue do País podem estar contaminadas pelo vírus causador da aids. Nos EUA, a relação é de 1 para cada 2 milhões de bolsas. Embora muito mais elevados do que americanos e de alguns países europeus, os índices brasileiros melhoraram. Uma versão anterior do levantamento indicava que 1 em cada 60 mil bolsas poderiam estar contaminadas pelo HIV. "Precisamos avançar na segurança. Mas não há dúvida de que muito já foi feito", afirma a coordenadora desse trabalho, Ester Sabino, da Fundação Pró-Sangue de São Paulo. De acordo com os números atuais, entre 30 e 60 pessoas por ano podem ser contaminadas por sangue doado.

Na versão anterior da pesquisa, a estimativa era de que entre 50 e 100 indivíduos pudessem se infectar. O coordenador nacional da Política de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, Guilherme Genovez, questiona os índices apresentados no estudo. "Eles estão mais para um oráculo. Foram feitos por estatística, não podem ser considerados fato", observou. Para mostrar a segurança do sangue no Brasil, Genovez cita um levantamento feito em 130 mil bolsas de sangue coletadas em hemocentros de Santa Catarina, São Paulo, Rio e Pernambuco: o vírus não foi identificado em nenhuma amostra.

Financiado pelo Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NIH, em inglês), o levantamento coordenado por Ester foi feito a partir da análise de bolsas de sangue coletadas nos hemocentros de São Paulo, Minas e Pernambuco. Durante a apresentação dos resultados, em congresso da Associação Americana de Bancos de Sangue, a autora classificou como "alto" o risco residual para HIV em transfusões de sangue no Brasil. A doação no País, no entanto, é precedida de uma série de cuidados: os candidatos passam por entrevistas para detectar situações de risco de contaminação recente com o vírus. Passada essa fase, o sangue é submetido a testes para identificar a presença do HIV.

O problema está no que médicos chamam de janela imunológica, período no qual a presença do vírus não é descoberta pelo exame. O mesmo problema ocorre com hepatite C, cuja janela imunológica é de 50 dias. Os reflexos dos exames "falso negativos" podem ser constatados nas estatísticas. Dados do Ministério da Saúde mostram que 13,3% dos casos da doença confirmados em 2009 foram causados por transfusão de sangue.

Uma das alternativas para melhorar a segurança é a introdução de rotina do uso de um teste batizado de NAT, que identifica traços do vírus no sangue e não de anticorpos, como os exames tradicionais.

Ester calcula que, com o início do teste, o risco de infecção por HIV passaria de 1 em 100 mil para um em cada 250 mil. "O exame, sozinho, não basta. O resultado não vai a zero, nem chega próximo do que é identificado nos Estados Unidos", diz. Para a professora, é importante reduzir uma prática ainda comum de as pessoas buscarem bancos de sangue para fazer testagem de HIV. "Além do NAT, dependemos de mudanças de comportamento de alguns doadores mais expostos ao HIV para que não façam doações", afirmou.

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Computer Active - No.336

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Imagens engraçadas/curiosas - 07/01/2011

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iPad & iPhone User (08/2010)

Natal de 2010 - As suas fotos

Jornal O Dia em PDF, Sexta, 07 de Janeiro de 2011

Plano para resgatar alpinista
Família tenta recuperar corpo de montanhista brasileiro que se acidentou na Patagônia - Rio - Parentes do alpinista Bernardo Collares, 46 anos, vão se encontrar hoje com autoridades argentinas para tentar resgatar o escalador, numa das montanhas mais traiçoeiras da Patagônia, no extremo sul do país. O presidente da Federação de Montanhismo do Rio de Janeiro fraturou a bacia ao despencar de uma altura de 20 metros, na última segunda-feira, às 10h, quando iniciava a descida do Monte Fitz Roy, na cidade de El Chaltén, considerado um dos mais difíceis da região. Bernardo, que era mineiro e morava no Rio, tentava pela terceira vez atingir o cume da montanha de 3.375 metros de altitude quando foi surpreendido pela mudança brusca de tempo, com tempestade de neve a poucos metros do topo. Acompanhado da amiga Kika Bradford, o alpinista decidiu adiar mais uma vez o sonho e tomar o caminho de volta ao acampamento. Segundo o ambientalista e amigo André Ilha, Kika desceu pela corda, mas, na vez de Bernardo, o sistema de ancoragem, onde as cordas se prendem, falhou. “A rocha pode ter se partido ou as cordas se desprenderam”, conta.

Bernardo ficou inconsciente após a queda. Kika permaneceu ainda quatro horas ao lado dele. Deixou o saco de dormir, deu-lhe água e comida e só então desceu mais 35 rapéis durante um dia e meio. “As chances de estar vivo são praticamente nulas”, lamenta André Ilha.

Como Kika, Bernardo era considerado um alpinista experiente em escaladas de alto nível de dificuldade. Durante a expedição, ele compartilhou com os amigos de escaladas cada conquista.

O alpinista deixou uma mensagem na qual revelava sua paixão pelo montanhismo: “As montanhas são uma espécie de reino mágico onde, por meio de algum encantamento, eu me sinto a pessoa mais feliz do mundo”.

‘Tempo tem que melhorar’

O irmão Leandro diz que neste tipo de situação, assim que ocorre o acidente, quem pode fazer para resgatar o corpo são os próprios montanhistas. ‘Tem que ser rápido e os únicos com competência e capacidade são eles”.

Segundo Leandro, existe a possibilidade, mas depende, primordialmente, do tempo. “Se os ventos não diminuírem, é impossível. Com helicóptero tem dois agravantes: eles não têm pilotos especializados neste tipo de resgate (sem pousar) e equipamentos para isto, mas mesmo que tivessem, o tempo não permitiria. Tem que melhorar o tempo para fazer qualquer coisa”, afirmou.

Familiares agradecem a Kika

A família de Bernardo agradeceu a Kika por ter acatado ao pedido dele de descer, do contrário os dois ficariam. “Não teríamos notícias, o que realmente seria muito pior. Eu tenho certeza absoluta que o Bernardo pediu isto a Kika”, diz o irmão Leandro.

Os amigos planejam homenagem a Bernardo no morro da Urca. “Foi uma fatalidade”, emociona-se o amigo Alexandre Diniz. Em 2006, Vitor Negrete morreu no Monte Everest. Em 1998, Mozart Catão, Alexandre Oliveira e Othon Leonardo foram atingidos por avalanche no Monte Aconcágua, no Chile.

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Entenda porque seu celular xing-ling chega com problemas

Jornal O Estado de SP em PDF, Sexta, 07 de Janeiro de 2011

Atrasos em voos nas festas de fim de ano cresceram 33,6%
Mesmo sem greve, atrasos em voos cresceram 33,6% no Natal e réveillon - Entre 18 de dezembro e 3 de janeiro, 1 de cada 4 voos no País saiu mais de 30 minutos depois do previsto; Cumbica teve pior desempenho. O balanço do movimento nos aeroportos do País durante as festas de fim de ano confirma aquilo que os passageiros sentiram na pele, mesmo sem a greve dos aeronautas e aeroviários: a situação piorou. Números oficiais obtidos pelo Estado apontam aumento de 33,6% dos atrasos acima de 30 minutos entre os dias 18 de dezembro e 3 de janeiro, na comparação com o ano anterior.
O índice, que em 2009 foi de 19,8%, saltou para 26,4% em 2010. Em entrevista às vésperas do Natal, a presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Solange Vieira, disse que tinha uma meta "ambiciosa": encerrar dezembro com porcentual de atrasos em torno de 20%, o que não ocorreu.

