sábado, 15 de janeiro de 2011

Jornal O Estado de SP em PDF, Sábado, 15 de Janeiro de 2011

Região devastada supera área da cidade de SP:
Imagens de satélite mostram que oito municípios fluminenses localizados em 2,3 mil km² tiveram deslizamentos e enchentes - Não é só pelo número de mortos que a tragédia da região serrana do Rio se configura como uma das piores da história do País. A extensão dos estragos provocados pelas chuvas também impressiona. Levantamento feito pelo Estado com base em imagens de satélite indica que municípios localizados em área de 2,3 mil km² sofreram, em maior ou menor grau, os efeitos de deslizamentos e enchentes. Tudo isso num só dia. A área atingida é equivalente à extensão territorial da cidade de São Paulo, que tem 1.522 km², somada aos municípios de Guarulhos e São Bernardo. Oito municípios da região serrana foram diretamente atingidos, alguns com 80 km de distância entre si, quase 1/5 do Estado do Rio foi castigado. A tragédia teve tamanha dimensão por uma série de fatores, que passam pela ocupação desenfreada das encostas, a ocorrência de morros com declives acentuados e muita água.

Segundo o professor da Unicamp Hilton Silveira Pinto, especialista em pesquisa meteorológica, a magnitude da chuva do Rio indica que vários fenômenos contribuíram para o estrago.

Ele explica que uma grande umidade vinda da Amazônia, favorecida por condição de muito calor e baixa pressão, se chocou com frente fria vinda da Região Sul. Isso criou grande quantidade de chuva - no Rio, a água caiu sobre uma região de serra, com invasões e encostas desmatadas, mais suscetível a deslizamentos.

O geólogo e pesquisador do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) Agostinho Ogura também destaca a confluência de fatores para a ocorrência de tempestade e com efeitos em uma área extensa. "A região é formada por cadeias montanhosas com pontos de mais de mil metros de altitude, que criam uma barreira para as nuvens. São locais que têm condições propícias para chuvas concentradas". Ele diz, porém, que o exemplo da catástrofe causada pelas chuvas de Santa Catarina, em 2008, com várias cidades atingidas, mostra que o fenômeno não é extraordinário e, portanto, não pode servir de desculpa para governantes.

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Dakar Rally 2011 (2)

Jornal O Dia em PDF, Sábado, 15 de Janeiro de 2011

Risco de epidemias é um novo inimigo
Justiça autoriza exumação antes do prazo para dar lugar aos mortos da catástrofe e 70 são enterrados como indigentes para evitar cólera, leptospirose e outras doenças
Rio - Além de sofrer com a perda de parentes, amigos e vizinhos, sobreviventes na Região Serrana agora enfrentam um novo inimigo: o risco de epidemias. Doenças fatais como leptospirose (transmitida pela urina do rato), hepatites A e E, tétano, diarreia e cólera são as mais comuns após catástrofes como a da região. O avançado estado de decomposição dos corpos nos escombros aumenta o risco para os sobreviventes e as equipes de resgate na área.

O sanitarista Paulo Roberto de Almeida Barbosa, da Secretaria Estadual de Saúde, explicou que os corpos em estado de putrefação atraem ratos e insetos transmissores de doença. A situação é tão grave que, para dar lugar aos corpos, a Justiça autorizou a antecipação em um ano da exumação dos corpos enterrados em 2007 no Cemitério Carlinda Berlim, no Vale do Paraíso.

Em Friburgo, 70 corpos foram enterrados ontem como indigentes. São feitas fotos dos cadáveres para possível identificação no futuro.

Para evitar a proliferação de doenças, o Ministério da Saúde liberou R$ 8,7 milhões para Petrópolis (R$ 4,7
milhões), Nova Friburgo (R$ 2,1 milhões) e Teresópolis (R$ 1,9 milhão).

O ministério já havia enviado sete toneladas de medicamentos e insumos para as áreas afetadas, além de 5 mil panfletos com orientações de prevenção às doenças. De manhã, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, doou sangue no Hemorio (Rua Frei Caneca 8, Centro) para as vítimas das chuvas.

Hoje, o instituto deverá alcançar a histórica marca de mais de 3 mil bolsas de sangue — cada uma com 450 ml — coletadas em apenas três dias. Amanhã, 500 taxistas farão doações. Além das secretarias municipais, a Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil iniciou ações para tentar impedir um caos ainda maior. Uma equipe da Subsecretaria de Vigilância em Saúde está atuando diretamente nas comunidades afetadas. A missão do grupo, que conta com sanitaristas e infectologistas, é alertar sobre os cuidados a serem tomados.

Microbiologista alerta para sintomas de doenças

Para diminuir o risco de contaminação, os moradores devem tentar a todo custo não ter contato com águas de enchente nem com lama. Mas, caso isso tenha sido inevitável — como aconteceu com a maioria das vítimas — algumas providências devem ser tomadas urgentemente.

“Deve-se lavar bem o corpo com água tratada e sabão e higienizar o local atingido da casa com álcool 70%”, ensina Ilana Balassiano, do Laboratório de Zoonoses Bacterianas da Fiocruz, que recomenda que as pessoas procurem ajuda médica o mais rápido possível, assim que sentirem algum tipo de sintoma.

A leptospirose é transmitida pela urina do rato e causa febre alta, dores musculares (sobretudo, nas batatas das pernas) e mal-estar intenso. A incubação pode chegar a 30 dias.

Doenças gastrointestinais e viroses, como diarreia, náuseas e vômito, aparecem em decorrência do contato com fezes humanas e de animais. O tétano, cuja bactéria entra por meio de ferimentos, pode ser prevenido com vacina.
Já a hepatite A causa febre, dor abdominal, fezes claras, urina escura, pele amarelada e mal-estar. Também há vacina para prevenir a doença.

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Enrolados - Walt Disney Studios Brasil Oficial

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Imagens engraçadas/curiosas - 14/01/2011

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Via Knuttz/Ueba

Veja - Edição 2199 (12/01/2011)

Jornal O Globo em PDF, Sexta, 14 de janeiro de 2011

* O Estado não tem sistema de alerta contra
catástrofes. Radar detectou início da maior
tragédia climática do país. Informação não foi usada.

* Especial. A maior tragédia.

* Revista Rio Show. UPP com sabor. Um garimpo mostra o
que há de mais gostoso nos cardápios dos morros cariocas.

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PhotoPlus - Feveriro 2011

Jornal O Dia em PDF, Sexta, 14 de Janeiro de 2011

Vida sai dos escombros em meio a mortes na Serra:
Um dia depois da pior catástrofe natural da história do Brasil óbitos já chegam a 500. Há mais de 15 mil desabrigados. Bebê é resgatado vivo após 15 horas soterrado. Rio - Bairros inteiros destruídos, cadáveres amontoados nas ruas, pessoas desalentadas sem destino. Um dia depois da pior catástrofe natural da história do Brasil, a Região Serrana do Rio conta e chora seus mortos. Segundo as prefeituras locais, foram confirmados até a noite de ontem quase 500 óbitos. O número de pessoas desabrigadas e desalojadas passa de 15 mil. Município com maior número de vítimas, Nova Friburgo contava até ontem à noite 214 mortes, mas apenas corpos reconhecidos por familiares estão sendo registrados. No Instituto de Educação da cidade, policiais improvisaram um IML. Segurando o caixão do filho, seguido pelo da esposa, um homem era o retrato da tristeza. “Meu nome? Não sou mais ninguém”, limitou-se a dizer.

Morador do bairro Maringá, Paulo Sergio Ferreira lamentava a perda do filho mais velho. Ele conseguiu salvar a mulher e outros dois filhos, mas o menino Paulo Gabriel, 7 anos, não resistiu aos ferimentos causados pelo desabamento da casa da família. “Ele saiu com vida de debaixo da terra, mas depois não aguentou”, contou.

Em meio à dor, o resgate do bebê Nicolas, 6 meses, comoveu equipes dos bombeiros. Ele e o pai, Wellington da Silva Guimarães, 25, passaram 15 horas soterrados. Sobreviveram abraçados respirando por um vão entre os escombros. Nicolas foi resgatado quarta-feira à noite sem nenhum arranhão. Usava apenas uma blusa e não chorou quando foi retirado da lama. O pai também passa bem, mas mãe e a avó de Nicolas estão desaparecidas.
Em Teresópolis, o número de mortos já chega a 208. Os corpos das primeiras 30 vítimas identificadas foram sepultados ontem. No bairro Campo Grande, o cenário é desolador. A enxurrada soterrou casas de até quatro metros de altura. “É a cena mais chocante que vi na vida. Tem dezenas de pessoas desaparecidas, devem estar aqui embaixo”, desabafou Maria de Lurdes Rodrigues, 59.

Em Petrópolis, já foram registradas 39 mortes. Resgatado da lama por vizinhos, o pedreiro Ismael Aquino de Paula, 47, chorava a perda da mulher, Catia Maria de Paula, 47. “Acordamos com um forte estrondo. Parecia uma tsunami. Os gritos da minha mulher pedindo socorro não saem da minha cabeça”.

Dono de um bar no Vale do Cuiabá, no Distrito de Itaipava, Petrópolis, Paulo Henrique Xavier, 37, salvou os pais, Francisco, 87, e América, 72, quando um rio transbordou, inundando a casa da família. “Conseguimos sair pelo teto”. Na manhã de ontem, ao voltar até sua casa, ele foi surpreendido com cena chocante. “Encontrei o corpo de um amigo, Cesar, 32, que foi arrastado pela enxurrada, em cima do telhado da casa”, contou. Outros municípios da Serra foram atingidos pelo desastre. Em Sumidouro, ao menos 19 morreram.

Homem soterrado até a cintura conseguiu salvar a filha

“Minha vida ficou debaixo daquela terra”. O desabafo do vendedor Cristiano Xavier, de 25 anos, ao ver, lado lado, os corpos da mulher e dos avós, resume o drama que ele viveu nos últimos dois dias. A casa em que ele, a mulher Bruna Gomes da Cunha, 24, e a filha do casal, de 4 anos, moravam, no bairro Caleme, em Teresópolis, desmoronou às 2h de quarta-feira. “Fiquei soterrado até a cintura, segurando minha filha sobre a cabeça para ela não morrer. A Bruna desapareceu”.

Voluntários passaram o dia ajudando moradores a recuperar o que sobrou de objetos pessoais e resgatar corpos arrastados pela inundação. Pelo menos oito corpos foram localizados pelos voluntários, que usaram facões e serras elétricas para cortar os troncos de árvores. Como as barreiras impediram a subida de carros da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros, os voluntários embrulharam os corpos em sacos plásticos e os carregaram até um local onde pudessem ser resgatados.

Pai amarrou filhos, mas a enxurrada levou um deles

Aos prantos na porta do IML, o jóquei Rogério Silva Gomes, 32 anos, não se conformava com a morte de um dos seus três filhos, Breno, de 4 anos, na madrugada de terça-feira, no Vale do Cuiabá, em Itaipava. “Ele se foi com um turbilhão de água em meio aos escombros. Por que eu não o amarrei também, meu Deus?”, lamentava ele, enquanto chorava.

Para salvar os filhos, Rogério e a mulher, Maria, 24 anos, amarraram Beatriz, 7 anos, e Bernardo, de apenas 45 dias, a um móvel, para que eles não fossem arrastados pela enchente. Não houve tempo de fazer o mesmo com Breno. “Eu os tirei pelo telhado, mas não consegui fazer o mesmo com Breno”, contou.