Outra má notícia para os passageiros brasileiros é que, no curto prazo, esse cenário tende a continuar. Isso se deve aos gargalos da infraestrutura dos aeroportos, que sofrem com deficiências em pistas, falta de vagas em pátios e terminais de embarque e desembarque acanhados demais para atender à demanda. Algumas obras de melhoria e de expansão estão prometidas para o segundo semestre deste ano, mas as mais significativas devem ficar prontas apenas próximo da Copa de 2014.

Na avaliação de autoridades do setor aéreo ouvidas pelo Estado, os principais terminais brasileiros atingiram o limite da capacidade em 2009 e, depois disso, já recebem mais voos e passageiros do que teriam condições físicas de absorver.

O Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo, é o melhor exemplo disso. Assim como em anos anteriores, o terminal liderou o ranking de atrasos no País durante o período das festas de fim de ano, com média de 31%, ante os 28,9% de 2009 e 23% em 2008. Juntos, seus dois terminais têm capacidade para absorver até 21 milhões de passageiros por ano, mas o limite está sendo ultrapassado em pelo menos 800 mil pessoas. É como se eles tivessem de suprir, além da própria demanda, todo o movimento do Aeroporto de Aracaju.

Para piorar, a partir de março o número de pousos e decolagens em Cumbica terá de ser reduzido para a realização de obras no sistema de pistas. Até agora, porém, não se definiu qual será o tamanho desse corte nem para quais terminais os voos serão remanejados. O Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital, não só está impedido de receber mais voos como pode sofrer redução em seu horário de funcionamento, dependendo do resultado de um acordo judicial que está em curso.

Mercado em alta. Embora sejam preponderantes para se entender o aumento dos atrasos neste ano, os problemas nos aeroportos se somam a outros. Na alta temporada deste ano, por exemplo, as companhias realizaram 18,5% mais voos - foram 87 mil pousos e decolagens, ante 73 mil em 2009. A ascensão da classe C e a economia aquecida fizeram a taxa de ocupação dos aviões disparar - os números não estão consolidados, mas estima-se que ela chegará a 90% em algumas rotas. Em meio a tudo isso, empresas e trabalhadores ainda travam uma batalha pelo índice de reajuste salarial.

Queixas nos juizados

7.045
é o total de reclamações feitas em 2010 nos juizados especiais dos cinco aeroportos de São Paulo, Rio e Brasília.

157
reclamações foram registradas contra a TAM no fim de ano. Desde julho, foram 976 queixas só nos aeroportos de São Paulo.

Os piores
Passageiros enfrentaram maior porcentual de atrasos nos aeroportos nos dias 22 (44%), 23 (47%) e 3 (40%). No ano passado, nenhum dos picos de atraso chegou à marca dos 40%.

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Veja - Edição 2198 (05/01/2011)

Download_Aviões_do_Forro_–_Forrozão_(2010)

Lista de Músicas

01 Aiai,uiui
02 Saia e Bicicletinha
03 Ela Gosta da Pisadinha
04 Embala
05 Balanço Do Avião
06 Pegadinha do Inglês
07 Choro, Te Ligo
08 Toma Lá, Da Cá
09 Ei, Eu Te Amei
10 So Love
11 Quando Voce Se Foi
12 Porque Te Amo
13 Pequeno Celular
14 Venha Ca, Barabadá
15 Me Acha
16 Corra Do Meu Paredão
17 Bar Doidão
18 Beijar

Popular Photography - Fevereiro 2011 PDF for iPad/PC

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Imagens engraçadas/curiosas - 06/01/2011

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Acrobatas de rua - Union Square, New York City

Motorcyclist - Fevereiro 2011 PDF for iPad/PC

Jornal O Dia em PDF, Quinta, 06 de Janeiro de 2011

Cinco BBBs já prometem polêmica:
Rio - Está dada a largada para a corrida do ouro, ou melhor, do prêmio de 1,5 milhão de reais que o ‘Big Brother Brasil 11’ vai proporcionar a um dos 17 integrantes desta nova edição. A polêmica também não deve dar trégua. Cinco brothers têm motivos de sobra para dar o que falar. Basta dar uma espiadinha no passado dessa turma.
A cabeleireira Ariadna Thalia, de 26 anos, por exemplo, foi vista em anúncio de site espanhol como travesti. O administrador pernambucano Rodrigo Carvalho, de 26 anos, já posou nu para a ‘G Magazine’. Ele apareceu na capa da revista dedicada ao público homossexual ao lado do modelo Ismael Furtado.

Ex-atriz e hostess, a produtora carioca Diana Balsini, de 29, também já apareceu em fotos sensuais, tanto vestida de Darth Vader como de enfermeira. Dona de um corpão, a modelo paulista Talula, 29 anos, posou para a campanha de uma marca de desodorante com pouquíssima roupa. A rainha do Carnaval 2007, Jaqueline Faria, 27, participou do documentário ‘Sou Feia Mas Tô na Moda’, de 2005, e ‘Mulatas - Um Tufão nos Quadris’, que será lançado esse ano.

“O ‘BBB’ é um jogo, fazer a coisa andar mais rápido é bom para o público. Essa edição vai propor uma dinâmica que vai envolver os participantes na escolha dos grupos. Vai ser uma boa surpresa para todo mundo”, adianta Boninho, diretor da atração.
As novidades do ‘BBB 11’

Os brothers já estão confinados e testando as novidades da casa. A mansão do ‘BBB 11’ terá agora dois andares, uma piscina redimensionada com piso antiderrapante em sua borda, academia toda em vidro e um palco fixo no jardim.

Além disso, esta edição traz terá 65 câmeras, dez a mais que na última — algumas com visão noturna para flagrar os participantes em todas as situações. Os brothers podem ainda ser ouvidos através de 75 microfones.

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Amateur Photographer (08/01/2011)

Jornal O Estado de SP em PDF, Quinta, 06 de Janeiro de 2011

Além de cargos, PMDB quer maior influência no Planalto:
Dirigentes do PMDB e seus principais ministros decidiram se unir para cobrar da presidente Dilma Rousseff o que, afirmam, lhes é devido na condição de "sócios da vitória": a montagem de um protocolo de divisão mais igualitária do poder com o PT, respeito aos espaços do partido e assento nos conselhos que definem os rumos políticos e as medidas do governo. A decisão foi tomada em jantar na noite da última terça-feira, 4, da cúpula do PMDB na casa da governadora Roseana Sarney (MA) em Brasília.
A cúpula peemedebista não aceita ficar de fora das reuniões do núcleo do poder no Palácio do Planalto, o que já estava avisado desde a campanha presidencial. Avalia que é hora de demonstrar unidade, não só para garantir presença em todos os conselhos políticos de Dilma, como para evitar que petistas ocupem ministérios do PMDB, avançando sobre posições da legenda no segundo escalão federal.

Orientado em boa parte pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, que abriu o debate durante o jantar, sobre o tamanho da representação do partido, o PMDB decidiu que não deve se desgastar tratando de cargos no varejo. A opção, sugeriu o ministro, é definir com a presidente o real status do partido no poder. "E logo", aconselhou o ministro.

Estavam no jantar, além de Jobim e do vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB-SP), o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), todos os ministros peemedebistas e parlamentares da sigla,

Um dos convidados da governadora conta que Jobim abriu o debate lembrando os espaços que o partido ocupava no governo Lula. Tudo para observar, ao final, que o PMDB continuava "raquiticamente representado e alijado do núcleo de poder", contrariando as promessas feitas durante a campanha eleitoral.