Ainda abalada com as mortes de três sobrinhos e o cunhado, Marli dos Santos Carvalho, 42 anos, voltou à sua casa, no bairro Campo Grande, em Teresópolis, para buscar o que restou. “Morava aqui há 31 anos. Achei que nossa família viveria para sempre reunida. É uma dor que não dá para explicar”.

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Playboy - Brasil - Edição 428 (01/2011) - Versão Completa


Deslizamentos de terra mortíferos do Brasil

Dakar Rally 2011

Jornal O Estado de SP em PDF, Sexta, 14 de Janeiro de 2011

Número de mortos na Região Serrana chega a 510; há 13 mil fora de casa: RIO e SÃO PAULO - Os desabamentos e as chuvas que atingiram a região serrana do Rio de quarta-feira, 12, deixaram ao menos 510 mortos, segundo as prefeituras dos municípios atingidos. Já foram encontrados 225 corpos em Nova Friburgo, 223 em Teresópolis, 19 em Sumidouro, 39 em Itaipava, distrito de Petrópolis e 4 em São José do Vale do Rio Preto. Já o número de pessoas que estão fora de casa nas cidades castigadas pela chuva chega próximo aos 13 mil, segundo boletim divulgado nesta quinta-feira pela Defesa Civil estadual. São ao menos 7.780 desalojados (na casa de parentes ou amigos) e outros 6.050 que estão desabrigados (em abrigos do governo). Há 3.600 desalojados e outros 2.800 desabrigados em Petrópolis; 960 desalojados e 1.280 desabrigados em Teresópolis; e 3.220 desalojados e 1.970 desabrigados em Nova Friburgo.

São José. Cerca de 20 mil moradores da cidade de São José do Vale do Rio Preto estão isolados. A afirmação é do deputado estadual Nilton Salomão (PT), que tenta acessar o município, localizado a 40 quilômetros de Teresópolis e mais de 72 km de Petrópolis.

"As águas que desceram por Teresópolis chegaram a cidade com uma força brutal e arrebentaram tudo. Tive informações que a delegacia foi totalmente destruída e nenhum telefone funciona desde ontem", disse Salomão. Segundo ele, ninguém fez uma estimativa do número de vítimas fatais na cidade. As imagens de uma mulher resgatada por uma corda vizinhos puxada por vizinhos foram registradas naquela cidade.
O prefeito de São José do Vale do Rio Preto, Adilson Faraco Brügger de Oliveira, se refugiou na prefeitura de Sapucaia, cidade vizinha. "Ele conseguiu chegar até aqui por uma estrada de terra e retornou ontem mesmo. Perdemos o contato com ele, porque nenhum celular funciona por lá. A cidade está sem luz e água. A situação é preocupante. Ninguém sabe o número de mortos", disse o secretário de Comunicação Social de Sapucaia, Sérgio Campante.

Areal. No município de Areal, a 45 minutos de São José do Vale do Rio Preto, 1.200 pessoas estão desabrigadas e desalojadas. "Não tivemos óbitos, porque soubemos da catástrofe em São José do Vale do Rio Preto e retiramos a população ribeirinha. Estamos agradecendo a colaboração nossa população e das cidades vizinhas, mas precisaremos de doações de água, alimentos e roupas", disse o prefeito de Areal, Laerte Calil de Freitas.

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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Jornal O Dia em PDF, Quinta, 13 de Janeiro de 2011

Tragédia arrasa cidades e famílias na Região Serrana:
Ao menos 264 morreram em consequência das fortes chuvas em Petrópolis, Teresópolis e Friburgo. Empresário perdeu 14 parentes
Rio - A tragédia que assolou cidades da Região Serrana ontem deixou marcas que jamais serão apagadas. A enxurrada destruiu sonhos e famílias, como a do executivo do Banco Icatu Erick Connolly. Dezoito pessoas, entre elas os pais do empresário, Armando e Christine; três filhos, Igor, Nina e Axel; a irmã Daniela; o sobrinho João Gabriel e o cunhado Alexandre, foram atingidas no deslizamento de terra que colocou abaixo a mansão onde o grupo passava férias há cerca de dez dias, em Itaipava. Na região, pelo menos 264 pessoas morreram devido às enchentes.

Erick estava no Rio, trabalhando, quando ocorreu o desabamento. Somente a mulher dele, Isabela, a filha Laila, o sogro e uma babá foram resgatados com vida em meio aos escombros. A mansão de propriedade de Ângela Gouvêa, cunhada da vereadora Andréa Gouvêa Vieira (PSDB), fica num dos endereços mais nobres de Itaipava.

Em frente à casa, fica a conhecida pousada Tambo Los Incas, que também ficou destruída. Não havia hóspedes no local. “A Defesa Civil só conseguiu descer de helicóptero à tarde, devido à situação caótica. Não sei como vão fazer para transportar tantos corpos”, contou Andréa.

A dona de casa Cristiane Medeiros, que mora em Petrópolis, entrou em estado de choque. Parte de sua casa foi foi levada pelo rio, assim como seu carro. “Foi tudo muito rápido, num estalar de dedos”, disse ela.Em Nova Friburgo, o cenário também é desolador. Desesperados, parentes formaram filas enormes em escola que serviu de necrotério à procura de informação. Muita gente não sabe para onde ir ou o que fazer e perambula pelas ruas. Moradores se aglomeram nas calçadas à espera de notícias. “Tem lista de mortos? Tem número de soterrados?” A pergunta é feita a todo momento a jornalistas. Em alguns bairros, o cenário é de destruição total. A água ultrapassou os dois metros de altura e dezenas de carros foram arrastados pela correnteza pelas ruas.No Centro de Friburgo, em meio a escombros de três casas, uma cena dramática: soterrados, um rapaz que se identificou como Wellington e uma criança orientavam bombeiros sobre a sua localização, enquanto a equipe tentava resgatá-los. Até o final da noite, ainda não haviam sido retirados.

À noite, em Friburgo, o bebê de seis meses Nicolas Barreto foi resgatado com vida debaixo de escombros. Ele estava protegido pelo pai, Wellington da Silva Guimarães, 25 anos, que permaneceu 15 horas abraçado ao filho. Os dois ficaram protegidos pela laje da casa.

Descanso virou dor e agonia

A comemoração do aniversário de Armando Erick de Carvalho, pai da estilista Daniela e do empresário Erick, teria motivado a viagem da família para Itaipava, segundo amiga deles. O local era destino frequente dos parentes, que alugavam a casa, principalmente nas férias escolares.

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Jornal O Estado de SP em PDF, Quinta, 13 de Janeiro de 2011

A Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro divulgou, na manhã desta quinta-feira, 13, números atualizados sobre as mortes na região serrana do Estado em razão dos deslizamentos de terra causados pela chuva. Os mortos em Teresópolis chegam a 146, enquanto Nova Friburgo e Petrópolis têm 35 e 107 vítimas, respectivamente. A Secretaria também afirma que até este momento a Defesa Civil estadual não tem um balanço, mesmo que parcial, do número de pessoas desabrigadas e desalojadas, uma vez que militares da corporação ainda estão em campo, ajudando os municípios mais afetados e socorrendo vítimas. Doações. A Prefeitura de Teresópolis abriu uma conta corrente para que sejam feitas doações para as pessoas afetadas pelo mau tempo. As doações podem ser feitas no Banco do Brasil, na agência 0741, conta corrente 110000-9. Alimentos, roupas e itens de higiene pessoal podem ser entregues no Ginásio Pedrão, na Rua Tenente Luiz Meirelles, 211, Várzea.

Nesta sexta-feira, 14, será instalado em Nova Friburgo o hospital de campanha solicitado pelo governador Sérgio Cabral. Desde a noite de quarta-feira, a Secretaria de Saúde e Defesa Civil estaduais estão montando também em Teresópolis outro hospital de campanha.

Hoje, a Petrobrás enviará helicópteros que serão utilizados em operações de busca nas áreas rurais e de difícil acesso em Nova Friburgo, enquanto a Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) enviará caminhões-pipa aos municípios de Teresópolis e Nova Friburgo para o auxílio imediato no abastecimento de água à população.

Mata Atlântica. A região serrana é formada por montes cobertos pela Mata Atlântica, onde os solos são mais instáveis e mais propensos a deslizamentos. A construção de casas e prédios em vales, próximos a rios, também facilita as formação de enchentes. Em 1988, um temporal havia deixado 171 mortos em Petrópolis, na maior tragédia provocada pela chuva na região serrana até hoje.

Famílias inteiras morreram com a força da enchente ou com deslizamentos. Em alguns pontos, rios subiram até 5 metros e invadiram casas enquanto os moradores dormiam. Centenas de casas foram varridas pela terra que desceu as encostas, arrastando árvores e pedras.

Com ruas e estradas bloqueadas, equipes de buscas têm dificuldade para remover corpos ou tentar resgatar moradores presos sob escombros. A pedido do governador Sérgio Cabral, a Marinha colocou à disposição dois helicópteros para transportar homens e equipamentos do Corpo de Bombeiros para a região serrana. Partes das três cidades ficaram sem água, telefone e energia elétrica.
Teresópolis. Até agora, Teresópolis foi o município que registrou o maior número de mortes. A prefeitura decretou estado de calamidade pública e informou que mais de 2 mil pessoas tiveram que deixar suas casas. "É a maior catástrofe da história do município", declarou o prefeito Jorge Mário Sedlacek.

Segundo a Defesa Civil, 17 bairros foram atingidos por enchentes e deslizamentos. A área mais afetada foi a periferia da cidade, nas regiões conhecidas como Caleme, Poço dos Peixes, Posse e Granja Florestal. Cerca de 800 homens trabalham em equipes de resgate e atendimento aos desabrigados. Moradores tentavam encontrar parentes e carregavam corpos encontrados sob a terra. Uma igreja da cidade foi usada como local para que os mortos pudessem ser reconhecidos.
Nova Friburgo. No município de Nova Friburgo, três bombeiros que tentavam resgatar moradores de um prédio que havia desabado foram soterrados. A cidade ficou praticamente sem comunicação durante todo o dia de quarta-feira, com linhas de telefonia fixa danificadas e sistema precário de telefonia celular. Uma encosta do município desmoronou e a lama invadiu a Igreja de Santo Antônio. O teleférico de Nova Friburgo, um dos pontos turísticos da cidade, também foi tomado pela terra.

Petrópolis. Em Petrópolis, a região mais atingida foi o Vale do Cuiabá, no distrito de Itaipava. Condomínios de classe média-alta, pequenas casas e pousadas foram invadidos rapidamente pela água dos rios Santo Antônio e Cuiabá, que subiram até 4 metros acima do nível normal. Nesta região, 14 pessoas que estavam em um sítio morreram. A força da enxurrada derrubou construções e provocou a morte de pelo menos 30 pessoas na cidade. Segundo a prefeitura, o número de vítimas pode passar de 40 apenas no Vale do Cuiabá.

O vice-governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, sobrevoou a região e visitou as áreas atingidas. O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, e o ministro das Relações Institucionais, Luiz Sérgio, também estiveram nas cidades. A presidente Dilma Rousseff anunciou que sobrevoaria os locais nesta quinta-feira. O governador Sérgio Cabral, que está fora do País, também deve visitar as cidades nesta quinta.

Em pouco mais de 24 horas, o volume de chuva na região - especialmente em Nova Friburgo - superou em 30% os índices pluviométricos registrados em todo o mês de janeiro do ano passado. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia é de chuva moderada ou forte na região serrana até o fim da semana.