O senador Sarney também deu um testemunho no mesmo sentido e o vice Michel concordou, embora ressaltando seu relacionamento pessoal com Dilma: "Ela me trata muito bem". O partido o encarregou de levar os problemas e as demandas a conhecimento da presidente.

A ordem é não lamentar postos já perdidos. "O que passou, passou", disse Roseana, quando um dos convidados citou as presidências da Eletrobrás e da Fundação Nacional de Saúde (Funasa). Entre as posições que o PMDB não quer perder de forma alguma para o PT foram mencionadas a presidência da Transpetro e diretorias na Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil. O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, foi alertado de que o petista Aloizio Mercadante, na Ciência e Tecnologia, já fala que a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) deveria estar no ministério dele.

Na saída, Temer disse que o jantar foi "apenas uma reunião social" e que o PMDB não está disputando cargos vai esperar a decisão de Dilma. "Haverá, naturalmente, uma divisão equitativa entre os partidos."

Em meio ao alerta geral para que todos peemedebistas tomassem cuidado com as investidas de petistas, a anfitriã Roseana e o ministro Jobim advertiram que não era bom que um ministro, sozinho, "peitasse o PT". A ideia é fugir das queixas pessoais para transformá-las em reivindicação do conjunto. Roseana pediu, ainda, mais articulação dos cinco governadores do partido.

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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Imagens engraçadas/curiosas - 05/01/2011

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CINEMA 2010

Jornal O Dia em PDF, Quarta, 05 de Janeiro de 2011

Mínimo pode ir até R$ 580
Parlamentares vão propor piso e reajuste de aposentado acima dos R$ 540 e dos 6,41% - Brasília - A frente parlamentar em defesa dos aposentados e pensionistas aguarda apenas posse dos deputados e senadores eleitos e reeleitos ano passado para discutir emenda elevando o salário mínimo para até R$ 580. A frente entende que o reajuste de R$ 510 para R$ 540 é insuficiente. Como estratégia, apresentará que já há reservados R$ 5,6 bilhões no orçamento para melhorar a margem de reajuste.As emendas para aumentar a proposta de reajuste do mínimo e dos benefícios da Previdência acima do piso nacional serão oficialmente debatidas no dia 2 de fevereiro,logo após a posse dos novos parlamentares. Com isso, caso a proposta seja aprovada já em março, os segurados do INSS poderão ter direito ao pagamento de atrasados por dois meses, com retroativos a partir de janeiro.

Insatisfeitas, as centrais sindicais vão pedir 10% para os aposentados do INSS que ganham acima do mínimo. Na segunda-feira, o Ministério da Previdência publicou portaria que comunica a correção de 6,41% para esse grupo. O percentual é superior ao reservado ao salário mínimo, que passou de R$ 510 a R$ 540, com somente 5,88% de correção, já em vigor.

O deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho, afirmou que a discussão ganhará força até março. “Vai ser uma batalha. Por enquanto, não tivemos nenhum encontro convocado pelo governo. Vamos ter que fazer na pressão”, afirmou ele, que considerou um erro o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não deixar um valor maior para o piso na medida provisória.

Presidente da Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas (Cobap), Warley Gonçalles acredita que os percentuais previstos no momento têm tudo para mudar. “O ministro da Fazenda (Guido Mantega) cansou de dizer que Lula ia vetar o reajuste maior no ano passado. Não vetou. Vamos aguardar. Acredito que esse período de um mês vai abrir espaço para a negociação. Antes de (o deputado) Paulinho fazer alguma coisa, vão chamar”, avaliou Warley.

Ele lembrou ainda que, no ano passado, quando o reajuste concedido em janeiro, de 6,14%, foi revisto e aumentado para 7,72%, em junho, o clima de ameaça era o mesmo. “Lula só vetou o fim do fator previdenciário. Mas o novo governo terá de enfrentar também esse assunto, porque vamos voltar a defender o fim deste redutor das aposentadorias. Os aposentados e pensionistas vão voltar às ruas e às galerias do Congresso Nacional”, prometeu.

Mantega diz que Dilma deve vetar

Em claro recado ao mercado financeiro, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse ontem que a presidenta Dilma Rousseff vai vetar qualquer valor para o salário mínimo que ultrapasse os R$ 540 previstos em orçamento. Segundo frisou o ministro, o esforço para aumentar o índice de correção é “temerário”.

Apesar de reconhecer a importância do reajuste do piso para a grande massa de assalariados, ele lembrou que o valor do mínimo foi estabelecido por meio de acordo com os trabalhadores. “O valor representa o cumprimento de política salarial acertada com trabalhadores. Se vier coisa diferente, vamos vetar. Um reajuste acima desse patamar pressiona gastos da Previdência, causa deterioração das contas públicas e dificulta o resultado fiscal que pretendemos”, explicou, em resposta a especulações de propostas alternativas de elevar o piso entre R$ 560 e R$ 580.

Presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados e Pensionistas da Força Sindical, João Batista Inocentini admitiu que o ano de 2011 será de novas mobilizações. “O mínimo é estratégico para a distribuição de renda e diz respeito a milhões de aposentados e pensionistas. Precisa ser valorizado”, justificou o sindicalista.

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Revista: O Boticário - Edição 01 (07/2010)

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Marinete do Forró começa a circular

Publicada: 04/01/2011
JornaldaCidade.Net

Aracaju (4 jan) - A Marinete do Forró Verão 2011 (ônibus jardineira que transporta visitantes para conhecer os pontos turísticos de Aracaju) começa a circular a partir do dia 13 de janeiro. A iniciativa existe há dez anos, sempre durante o Forró Caju, mas nos últimos tempos também passou a ser um dos principais atrativos do verão sergipano.

O ônibus decorado com bandeirinhas, temas juninos, trio pé-de-serra e guia turístico leva em média 40 pessoas, entre turistas e moradores locais, para um passeio que começa na Orla de Atalaia, passa pelo Mirante da 13 de julho, Mercados Municipais, Orla do Bairro Industrial, Colina do Canto Antônio, praça Olímpio Campos e encerra na Feira de Sergipe.

O city tour gratuito sai do Hotel da Costa, próximo à Orlinha, e segue pelos hotéis da avenida Santos Dumont na Orla de Atalaia antes de seguir pelos pontos turísticos, disponibilizando ao turista um passeio diferente por Aracaju. A Marinete do Forró Verão 2011 circula pela capital de quinta a domingo, a partir das 14h, e vai até o dia 13 de fevereiro. Na semana do Pré-Caju, que acontece de 20 a 23 de janeiro, o ônibus jardineira circulará apenas pela manhã, das 09h às 13h

Fonte: Com informações da PMA

Jornal O Estado de SP em PDF, Quarta, 05 de Janeiro de 2011

PMDB usa alta do salário mínimo para retaliar Dilma:
Na pressão por cargos, PMDB agora ameaça rejeitar mínimo de R$ 540 - Atitude é clara retaliação ao governo por perda de cargos estratégicos no segundo escalão - Três dias depois do início do governo, o PMDB do vice-presidente Michel Temer tenta encurralar a presidente Dilma Rousseff. Insatisfeito com os avanços do PT sobre os cargos do segundo escalão com orçamentos bilionários, antes controlados pelo partido, o PMDB anunciou que iniciará a retaliação pela votação do novo salário mínimo. O governo quer mantê-lo em R$ 540; o PMDB quer mais. Essa reação era a que Dilma mais temia. Antes mesmo de tomar posse, ela vinha sendo aconselhada pelo ministro da Casa Civil, Antonio Palocci (PT), a tomar cuidado com o PMDB, especialista em usar o peso de sua bancada para pressionar por cargos importantes no governo.