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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Jornal O Dia em PDF, Quarta, 12 de Janeiro de 2011

Máscaras e samba anunciam a 'Ronaldinho-Folia' do Mengão:
Depois de muita espera e angústia durante uma longa negociação, chegou a hora de a torcida rubro-negra festejar a contratação de Ronaldinho Gaúcho. A apresentação oficial do craque pelo Flamengo será hoje, na Gávea. Os portões abrem às 16h. A entrada dos não-sócios será liberada apenas com a camisa do time, pelo portão lateral da Rua Mário Ribeiro. Os sócios do clube entrarão normalmente como em qualquer outro dia, com a carteirinha.
A ideia é a de que a torcida fique no gramado da Gávea para dar as boas-vindas ao jogador, que estará na arquibancada. Além da participação da Charanga e das torcidas do clube, há a expectativa pela presença do cantor Diogo Nogueira e do grupo Revelação, apadrinhado pelo craque. Uma queima de fogos também está prevista.
“Vamos estar lá, sim. Todos os flamenguistas já me ligaram, inclusive o Léo Moura”, contou Mauro Júnior, integrante do Revelação, que é vascaíno e apostou que vestiria a camisa rubro-negra se Ronaldinho acertasse com o Flamengo. “A aposta foi para usar a camisa num show do Revelação e não na apresentação do Ronaldinho. Estou sentindo que estão todos fechados com ele”, brincou Mauro Júnior.

O vocalista do grupo, Xande de Pilares, já se prepara para cantar a música que está fazendo para o ídolo. “Recebi com muita alegria essa contratação. Sou flamenguista, ele é meu amigo e torço por ele”, afirmou Xande de Pilares.

A ideia inicial, revelada pela presidente Patrícia Amorim, era de que o craque desfilasse pela cidade, a exemplo do que aconteceu com Romário, em 1995. Mas, pouco depois, Patrícia desistiu da carreata, a pedido de Ronaldinho. “Há algumas coisas que o torcedor quer, mas o jogador, não. Queríamos dar esse presente à torcida, mas a vontade do jogador também conta”, justificou a presidente, que assinou o contrato com o meia na madrugada de ontem, numa churrascaria da Zona Oeste.

Depois da apresentação à torcida, o jogador dará uma entrevista coletiva, às 19h, no salão nobre do clube.

Num comunicado oficial, o Flamengo informou que os jornalistas deveriam enviar as perguntas previamente para a assessoria do clube e, aprovadas, elas seriam feitas ao jogador por um mestre de cerimônias na coletiva. Diante da repercussão negativa da decisão, o clube divulgou um esclarecimento, afirmando que a solicitação para envio prévio das perguntas era apenas para evitar que elas fossem repetidas e que não havia intenção de censurar os jornalistas.

Terminada a festa, a expectativa é a de que Ronaldinho siga amanhã mesmo para Londrina, onde o Flamengo faz sua pré-temporada.

MÁSCARAS PARA RECEBER O CRAQUE

Os quase 40 milhões de rubro-negros ficaram em êxtase quando Patrícia Amorim anunciou oficialmente a contratação de Ronaldinho Gaúcho, mas uma torcedora em especial, que por acaso é espanhola, foi, talvez, quem ficou mais feliz com o fim da novela. Olga Valles, há 17 anos no Brasil, é dona de uma fábrica de máscaras e fantasias em São Gonçalo, negócio que o marido Armando, que morreu em 2007, iniciou em 1959 e que sempre teve como público-alvo os amantes do Carnaval.

Agora, 52 anos depois, esse público mudou e cresceu assustadoramente no momento em que o craque dentuço fechou acordo com o Flamengo.

Desde 2004, a fábrica produz máscaras com a cara de Ronaldinho, mas nunca havia tido tanta demanda. “Nós exportávamos máscaras para a Espanha. Fizemos uma coleção de políticos e eles incluíram nesse pedido Ronaldo e Ronaldinho, mas não deu em nada muito significativo. Era uma máscara das piores, vamos dizer assim”, conta Olga.

Nesta época do ano, normalmente, a produção fica toda voltada para máscaras carnavalescas e de políticos, que são sucesso garantido. Porém, com a chegada do craque à Gávea, a dona da fábrica prevê uma mudança no panorama. As caras de Dilma e Tiririca, em que eram depositadas as maiores expectativas de venda neste ano, devem ser superadas pela do Gaúcho.

“A máscara do Ronaldinho vai roubar a cena, mas ainda não estamos preparados para isso. Não tivemos tempo de aumentar a produção, porque estamos atolados com os pedidos de Carnaval. Foi uma coisa de repente. Estamos tentando fazer a quantidade para atender à expectativa”, diz Olga Valles, que apesar de espanhola, tem carinho especial pelo Rubro-Negro. “Não acompanho muito futebol, mas gosto muito do Barça e do Flamengo”.

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Jornal O Globo em PDF, Quarta, 12 de janeiro de 2011

* Economia do Rio cresce acima da média do país. Indústria
avança, emprego bate recorde e arrecadação sobe 18%.
* Fla já vive a Ronaldinho-mania
* Chuva mata 13 em São paulo
* Dilma cogita pôr Coutinho no comando da petrobras

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Jornal O Estado de SP em PDF, Quarta, 12 de Janeiro de 2011

Chuva causa pelo menos 14 pontos de alagamento em São Paulo:
O Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), da Prefeitura, retirou, às 4h30 desta quarta-feira, 12, o estado de atenção decretado em parte da cidade de São Paulo entre 3h15 e 3h50. Até as 4h45, pelo menos 16 pontos de alagamentos haviam surgido na cidade, vários deles no Bom Retiro, região centro-norte.
A chuva, que agora se desloca para as cidade de Mogi e Suzano, região leste da Grande São Paulo, teve início nesta madrugada e, ao ficar mais forte, obrigou o CGE a colocar em estado de atenção as regiões norte, central, a Marginal do Tietê e a zona leste da cidade.
Segundo o CGE, às 2h30 as instabilidades vindas do interior chegaram à capital e causaram chuva leve generalizada, com regiões de chuva moderada. As temperaturas elevadas, na região do Bom Retiro e Casa Verde, favoreceram as pancadas de chuva, que podem persistir no decorrer da madrugada.