Um eventual aumento do salário mínimo provocará um estrago nas contas do governo. No último dia como presidente, Luiz Inácio Lula da Silva editou medida provisória fixando o mínimo em R$ 540. De acordo com o Ministério do Planejamento, cada real representa um aumento de R$ 286,4 milhões no Orçamento. Mas a elevação do valor não significa só o impacto nas contas públicas. Se o PMDB comandar uma operação de reajuste, estará ameaçando logo no início do governo a política de austeridade fiscal pregada por Dilma.

Alvo. Porta-voz da revolta dos peemedebistas, o líder do partido, Henrique Eduardo Alves (RN) - até agora uma espécie de alvo dos petistas na maioria das rasteiras levadas pelo PMDB no preenchimento dos cargos - anunciou nesta terça-feira, 3, depois de uma reunião com Temer e com os senadores José Sarney (AP), presidente do Senado, e Valdir Raupp (RO), presidente interino do PMDB, que o partido quer saber por que o governo chegou ao valor de R$ 540. Disse que poderá ser maior e levou o pleito ao ministro das Relações Institucionais, Luiz Sérgio. "O Congresso existe para melhorar as propostas, não só para carimbá-las."

O PMDB programou uma reunião ontem à noite com ministros e as lideranças do partido, em Brasília, na casa da governadora Roseana Sarney(MA).

Antevendo a crise, Dilma já havia convocado Temer e Sarney a ajudá-la. Ao mesmo tempo, Palocci telefonava a peemedebistas para dizer que o PMDB terá postos no segundo escalão equivalentes aos que perdeu na Saúde e nos Correios.

Ainda na noite de segunda-feira, Temer aproveitou a primeira reunião da coordenação política do governo para pedir a Dilma que adiasse a escolha dos cargos do segundo escalão para depois da eleição das Mesas da Câmara e do Senado, em 1.º de fevereiro, como revelou o Estado. A intenção era evitar que a crise contaminasse as votações. Dilma acatou as ponderações. No dia seguinte, no entanto, o PMDB apresentou a primeira cobrança à presidente, por um mínimo maior.

Recados. A reação no Planalto, de acordo com assessores de Dilma, foi de estupefação. Depois de uma conversa com Palocci, Dilma foi aconselhada a manter o diálogo e esperar pela posse do novo Congresso, com renovação de cerca de 50% das cadeiras. A presidente, no entanto, mandou recados ao PMDB por intermédio do ministro da Fazenda, Guido Mantega. "Se vier algo diferente disso (R$ 540), vamos simplesmente vetar", disse. "Um aumento acima disso pode provocar expectativas negativas, até mesmo de inflação", acrescentou. Mantega afirmou ainda que um valor maior deterioraria as contas públicas.

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terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Imagens engraçadas/curiosas - 04/01/2011

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Enchente Australiana

Do Livro ‘Memórias de Políticos em Sergipe no Século XX: Marcelo Déda’

Publicada: 02/01/2011
Texto: Osmário Santos / Foto: Divulgação

Marcelo Déda Chagas nasceu a 11 de março de 1960, em Simão Dias, Sergipe. Seus pais: Manoel Celestino Chagas e Dona Zilda Déda Chagas.

O sr. Chagas era funcionário do Fisco Estadual na época em que os postos fiscais da receita estadual consistiam numa pequena casa na beira da rodovia e uma corrente em sua frente para liberar ou não o tráfego de veículos. Ele tinha, como responsabilidade profissional, o posto localizado entre a cidade de Simão Dias e Paripiranga, fronteira com a Bahia.

O processo da liberação da referida corrente era simples: para os carros de passeio, trânsito livre. Já para os caminhões, sem dispensar os que conduziam feirantes, o responsável do posto, ao avistá-lo, trancava a porteira fiscal. Desse antigo processo adotado pela fiscalização estadual, Marcelo Déda tem bucólicas lembranças, pois, em momentos de sua infância, vez e outra, lá estava perto do pai, acompanhando-o no abrir e fechar a tal corrente. Guarda, com carinho, até hoje, uma foto em que menino estava brincando com a corrente do posto.

O sr. Chagas é de origem camponesa. O avô de Déda tinha uma propriedade rural, um sítio na cidade de Paripiranga, perto de Simão Dias. Dessa proximidade com a cidade baiana é que o sr. Manoel Celestino Chagas conheceu D. Zilda. Contava com 17 anos de idade, e a jovem Zilda, com 16. O namoro não recebeu o apoio do pai dela, mas não foi motivo de impedimento para que o casamento fosse concretizado.

Marcelo Déda é o filho mais novo dos cinco filhos do casal. Todos eles foram criados envolvidos em clima de muito amor e preocupação permanente com os estudos. Seus irmãos são: Cláudio, conhecido na família como Cacau, hoje é juiz de Direito em Aracaju; Maria Aparecida é casada com o primo Aldo Déda; Selma e Maria do Carmo, esposa do advogado Edson Ulisses.

Homem simples, o sr. Chagas não teve acesso à educação superior, embora tivesse concluído o primário. Sua caligrafia fascinava os filhos. Era ele que, ao final da tarde, passava a limpo todos os pontos dos filhos, passados pelos professores em sala de aula. O filho Marcelo que acompanhou esse procedimento desde pequeno também foi beneficiado pela caligrafia do pai. Meu pai teve uma noção muito perfeita do significado da educação na vida de uma pessoa.

Houve um envolvente relacionamento entre pai e filho, que até hoje persiste. Seu pai continua gozando de vida e saúde e Marcelo conta um episódio interessante:

Até hoje, eu, já com quarenta anos de idade, não sei guiar. Meu pai não tinha carro e ele dizia sempre: ‘não pegue carro de amigo, porque se você provocar um acidente, vai ser difícil, vai complicar a nossa vida aqui’. Até hoje terminei não aprendendo. Casei-me com a minha primeira esposa, Márcia, e ela sabia dirigir. Depois me elegi deputado estadual, e a Assembleia Legislativa tinha motorista. Terminei me esquecendo. Mas eu vou aprender. Eu tenho dois desafios para o ano 2000: um é o de ganhar a prefeitura, e o outro, é aprender a dirigir.

Déda sente muito orgulho do pai que sempre dizia aos filho. Eu posso ir a qualquer estabelecimento comercial porque eu tenho crédito. Eu não apenas compro à prestação, como sempre faço questão de quitá-las antes de seu vencimento.

Os pais viveram até o ano de 1969 na cidade de Simão Dias. Com a aposentadoria, sr. Manoel trouxe a família para a Aracaju, graças ao direito de comprar a casa financiada outorgado aos servidores públicos estaduais através de sorteio no governo de Lourival Baptista. Nessa época, as irmãs de Déda já estavam casadas. Os outros três filhos vieram para Aracaju. Mas isso não aconteceu, porque Déda resolveu ficar em Simão Dias, morando com a sua tia Eunice, uma pessoa de grande importância na sua formação. Só deixou a cidade em que nasceu no início de 1973.

Da tia Eunice, agradece o lado da sua formação religiosa. Foi por suas mãos que foi conduzido à Igreja Católica Apostólica Romana. Eu ajudava missa, eu fui coroinha, subia na imensa torre da igreja de Simão Dias. Eu ia bater o sino lá em cima, às 5h30 a fim de chamar os fiéis para a primeira missa da manhã que acontecia às 6h. Era uma aventura! A torre era cheia de morcegos, a escada era antiga e rugia. Minha tia dizia que, de vez em quando, aparecia a alma do Padre Madeira, um padre antigo de Simão Dias.

Déda confessa que não sentiu vocação para padre e diz que, no momento atual, embora não seja católico praticante, dentro de si, tem impregnado uma fé inabalável, graças a esse período de convivência com a tia. A formação católica tem uma força muito grande em minha vida, porque, desde pequeno, ela me fazia ler os evangelhos, fazia-me ler livros religiosos.

Sua primeira ideia de combate à injustiça, em defesa da igualdade das pessoas, não foi uma ideia que adquiriu da política em sua militância no PT, mas da formação cristã que teve na casa da sua tia Didi, como carinhosamente chamava a tia Eunice.

A minha ideia é que o cristianismo é incompatível com a miséria, é incompatível com a desigualdade, incompatível com a arrogância e com a opressão. É uma marca de liberdade, de uma libertação muito forte.

D. Zilda era uma autêntica matriarca, mulher de personalidade muito forte, muito bonita, muito inteligente e defensora ao extremo dos filhos. Compara esse espírito de defesa dos filhos, como uma águia defendendo seu ninho. É filha de José de Carvalho Déda que, para o neto, foi o homem mais inteligente que conheceu em sua vida. Um advogado provisionado, um rábula de reconhecimento além Sergipe. Na prática da advocacia, mesmo sem ter ido a nenhuma escola, como era comum naquele tempo, ao lado de Dudu da Capela, eram os dois maiores advogados criminalistas de Sergipe.

O convívio com o avô, Carvalho Déda, é mais outro ponto de sua formação, principalmente, pelo acesso que teve a sua imensa biblioteca. Meus primeiros livros foram lá na biblioteca de Carvalho Déda no período em que estudei o ginásio. Eu o chamava de Papai Zeca.

Além do trabalho de rábula, seu avô tinha o jornal “A Semana”, rodado em máquinas manuais do início do século passado.

Trabalhar com a impressora manual era serviço pesado, e, com isso, meu pai dizia para os filhos: “quem não estudar vai para a tipografia”. Isto significava rodar a imensa antiga impressora, que tinha uma roda onde era colocada a tinta, de aproximadamente dois metros de diâmetro.

Um fato interessante sobre o jornal editado pelo avô é que ele fazia o comentário do cotidiano através da charge que ele mesmo preparava em processo de xilogravura. Enquanto estava à espera dos clientes de suas causas jurídicas, ficava a manipular o canivete na madeira, graças a sua habilidade com as mãos. Também fazia brinquedos em madeira, para os filhos e para os netos. Déda não esquece da alegria quando recebeu um Mané Gostoso, um boneco sustentado em duas varetas e que faz piruetas, quando é manipulado com uma das mãos.

Outro lado forte do avô era o seu trabalho como folclorista. Ele é o autor de um dos clássicos do folclore sergipano: “Brefaias e Burundangas”. Também foi político, intendente de Simão Dias, cargo que hoje corresponde a prefeito, além de deputado estadual por duas legislaturas. Da passagem de seu avô pela política, Déda diz existir uma singularidade envolvendo a ambos e as duas Constituições democráticas de Sergipe.

A primeira, elaborada em 1947, contou com a participação de meu avô Zeca. A segunda, escrita em 1989, contou com minha presença. Teve um Déda assinando em 1947 e um Déda assinando em 1989. O meu avô Zeca exerceu grande influência em minha vida política, pelo peso intelectual que ele teve, pela exigência e por seu comportamento na política de homem de palavra. Muitas vezes, em minha passagem pela Assembléia Legislativa, o velho deputado Djenal Tavares de Queiroz me dizia: “seu avô era assim como você. Ele dava a palavra e cumpria”.

De sua mãe, Déda herdou o lado da liderança e o de ter orgulho do que se consegue ser e não abrir mão dos seus direitos.

Quando eu perdi a eleição em 1990, ela me disse: “meu filho, no momento mais difícil, no momento em que estiver mais oprimido, não dê o braço a torcer. Abra o seu guarda roupa, escolha a melhor roupa que você tiver e saia. Mas lembre-se: não abaixe a cabeça”. E essa idéia de não desistir de minha mãe foi vital para mim. Mais ainda, foi a lição de que você não deve baixar a cabeça quando estiver certo. Ela completava esse sábio conselho dizendo: “um dia as pessoas irão reconhecer que você hoje está certo”. E essa coisa de fato tem sido, na minha vida, de muita importância.

A infância de Déda foi a de um menino do interior, com brincadeiras da maior simplicidade, algumas delas já não mais conhecidas pelas crianças de hoje. Jogou furão, bola de gude e não desprezou o futebol.

Estudou o primário no Grupo Municipal Fausto Cardoso. Cecília foi a sua primeira professora. Passou um tempo nas Escolas Reunidas de Simão Dias, onde teve uma grande frustração. A primeira vez em que fez uma prova, a professora advertiu-lhe que iria ganhar cem se saísse bem na avaliação. O menino Marcelo delirou, pensando que iria ganhar uma cédula de cem mil réis.

Pensou que daria para comprar muitas balas. Fez a prova e, ao recebê-la, cobrou pela nota. Quando a professora disse-lhe que a nota já estava na prova, tamanha descoberta foi motivo de frustração. Muitas vezes a coisa tem dois significados. Não é aquilo que você pensa.

Ainda em Simão Dias, conheceu toda emoção de um amor platônico. Marta fez o coração de Marcelo bater mais forte, mas só de desejo. Ela era a filha do gerente do Banco do Nordeste e tinha de doze a treze anos de idade. Ele se apaixonou perdidamente. A paixão terminou em versos mal escritos, em sofrimento sempre distanciado.

O programa do sábado do tempo vivido em Simão Dias era comprar boi de barro na feira para brincar de fazenda. Também ia se divertir com os primos na tipografia do avô Zeca ou na tenda do tio João Déda, uma espécie de celeiro que, conforme a tradição da família da mãe, vendia couro. Também não esquece das boas brincadeiras de correr na Praça São João e a de brincar com tanajuras.

Simão Dias era o seu mundo. Naquele tempo, a coisa interessante que marcava a cidade era o fato de que a cadeia pública, o hospital e o cemitério eram todos vizinhos.

Como a cidade era marcada pela pecuária, a coisa mais bela do mundo para Déda era ver, ao final de uma tarde de inverno, a boiada passar pelas ruas da cidade, puxada por vaqueiros com suas roupas tradicionais de couro e ouvir seus cânticos típicos do abôio. A imagem do sertanejo forte, habilidoso no cavalo, conduzindo a boiada, correndo atrás da rês. Foi uma infância que me deu uma grande força psicológica. Tive uma infância muito feliz.

Já tendo feito a quinta série no Colégio Carvalho Neto, decidiu vir para morar com os pais em Aracaju, precisamente, na rua Socorro.

Matriculou-se no Atheneu na sexta série. Foi se adaptando à cidade e ao colégio, até quando sentiu o mundo cair sobre suas costas. Por falta de seriedade nos estudos e porque brincou demais, foi reprovado na oitava série. O fato transformou-se em uma das maiores frustrações de sua vida, ao perceber que os colegas se adiantaram e ele ficara na oitava série.