No Bom Retiro, os alagamentos surgiram nas ruas Anhaia, Newton Prato, Joaquim Murtinho, Jaraguá e dos Italianos. Intransitável está o trecho localizado na equina das ruas Jaraguá e Newton Prado.

Outros quatro pontos de alagamentos são registrados pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), são eles: pista central da Marginal do Tietê sentido Castello junto à Ponte das Bandeiras (zona norte), pista local da Marginal do Tietê sentido Castello junto à Ponte Jânio Quadros (região nordeste), Radial Leste, sentido centro, sob viaduto Guadalajara, região do Belenzinho (zona leste) e rua Pedro Vicente, no Pari (região centro-norte).

Foram registrados alagamentos também nas seguintes vias: rua João Pacheco; avenida Cruzeiro do Sul; avenida Braz Leme, rua Porto Seguro; avenida Zaki Narchi e na pista expressa da Marginal do Tietê, sentido Castello, próximo a um viaduto, no Bom Retiro.

Deslizamento. Por volta das 3h30, equipes dos bombeiros foram acionadas após moradores relatarem deslizamento de terra sobre algumas casas na altura do nº 600 da rua Firminópolis, no Jardim Vista Alegre, região da Vila Brasilândia, zona norte. Apenas uma casa foi atingida e não há registro de pessoas feridas.

Rodovia. Na pista sentido São Paulo da rodovia Fernão Dias, o tráfego está parcialmente bloqueado em dois pontos na região de limite entre as cidades de Mairiporã e Guarulhos, Grande São Paulo. No quilômetro 78, houve um deslizamento de barreira com queda de árvore; no quilômetro 79, há acúmulo de água na pista.

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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Imagens engraçadas/curiosas - 11/01/2011

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A votação histórica no Sudão

Sport Rider - Março 2011 PDF for iPad/PC

Amateur Photographer - 15 Janeiro 2011

Jornal O Globo em PDF, Terça, 11 de janeiro de 2011

Governo propõe fim de prisão para pequenos traficantes
* Ronaldinho, o mais caro da história do Fla.

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Enchente em Toowoomba 10.01.2011

Jornal O Dia em PDF, Terça, 11 de Janeiro de 2010

Churrascaria é o palco para a comemoração da contratação de Ronaldinho: Rio - Após a última reunião em um hotel da Barra da Tijuca, onde foi confirmada a contratação de Ronaldinho Gaúcho pelo Flamengo, a cúpula rubro-negra finalmente esteve com o craque, já no início da madrugada, numa churrascaria do mesmo bairro, na Zona Oeste do Rio. No local, além da comemoração pelo desfecho positivo da negociação, também foi comemorado o aniversário de 40 anos de Assis, irmão e empresário do jogador. Na saída do restaurante, Ronaldinho deu os primeiros autógrafos para os rubro-negros já confirmado como o mais novo reforço do Mais Querido.
A apresentação oficial do jogador está marcada para a próxima quarta-feira, mas o local do encontro com a 'Nação' ainda não foi escolhido e divulgado.

Ronaldinho fala como jogador

"Eles podem esperar o máximo de mim. Voltei para o Brasil e vim jogar pelo Flamengo para dar isso. E, claro, tenho esperança de que esse meu trabalho me coloque novamente na Seleção Brasileira. A torcida pode esperar muito carinho da minha parte também. Eu fui recebido aqui no Rio de Janeiro com esse sentimento. As pessoas, os torcedores me passaram isso. Já imagino essa torcida no estádio lotado", revelou o craque ao site oficial do clube.

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Chernobyl 25 anos depois

Jornal O Estado de SP em PDF, Terça, 11 de Janeiro de 2011

Messi surpreende e é eleito o melhor jogador do mundo pela 2.ª vez seguida: O argentino Lionel Messi, do Barcelona, surpreendeu nesta segunda-feira e foi eleito pelo segundo ano consecutivo o melhor jogador de futebol do mundo. Na premiação da Bola de Ouro da Fifa, realizada em Zurique (Suíça), referente à temporada 2010, ele superou seus companheiros de equipe Andrés Iniesta e Xavi, ambos campeões do mundo com a Espanha na África do Sul no ano passado.Messi se iguala a Ronaldinho Gaúcho, que também ganhou o prêmio duas vezes na carreira. Os recordistas ainda são Ronaldo Fenômeno e Zinedine Zidane, que foram eleitos em três oportunidades. No entanto, se em 2009 o triunfo de Messi havia sido tranquilo e esperado, em 2010 foi bem diferente. Todos esperavam que Xavi ou Iniesta ganhasse, afinal, em ano de Copa do Mundo, a Fifa costuma conceder a glória a um atleta da equipe campeã.

Ao levantar para receber o prêmio, o próprio jogador argentino demonstrou estar surpreso. "Não esperava vencer. É uma felicidade muito grande e quero compartilhar com meus companheiros, pois sem eles não estaria aqui", declarou o craque. Em 2010, o título mais importante conquistado por Messi foi o Campeonato Espanhol, com o Barça.

Técnico. A Fifa também elegeu nesta segunda o melhor treinador de 2010, e o ganhador foi o português José Mourinho, do Real Madrid. Antes de se transferir para o clube espanhol, ele brilhou na Inter de Milão e levou o time italiano ao título da Liga dos Campeões.

No seu discurso, ele elogiou os concorrentes na briga pelo troféu. "Gostaria de dar os parabéns a dois fantásticos treinadores, Vicente Del Bosque [campeão do mundo com a Espanha] e Pep Guardiola [do Barcelona]. Trabalhei muito para chegar aqui, mas não cheguei aqui sozinho."

Seleção. No time ideal da temporada 2010, dois brasileiros entraram: o lateral-direito Maicon e o zagueiro Lúcio. Casillas, Piqué, Puyol, Iniesta, Xavi, Sneijder, Cristiano Ronaldo, David Villa e Lionel Messi foram os outros escolhidos.