Na época, existiam alguns colégios particulares que facilitavam o crédito. Ao fazer o pedido de transferência de matrícula, ouviu de seu pai uma grande lição que não esquecerá jamais. “Não! Você perdeu, vai ter que pagar pelo seu erro. Você vai repetir o ano, porque não vai adiantar você ir para qualquer escola, pois não irá compreender o significado da reprovação”.

Déda chorou muito, sentiu muita dor dentro de si e, a partir daí, resolveu enfrentar os estudos de uma outra forma.

A dor na minha vida serviu para me ensinar. Nunca foi um sofrimento desperdiçado. Sempre tinha uma grande lição, e, dessa lição, eu tirei força para dar passos significativos depois.

Como não havia vagas no Atheneu para alunos repetentes, foi estudar em curso noturno, no Colégio 8 de julho, também da rede estadual de ensino, que funcionava na Rua Vila Cristina, onde hoje é a Secretaria de Administração.

Estudar aos dezeseis anos de idade, junto de pessoas mais velhas do que ele, alunos de vinte, trinta, quarenta anos que iam sentar num banco escola pela noite após uma longa jornada de trabalho, provocou-lhe um grande choque. No íntimo, estava sempre a refletir: meu pai me dá condições de eu viver sem trabalhar, e eu perco um ano. É muita irresponsabilidade.

Esse período de estudos no 8 de julho foi o seu primeiro contato com a classe trabalhadora de uma forma mais direta.

Fiz belas amizades. Assisti a uma tragédia. Era colega meu um funcionário da Energipe, cujo nome não me lembro. Numa bela noite, nós chegamos à sala de aula e vimos que sua carteira estava vazia. Ele era um homem casado, tinha uns vinte e sete anos. Tinha sido eletrocutado ao fazer uma manutenção de uma linha viva. Isso foi muito marcante para mim, pois mostrou que, se alguns faziam todos os esforços e ainda tinham tempo para estudar, eu tinha era mesmo que mudar minha maneira de encarar os estudos.

Na esquina da rua Socorro, bem na proximidade de sua casa, havia a barbearia do sr. Edgar Ribeiro, um comunista histórico. Um barbeiro que cortava o cabelo em plena época da ditadura, ouvindo, à noite, a Rádio BBC de Londres. Uma figura que, segundo Déda, pelo seu lado belo, se confundiu com a esquerda de Sergipe. Sempre de bem com o rádio, nele acompanhava as seções da Assembléia Legislativa, transmitidas, na época, por uma das emissoras de Aracaju.

Exatamente na barbearia do sr. Edgar, Déda teve contato com a política e com a história da esquerda em nossa terra, bem contada pelo amigo barbeiro.

As histórias de prisões dele, a história da organização do Partido Comunista em Sergipe nos anos 1940, a história de grande líderes e intelectuais: de Careca, de Agonaldo Pacheco, de Wellington Mangueira, do médico Renato Mazze Lucas, que esteve preso com ele na penitenciária na década de 1950. Contava como se pichava um muro pela noite. Foi o primeiro comunista que eu conheci. Olha que ele era um comunista tipicamente brasileiro: livros de Marx escondidos, uma guia no pescoço, um quadro de Iemanjá na parede da barbearia e, ainda mais, era espírita kardecista. Era essa coisa bonita que é pluralidade da alma brasileira. Mesmo aqueles que militam na esquerda, que estudaram os princípios do Maxismo, não perderam sua ligação com a fé, com as crendices populares, com as religiões populares e com as marcas da vida brasileira.
Estudando à noite, tinha todo o tempo para ouvir histórias do sr. Edgar. A partir daí, Déda começou a ler livros de Jorge Amado, textos de esquerda e acompanhou a eleição de 1974 quando viu pela televisão Jackson Barreto e Jonas Amaral. Foi o início da sua paixão por política. Quando tinha no bolso o resto da mesada, eu comprava o Pasquim, o Movimento e Opinião, jornais alternativos da época.

Quando chegou em Aracaju, o bairro São José era de transição. Chegou logo após da inauguração do Batistão. Encontrou um bairro que ainda tinha área de mangue. Não era um bairro como é hoje, de classe média, que abriga muitas clínicas. Seu lado popular ainda prevalecia.

Outro aspecto de importância na vida de Déda, foi o da felicidade de ter, como vizinho da residência de seus pais na rua Socorro, a família Paixão, liderada por sr. Manoel. Uma família de negros extremamente positivos, a ponto de ter muito lhe influenciado. Trabalhando no comércio, mesmo com todas as dificuldades que tinha para manter a família, era fonte permanente de otimismo.

Não me esqueço nunca de um conselho que ele me dava quando saía para pescar siri no Colodiano, onde hoje é o Shopping Riomar. Ali tinha uma barraquinha e o pessoal ia pescar siri na frente da Sementeira. O sr. Manoel, um dia, depois que eu lhe dei bom dia e perguntei se tudo estava bem, respondeu-me: ‘Déda, nunca esqueça: quem corre pelos campos não aprecia a beleza das flores’. Essa era a sua filosofia de vida. A cada momento da vida, a pessoa tem que compreender que não precisa se apressar demais, pois precisa de tempo para ver a beleza da vida.

Junto com os meninos do bairro São José, sem faltar Luís, um vizinho parecido com Pelé, Tonho, Evandro, Mestre e outros, o jovem Marcelo saía de casa aos sábados para o lazer.
Nós íamos jogar bola, onde é o bairro Jardins hoje, local que tinha o campo do Alambique. Às vezes, íamos jogar na Praia 13 de Julho ou, simplesmente, pegávamos carona nos caminhões para irmos jogar na Atalaia. Minha adolescência foi com essa turma.

Só saiu do bairro São José para casar. Em sua mente, ainda hoje, só existem boas lembranças.
O Bariri, por exemplo, era o campo de futebol onde hoje é o Supermercado G. Barbosa. Por isso, quando o prefeito Gama dizia que eu não conhecia Aracaju, só posso dizer que eu tenho vinte e sete anos nessa cidade. Eu vivi essa cidade, malhando para entrar no Iate, porque não era sócio, malhando para entrar na Atlética, no carnaval, pulando muro para entrar no Cotinguiba, pedindo carona para Atalaia, indo pescar siri na 13 de Julho, indo participar dos jogos de bairros contra bairros, jogando como lateral esquerdo pela turma do São José, assistindo a sessões de Cinema no Plaza, no Vera Cruz, ou no bairro Siqueira Campos. Ia ao cinema de tamanco e voltava pela Baixa Fria, pegando a Rio de Janeiro, batendo tamanco no asfalto. Eu assisti filmes no Cine Vitória e no cinema na colina do Santo Antônio.

Também conta que, aos sábados, chegava na Padaria Santo Antônio, perto de sua casa, para saber se tinha alguma festa. Confessa que foram muitas as que foi como “penetra”. Nunca foi violento, nem de brigar, mas não escapou das tradicionais brigas de turmas. Eu já tomei carreira de sair correndo da Atlética até o bairro São José. Fui salvo por Tarciso da Tasvídeo.

Concluída a oitava série, voltou ao Atheneu e encontrou o colégio sob a direção da professora Maria da Glória. Assistia à aula de farda de gala. Estava com dezessete anos de idade. Desse tempo do Atheneu, diz que não existia escola particular para rivalizar em Aracaju. Talvez, no seu ponto de vista, só as tradicionais escolas de São Paulo, Rio de Janeiro, a exemplo de Dom Pedro II. Os laboratórios eram impecáveis e o corpo de professores era de fazer inveja. Turmas organizadas, consultórios médicos e material de ensino. Juntava-se a isso tudo, o que mais gostava: a parte de educação artística.