Gol. Já o gol mais bonito de 2010 foi anotado por Altintop, da Turquia, que recebeu o prêmio das mãos do goleiro do Casaquistão, Sidelnikov, justamente o jogador que sofreu o golaço - um chute de primeira de fora da área após cobrança de escanteio.

A Fifa também homenageou o futebol do Haiti, que se reergueu mesmo após o forte terremoto sofrido em janeiro do ano passado, e o bispo sul-africano Desmond Tutu.

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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Imagens engraçadas/curiosas - 10/01/2011

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Jornal O Dia em PDF, Segunda, 10 de Janeiro de 2011

Brechas na lei: Estacionamentos ficam mais caros
Empresas inflacionam preços, burlando norma que, desde sábado, torna a tarifa proporcional à permanência do veículo. Rio - Criada para beneficiar o consumidor, a Lei 5.862/11 — que proíbe desde sexta-feira estacionamentos rotativos particulares de cobrar por mínimo de horas, mesmo as não utilizadas — virou-se contra motoristas. Para manter a arrecadação mesmo com o fracionamento obrigatório (tornando a cobrança proporcional ao tempo de permanência), as empresas mudaram seus preços e o serviço pode custar agora até o dobro. O Procon começa hoje varredura no Rio para verificar se a nova medida está sendo cumprida. Autora da lei, a deputada estadual Cidinha Campos (PDT) foi vítima: pagou mais caro ao parar no New York City Center, na Barra, sábado. “Fiquei lá por 2h59. Em vez de pagar R$ 5, como de costume, paguei R$ 9”, contou. Surpresa com as consequências negativas do projeto, acionou o Procon.

Na maioria dos shoppings, o tempo mínimo foi extinto, porém, cada fração de hora ficou mais cara. No Nova América, em Del Castilho, onde a tabela de preços foi fracionada em períodos de 30 minutos e reajustada, os clientes também reclamaram. “Entrei aqui às 9h53 e no meu tíquete estava escrito que eu pagaria R$ 5 por cinco horas e R$ 3 pelas horas adicionais. Quando fui pagar, não entendi por que o valor foi bem maior do que esperava. Ao saber da lei e que teria que pagar mais, ameacei chamar a polícia e o Procon”, protestou o estudante Anderson Matos, 24 anos. Depois da queixa, ele acabou pagando só o que estava no seu bilhete.

Frequentador assíduo, o advogado Fernando Duarte, 40, também pagou mais do que está habituado. “Costumo ficar, em média, 3 horas aqui. Antes, eu pagava só R$ 5, mas hoje paguei R$ 8. E o pior é que minha mulher estava no shopping fazendo hora para um compromisso. Se soubéssemos da mudança, não teríamos ficado aqui”, declara.

As novas tabelas foram afixadas nos guichês e nas cancelas do estacionamento, mas sem explicação sobre a alteração. A segurança explicou que um aviso com a íntegra da lei seria anexado à tabela. O Norte Shopping, no Cachambi, também usou novas tabelas, com justificativa da mudança. Uma funcionária de plantão tirava as dúvidas dos clientes. O Shopping da Gávea cobrava R$ 6 para quem deixasse o carro estacionado por até cinco horas, desobedecendo à lei.

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Parque do Iguaçu é exemplo de preservação da Mata Atlântica

O parque é o primeiro local a ser mostrado na série de reportagens do JN desta semana. Ela faz parte do Projeto Globo Natureza. Hoje, restam apenas 7% da cobertura original da Mata Atlântica.

O jornalismo da Globo lançou um novo projeto para falar das características e problemas da biodiversidade brasileira. No ano passado, o Globo Amazônia teve como tema a maior floresta do mundo.

Agora, damos um novo passo com a criação do Globo Natureza. O projeto vai mostrar também as outras regiões do país que concentram o mesmo clima e vegetação, como o Cerrado ou o Pantanal.

O Globo Natureza estará em todos os telejornais e em alguns programas da Globo. E no Jornal Nacional ele começa, nesta segunda-feira (10), com uma série de reportagens especiais sobre a Mata Atlântica. A floresta, que já cobriu todo o litoral brasileiro, está ameaçada de desaparecer.

Um hotel de 52 anos foi inaugurado nos anos 50 pelo então presidente da República, Juscelino Kubitscheck. Hotel de luxo acostumado a receber as maiores fortunas do mundo.

Por uma suíte já passaram, por exemplo, a princesa Diana, um sheik árabe e, nesta segunda-feira (10), acaba de desocupá-la um empresário chinês, considerado um dos homens mais ricos da China.

Mas o luxo maior do hotel não está nos hóspedes que recebe, nem nos lençóis de algodão egípcio, nem nos bules de prata do café da manhã. O bem mais precioso está na vista que se alcança da varanda.

A visão da herança que recebemos 120 milhões de anos atrás, quando se formaram as Cataratas do Iguaçu.

Diante das cataratas, não podemos fazer muita coisa além de, humildemente, respirar.
Neste cenário, os gestos mais humanos ganham outra dimensão.

O Rio Iguaçu tem, em média, um quilometro de largura. Ao formar as cataratas, ele se estreita e é em uma garganta que se formam os quase 300 saltos das Cataratas do Iguaçu.

O maior deles é a Garganta do Diabo, com 80 metros de altura e oito mil toneladas de água por segundo. As cataratas estão dentro de dois parques: um argentino, outro brasileiro. No oeste do estado do Paraná, o Parque Nacional do Iguaçu é a única reserva de Mata Atlântica que sobrou.

A devastação da Mata Atlântica é o retrato da história do Brasil. Desde o descobrimento, a floresta vem sendo explorada e dizimada. Hoje, restam apenas 7% da cobertura original.

“A maior parte da população brasileira vive na Mata Atlântica e depende dos seus recursos. Então, um trabalho grandioso na Mata Atlântica é preservar o que resta”, explica Márcia Hirota, diretora do SOS Mata Atlântica.

Caminhando pelas trilhas do Parque Nacional do Iguaçu, as manchas vermelhas, nos troncos das árvores, atestam que o ar está puro. Os macacos-prego saem em bandos atrás da comida. O pica-pau-rei continua a morar numa casa bem redondinha.

Os parques – criados em 1939 no Brasil e em 37 na Argentina – estão muito bem preservados. A questão é o que está ao redor deles. Do lado brasileiro, encostado nos limites do parque, os vizinhos são extensas plantações de soja e de milho.

“Os agrotóxicos estão presentes dentro da água do Parque Nacional”, informa o analista ambiental Jorge Luiz Pegoraro, diretor Parque Nacional do Iguaçu.

A repórter Neide Duarte pergunta se tem também essa carga de poluição de agrotóxicos nas cataratas. “Nas cataratas também estão presentes, infelizmente”, responde Jorge Luiz Pegoraro.

O parque tem contato com 14 municípios vizinhos. Os rios dessas cidades estão contaminados pelo esgoto e atingem a Bacia do Rio Iguaçu.

“Isso lógico que vai melhorando através do rio, porque é um rio com bastante corredeira, bastante pedra”, diz Jorge Luiz Pegoraro.

As cataratas e a Mata Atlântica funcionam como um filtro, numa eterna tentativa de purificação das águas, para que a vida continue. A poluição que alcança o parque é invisível, mas alguns sinais já aparecem no Rio Iguaçu.

O jacaré-de-papo-amarelo, um dos animais da Mata Atlântica ameaçados de extinção, vai morrer e a garrafa pet que aparece ao seu lado vai sobreviver a ele, pelo menos por mais 200 anos.

A harpia, uma das maiores águias do mundo, conhecida como gavião-real, é quase uma lenda por lá. “É área de ocorrência da espécie, eu nunca vi”, conta a bióloga Marina Xavier da Silva, do Projeto Carnívoros do Parque do Iguaçu.

A repórter Neide Duarte pergunta se ninguém viu harpia por lá. “Então, existem alguns boatos, alguns relatos que possam ter visto a harpia”, responde a bióloga.

A harpia, em exposição no Parque das Aves, um zoológico particular em Foz do Iguaçu, foi recolhida pelo Ibama e levada para lá.

Na Mata Atlântica, é uma das espécies ameaçadas de extinção. “Quando a gente perde os grandes predadores, a floresta inteira sofre com isso”, afirma Marina Xavier da Silva.

No zoológico mantido na Hidrelétrica de Itaipu, uma jovem harpia de seis meses, nascida no cativeiro, está crescendo toda branca. Especialista em visão, ela enxerga longe e é a mais vigorosa esperança para a perpetuação da espécie e a preservação da Mata Atlântica.

Todas as informações sobre o Parque do Iguaçu e outras áreas da Mata Atlântica você encontra na internet, no portal Globo Natureza.

Fonte: G1

Jornal O Estado de SP em PDF, Segunda, 10 de Janeiro de 2011

Indústria brasileira perde R$ 17,3 bilhões com importações
SÃO PAULO - Pressionada pelas importações, a indústria brasileira de transformação perdeu R$ 17,3 bilhões de produção e deixou de gerar 46 mil postos de trabalho em apenas nove meses de 2010. A informação é de um estudo inédito da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) que mediu o impacto que o processo de perda relativa do setor na formação do Produto Interno Bruto (PIB) apresenta na economia brasileira.
Em dois anos, o chamado coeficiente de importação, que mede o porcentual da demanda interna suprido por produtos vindos do exterior, subiu quase dois pontos. Passou de 19,6%, no acumulado de janeiro a setembro de 2008 (pré-crise), para 21,2%, no mesmo período de 2010.Se o setor não tivesse perdido participação para os produtos estrangeiros, as importações do setor cairiam de R$ 232,4 bilhões para R$ 215,1 bilhões, segundo a Fiesp. Ao mesmo tempo, a produção doméstica subiria de R$ 1,055 trilhão para R$ 1,072 trilhão. Esse crescimento da produção, de 1,6%, geraria aumento de 0,58% do emprego industrial.

"O País não pode se dar ao luxo de abrir mão de sua indústria na sua estratégia de desenvolvimento", afirma o presidente da Fiesp, Paulo Skaf.

No fim dos anos 1980, a indústria de transformação representava 27% do PIB brasileiro. Hoje, baixou para 16%, calcula a Fiesp com base na nova metodologia do Instituto Brasileiro de Geografia Estatísticas (IBGE), adotada a partir de 2007.

"É uma equação difícil de ser resolvida e não tem solução de curto prazo", diz Paulo Francini, diretor do departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp. "Além do problema do cambio valorizado, há a questão do custo Brasil, que acentua a perda de competitividade da nossa indústria."

Não é de hoje que a indústria vem perdendo espaço. "O País está se desindustrializando desde 1992", diz o ex-ministro da Fazenda Luiz Carlos Bresser-Pereira.

Para ele, o Brasil perdeu a possibilidade de "neutralizar a tendência estrutural à sobreposição cíclica da taxa de câmbio" quando fez a abertura financeira, no quadro de acordo com o FMI. "Em consequência, a moeda nacional se apreciou, as oportunidades de investimentos lucrativos voltados para a exportação diminuíram, a poupança caiu, o mercado interno foi inundado por bens importados e muitas empresas nacionais deixaram de crescer ou mesmo quebraram."

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domingo, 9 de janeiro de 2011

Imagens engraçadas/curiosas - 09/01/2011

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Jornal O Globo em PDF, Domingo, 09 de janeiro de 2011

* Policiais comandam grupos de extermínio em todo o país.

* Fla está apenas a 0,01% de Ronaldinho.

* Plano do MEC exige 300 mil professores.

* WikiLeaks: EUA obrigam Twitter a quebrar sigilo.

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