Nós tínhamos cinema com Djaldino Mota Moreno, César Macieira; teatro com Bosco Scaf, Bosco Seabra, Jorge Lins e Luís Eduardo Oliva. Antônio Maia ensinava artes plásticas, tudo com material à disposição. Também tinha dança com a professora Nelma Fontes. O Atheneu era o centro da organização cultural no final da década de 1970.

Nesse envolvimento cultural, teve sua primeira experiência como integrante de uma agremiação. Junto com os professores de cinema e alunos adeptos da sétima arte, tornou-se fundador do Clube de Cinema do Atheneu. Eu fiz documentário sobre os festejos da rua São João em 1977. Nesse tempo eu já estava nas ruas de Aracaju, filmando o São João.

Na sua segunda fase no Atheneu, já voltou bom aluno. Sabia como ninguém se organizar nos estudos. Logo às 7h já saía de casa para estudar com os colegas Evandro e Aronaldo, que o pegavam de carro, para juntos irem à Biblioteca Pública Epihânio Dória. Tinha salas de estudos e ficávamos lá até às 11h30.

Para enfrentar o vestibular, fez, durante um mês, o curso “intensivão” de um curso pré-vestibular chamado Visão, somente duas matérias: matemática e física. Déda sempre gostou de boêmia e de serenatas. Era freqüentador do bar Cancela que ficava nas proximidades do Atheneu. Teve tempo para fazer teatro, cinema e artes plásticas dentro do movimento cultural implantado por Maria da Glória no Atheneu. Disse que foi autor de muitos quadros a óleo.

Foi por isso que, quando eu cheguei em 1985 à televisão, as pessoas viram uma revelação na eleição a prefeito. Nada cai do céu, nada nasce pronto. Eu devo isso a essa experiência que eu tive em minha vida, graças a Deus, a do bairro São José e a experiência do Atheneu, principalmente, na área de teatro e cinema. Isso me ensinou postura, noção de tempo, compreensão da importância da dicção. Tudo isso eu devo a quem? Ao povo de Sergipe, que pagou a minha escola.

Foi aprovado em segundo lugar no vestibular de Direito da UFS.

Embora seu pai, desde a infância, tivesse preparado o filho para ser médico, e se entusiasmasse com as notas dez em Biologia no primeiro ano científico e média nove no ano seguinte, Déda tomou a decisão de não optar por Medicina diante de um episódio da morte de um menino por afogamento.

Eu fui ver, com a turma do bairro, o corpo do menino no IML. Confesso que depois que vi o cadáver na mesa de necropsia, traumatizei-me e eu percebi que não dava para Medicina. Daí comecei a pensar em fazer Psicologia, Sociologia ou Jornalismo. Nenhum desses três cursos existiam em Aracaju nessa época. Já estava com dezessete anos e já estava me aproximando do movimentos políticos.

Já conhecia Chico Buchuinho, já estava próximo do DCE. Também já conhecia Clímaco. Queria alguma coisa na área de Ciências Sociais. Não tinha por aqui. Os mais próximos eram Direito ou História. Não me arrependo de ter feito a escolha para Direito. Deus foi muito bom comigo. Na época que tomei a definição, tomei a definição certa. Eu não me imagino em outra atividade profissional, que não advocacia.

Entrou na Faculdade de Direito no primeiro semestre de1980 e saiu no segundo semestre de 1984.

Fui aluno do ministro Luís Carlos Fontes de Alencar, do desembargador Antônio Góes, que foi o meu paraninfo; de Luís Bispo; do meu tio Artur de Oliveira Déda, em Prática Forense. Também fui aluno da professora Eugênia em Criminologia; de Moacyr Motta em Direito do Trabalho; de Itamar, Direito Administrativo; do professor Monteirinho em Direito Previdenciário.

Em Ciência Política, como matéria optativa, tive o professor Ibarê Dantas, um homem que foi fundamental em minha formação. Ele trouxe autores da Ciência Política que eu nunca tinha lido. Eu lia muito mais nos manuais clássicos do Marxismo. Ele me trouxe Gramsci, que foi fundamental para que eu mudasse a minha imagem de mundo, aprender melhor como é a disputa política no Ocidente. Ibarê é um homem conhecido plenamente na vida pública sergipana.

É autor de um clássico “Tenentismo em Sergipe”, uma obra citada por Francisco Weffort, citada por todos os estudiosos do tenentismo. Eu tive a oportunidade de não tê-lo apenas como professor, mas como um grande amigo meu. Divergi de 60 a 70% das vezes que a gente discutiu, mas Ibarê com sua conduta de intelectual, de acadêmico, de cidadão engajado, contribuiu para a minha formação. Até hoje eu peço a ele conselhos.

Homenagem a Marcelo Déda pelo seu novo mandato à frente do Governo de Sergipe. Este material mostrando a sua vida política, foi publicado há 10 anos. Hoje, Marcelo Déda já tem muito a contar para a memória de Sergipe.

Fonte: Jornal da Cidade

Jornal O Dia em PDF, Terça, 04 de Janeiro de 2011

Psicóloga: ‘Estava perdida dentro de mim mesma’
Rio - ‘Estava perdida dentro de mim mesma’. A afirmação de Karen Tannhauser, 37 anos, para policiais da 15ª DP (Gávea), pôs fim ao mistério de seu desaparecimento, que durou 72 horas. A psicóloga, que faz uso de medicamentos controlados, foi encontrada ontem à tarde no porta-malas do Palio Weekend da síndica do prédio onde ela mora, no Jardim Botânico, Zona Sul do Rio. Para a polícia, Karen teria ficado o tempo todo escondida no edifício por vontade própria, já que não há indícios de crime. “Não é mais um caso de polícia, porque não há crime. Ela está muito confusa e alega ter tido um motivo pessoal para sair. Vamos formalizar alguns depoimentos, mas considero o caso encerrado”, disse a delegada Bárbara Lomba. “Ela não tem consciência dos fatos, não sabe que horas entrou no carro. Disse que entrou porque estava cansada e que sabia que estava sendo procurada”, frisou.

O sumiço mobilizou a polícia, a família e a sociedade, que buscava explicações sobre o paradeiro de Karen, que chegou em casa por volta das 14h do dia 31 e sumiu. Parentes e amigos espalharam cartazes pelo bairro. A mãe fez um apelo: “Karen, esteja você onde estiver, estamos lhe esperando de braços abertos. Sua família te ama”, disse, diante de câmeras de TV.

A polícia vasculhou, mais de uma vez, o prédio da Rua Jardim Botânico. Até a caixa d’água e os elevadores foram revistados. Imagens das câmeras de segurança mostravam Karen entrando no prédio, mas não saindo. Ontem pela manhã, os investigadores levaram um técnico para avaliar se o vídeo havia sido editado. “Tivemos certeza de que ela estava no prédio e reiniciamos as buscas, mais detalhadas” , contou o investigador Ricardo Di Donato.
As investigações apontam que ela ficou o tempo todo escondida entre a lixeira e a garagem do edifício. Porteiros disseram ter ouvido barulhos e visto um vulto na lixeira, sábado à noite.

Após três dias desaparecida, Karen foi encontrada às 14h30 pelo marido da síndica, quando buscava uma ferramenta no carro. Ao abrir o porta-malas, a psicóloga, assustada, pulou sobre o vizinho. No mesmo instante, um policial que estava na garagem a acalmou. Karen estava suja, em estado de choque e usava a mesma roupa de quando sumiu. Levada ao Hospital Miguel Couto, na Gávea, foi medicada e recebeu alta pouco antes das 20h.

A família da síndica chegou ao prédio depois do almoço. Quando subiu para o apartamento, ouviu o alarme do carro disparar — momento em que Karen pode ter entrado no veículo, que estava com o porta-malas aberto. O filho da síndica desativou o alarme, mas não viu nada.

Celular e diário apreendidos

Para desvendar o mistério, além das buscas, a polícia apreendeu o celular e uma agenda de Karen, uma espécie de diário onde ela fazia anotações sobre sua rotina. As imagens gravadas pelas oito câmeras do circuito de seguranças do prédio também foram vistas várias vezes.

Vizinhos foram entrevistados, mas os apartamentos não foram revistados, pois havia necessidade de mandados judiciais. Os pais e o namorado da psicóloga prestaram depoimento. Funcionários do condomínio, vizinhos e a própria Karen ainda serão ouvidos pela polícia esta semana.

Para a delegada Bárbara Lomba, a família informou que Karen vinha fazendo uso de medicação controlada, mas a delegada não soube informar se era algum antidepressivo. Segundo funcionários do Hospital da Lagoa, onde a psicóloga trabalhava três vezes por semana, Karen era uma pessoa fechada. A moça teria chegado a dizer que estaria se sentindo triste com a aproximação das festas de fim de ano. Ontem, ela estaria de plantão na unidade.

Debilitada, ela tomou soro com antibiótico em hospital

Suja, desorientada e debilitada pelos dias que passou sem comer, a psicóloga foi levada pela polícia ao Hospital Miguel Couto, na Gávea, pouco depois de ter sido encontrada. Na unidade, ela passou por exames de raio-X e hemograma, tomou soro com antibiótico e recebeu alta em seguida. Karen estava com as mesmas roupas do dia em que desapareceu: short jeans e bata branca.

Segundo os médicos que a atenderam, Karen estava clinicamente bem, mas alternou momentos de lucidez com crises de choro. Ela tinha alguns arranhões pelo corpo, mas não apresentava quadro de desidratação. A psicóloga não chegou a ser submetida a exames toxicológicos porque a polícia não achou necessário.

“Se aparecer algum dado novo, posso pedir exames, mas por enquanto isso está descartado. Ele falou várias vezes que estava sozinha e que não teve contato com ninguém. Não há indícios de agressão, estupro, de nenhum crime”, explicou a delegada, que ainda vai ouvir mais depoimentos para concluir o caso.

Choro e vergonha diante dos pais

Ainda confusa, Karen deixou o hospital no carro de uma amiga. Aparentemente envergonhada diante dos olhares dos pais e do namorado, a psicóloga, que preferiu passar a noite na casa da amiga, ficou calada.

Apesar do alívio com o fim das buscas à psicóloga, parentes que chegavam ao hospital não conseguiam ouvir de Karen uma explicação. Ela teve várias crises de choro e só conseguia relatar o que fizera até a tarde do dia 31 de dezembro, após falar ao telefone com sua mãe para avisar que iria caminhar na Lagoa.

“Ela estava muito confusa. Disse que não lembra de tudo e conta em detalhes o que fez até o momento do desaparecimento. Ela alegou ser motivo pessoal”, disse a delegada.

A movimentação foi intensa durante todo o dia de ontem no prédio onde a psicóloga mora. Os policiais chegaram ao edifício às 8h30 com a certeza que Karen estava dentro do edifício. “Foi uma bênção. Um susto, mas graças a Deus ela está viva”, comemorou uma amiga.

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Fotos do ano novo em todo o mundo

Fotos do ano novo em todo o mundo

Jornal O Estado de SP em PDF, Terça, 04 de Janeiro de 2011

Contra crise entre PT e PMDB, Dilma suspende partilha de cargos:
Na iminência da primeira crise política de seu governo, a presidente Dilma Rousseff agiu rápido para tentar conter a revolta do PMDB por conta da disputa com o PT pelos cargos importantes do segundo escalão do governo federal. Na reunião da coordenação política nesta segunda-feira, 3, no Palácio do Planalto, com os novos ministros, Dilma decidiu suspender a definição de cargos do segundo escalão até a eleição das presidências da Câmara e do Senado, em fevereiro. A presidente também acionou o presidente do Senado, José Sarney (AP), para tentar conter a rebelião no partido aliado. O temor da presidente é que a disputa partidária contamine votações relevantes no Congresso e, sobretudo, crie um clima de revanche nas definições dos comandos no Congresso. A revolta do PMDB é tão grande que ontem o partido boicotou as cerimônias de transmissão de cargo dos ministros petistas Alexandre Padilha (Saúde), Luiz Sérgio (Relações Institucionais) e Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio).

Convocado por Dilma na emergência da disputa, Sarney marcou para hoje uma reunião em sua casa, a partir das 11 horas, com o vice-presidente da República, Michel Temer, os líderes na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), e no Senado, Renan Calheiros (AL), o presidente interino do partido, senador Valdir Raupp (RO), e líderes como o senador eleito Eunício de Oliveira (CE) e o deputado federal Eduardo Cunha (RJ).

Prioridade. A disputa partidária foi discutida ontem na primeira reunião da coordenação política convocada por Dilma. Em duas horas e meia de conversa, a presidente cobrou maior diálogo entre os partidos e priorizaram a questão econômica como principal tema de governo. Ao final da reunião, o ministro Luiz Sérgio minimizou a crise entre o PMDB e o PT. "Com toda sinceridade, não estamos vendo o que alguns órgãos estão noticiando de crise. A relação com o PMDB está muito boa", afirmou o petista.

Gestos. Da parte do governo, o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, está prometendo aos peemedebistas que, apesar da perda de cargos importantes, eles serão recompensados com outros de orçamentos semelhantes. O PT tomou do PMDB a Secretaria de Atenção à Saúde (orçamento de R$ 45 bilhões), os Correios (R$ 12 bilhões) e a Fundação Nacional da Saúde (Funasa, orçamento de R$ 5 bilhões).

"Tudo se resolverá no seu tempo e à sua maneira", disse Michel Temer a respeito da indignação do PMDB. "Vai depender de conversações, reuniões e postulações", afirmou ele, que ontem teve um encontro com Palocci. Temer tem procurado demonstrar que estará ao lado de Dilma, mas que não abandonará o seu partido. Tanto é que, em vez de renunciar à presidência do PMDB, ele apenas se licenciou do cargo por quatro meses. A direção do PMDB estabeleceu prazo de 48 horas para que se restabeleça o diálogo com o PT.

Recados. O primeiro recado claro do PMDB ontem foi para Alexandre Padilha, que assumiu a Saúde ignorado por peemedebistas. Padilha foi apontado como mentor do corte de cargos do partido no segundo escalão.

O outro recado foi para Luiz Sérgio, que assumiu o lugar de Padilha e será o responsável direto no governo Dilma pela interlocução com o Congresso, tratando da liberação de emendas orçamentárias e de outros recursos federais.

Na solenidade de posse de Luiz Sérgio, só dois peemedebistas desavisados apareceram. Um deles, o ex-senador Sérgio Machado, que preside a Transpetro. O outro, o deputado Geraldo Rezende (MS), não pertence à cúpula do partido.

O boicote foi mantido durante todo o dia. Vários peemedebistas prestigiaram a posse de Garibaldi Alves Filho na Previdência, e, embora estivessem a menos de 50 metros de distância do prédio onde Alexandre Padilha tomaria posse, não se preocuparam em fazer o ligeiro trajeto.

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