quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Jornal O Globo em PDF, Quinta, 24 de Fevereiro de 2011

Petróleo líbio cai à metade e preço dispara no mundo Ações da Petrobras têm alta de até 4,66% e viram alvo de estrangeiros - Praticamente metade da produção de petróleo na Líbia foi suspensa ontem diante do agravamento dos conflitos no país. Até agora, nove petrolíferas, entre elas Shell, BP, a italiana Eni, a francesa
Total e a espanhola Repsol, interromperam suas operações. Com a crise, o barril do petróleo em Londres ultrapassou os US$ 111, com alta de 5,6%. Em Nova York, subiu 2,8%, atingindo o maior patamar desde setembro de 2008, quando estourou a crise financeira mundial. A alta do petróleo provocou forte valorização das ações da Petrobras, de até 4,66%. O papel foi muito procurado por investidores estrangeiros, inclusive da China. Páginas 25 e 26, editorial “O alerta que vem do petróleo”, Míriam Leitão, Verissimo e Thomas Friedman

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Veja - Edição 2205 (23/02/2011)

Jornal O Estado de SP em PDF, Quinta, 24 de Fevereiro de 2011

Tropas leais a Kadafi e mercenários cercam Trípoli para defender regime.
Agentes das forças de segurança da Líbia teriam aderido aos insurgentes que já controlam o leste do país; testemunhas informam que ditador ordenou que seus partidários abram fogo de maneira indiscriminada contra qualquer foco de oposição perto da capital - Os sinais de que o regime do coronel Muamar Kadafi está desmoronando na Líbia são cada vez mais claros. Ontem, parte das Forças Armadas juntou-se aos insurgentes em grandes cidades do leste do país, como Benghazi, Tobruk e Ajdabiya, na província de Cyrenaique, que já passou às mãos dos revoltosos. Militares e mercenários estariam concentrados em um raio de 40 quilômetros de Trípoli, onde tentam garantir a sobrevida da autocracia. Segundo organizações não governamentais, pelo menos 640 pessoas já morreram na mais violenta das rebeliões populares que estão transformando o mundo árabe. Mas testemunhas estimam esse número na casa dos milhares em todo o país.

No leste, próximo à fronteira com o Egito, o controle de imigração foi aberto e a segurança em rodovias e cidades passou a ser feita por manifestantes armados com fuzis AK-47 roubados dos arsenais ou de paus e pedras. Segundo as agências AFP e Reuters, que já ingressaram no país, soldados aliaram-se ao movimento popular em Ajdabiya, a 847 quilômetros da capital, Tobruk e Benghazi, ambas mil quilômetros a leste de Trípoli. Nessa região, vídeos registrados por insurgentes mostram prédios públicos e veículos incendiados, cartazes de Kadafi sendo destruídos e milicianos cercados por militantes. Já em Trípoli, conforme testemunhos obtidos pelo Estado, a situação é diferente. Em torno da metrópole de 2 milhões de habitantes um anel foi formado pelos setores das Forças Armadas leais a Kadafi para garantir a segurança do regime. Ontem pela manhã, a situação era mais calma e não havia registros de manifestações nas ruas. A calmaria permitiu aos moradores ir às ruas buscar suprimentos. Tiros eventuais eram ouvidos, mas nenhum bombardeio teria sido realizado.

"Há tiros a toda hora e a polícia atira nos manifestantes a mando do governo. Mas não é verdade que a população tenha sido bombardeada na capital", disse o petroleiro tunisiano Mohamed Trizou, que deixou Trípoli e retornou à Tunísia com a mulher e um filho. Em Sabratha, a 70 quilômetros a oeste da capital, as Forças Armadas também teriam enviado tropas para tentar dispersar os manifestantes, que já teriam tomado sedes governamentais e prédios da polícia. Nas rodovias próximas, que cortam o deserto e conduzem a Trípoli, as barreiras policiais se multiplicaram. Nos 207 quilômetros que separam a capital e a passagem fronteiriça de Ras Jdir, na Tunísia, a principal porta de entrada terrestre do país, mais de 20 postos de controle foram montados pelas forças de ordem para controlar a saída e entrada de estrangeiros.

O resultado do conflito armado na Líbia já é o mais sangrento das revoltas árabes que se espalham pelo Norte da África e pelo Oriente Médio. Segundo a Federação Internacional das Ligas de Direitos Humanos (FIDH), de Paris, mais de uma centena de militares teriam sido executados por insubordinação.

Para Abdel Moneim al-Honi, representante da Líbia na Liga Árabe que renunciou ao posto, os dias de Kadafi no poder estão contados, mas o custo humano da revolta vai crescer à medida que o poder se sinta cercado. "Eu creio que seja uma questão de dias, não mais", estimou ao jornal Al-Hayat, da Arábia Saudita. "Ao mesmo tempo, penso que o levante custará caro à Líbia e aos líbios, porque Kadafi é capaz de tudo. Creio que massacres horríveis vão ocorrer."

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Mini Cooper com turbina de helicóptero







quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Imagens engraçadas/curiosas - 23/02/2011

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Via Knuttz/Ueba

Download_Andrea_Bocelli_–_Notte_Illuminata_2011

Lista de Mùsicas

01 La Speme Ti Consoli (3:26)
02 Where E'er You Walk (4:08 )
03 Sound An Alarm (2:40)
04 Dimmi Ben Mio Che M'ami (1:59)
05 L'amante Impaziente (1:23)
06 Beato Quei Che Fido Amor (2:30)
07 Ich Liebe Dich (2:14)
08 Der Engel (2:26)
09 Oh, Quand Je Dors (3:46)
10 Zueignung (1:45)
11 Mai (3:14)
12 Chanson D'amour (1:59)
13 Apres Un Reve (3:27)
14 La Lune Blanche Luit Dans Les Bois (2:27)
15 Le Secret (1:41)
16 Mandoline (1:49)
17 Hynne A La Nuit (3:25)
18 A La Madone (2:25)
19 Invocation (3:01)
20 La Reine Du Matin (3:11)

Christchurch Terremoto - Nova Zelândia

God Bless the people of Christchurch.

Jornal O Dia em PDF, Quarta, 23 de Fevereiro de 2011

Termômetro flagra a ‘sauna de aula’ do Pedro II: 41 graus
Após protesto, alunos querem providências contra o calor e ameaçam boicotar aulas - Rio - O clima esquentou ontem no Colégio Pedro II de São Cristóvão. Termômetro, levado por O DIA, indicou que a manifestação dos estudantes na véspera, contra o forte calor nas salas de aula não é fogo de palha. O aparelho cravou 41 graus numa sala de aula do 3º ano do Ensino Médio. Nela, há apenas um ventilador, que, devido ao barulho que faz, passa parte do tempo desligado. A medição foi feita sem os cerca de 30 alunos na classe, pouco antes das 13h. A unidade tem ar-condicionado em alguns setores, como o gabinete da direção-geral. Ainda na sala de espera, a medição mostrou temperatura que não ultrapassava 28 graus. Ontem, a máxima registrada foi 37,2 graus. Os cerca de 1.500 alunos do Ensino Médio prometem boicotar aulas a partir de terça-feira, caso a direção geral da instituição não apresente projeto para sanar as más condições que enfrentam.

Em reunião com a diretoria, que durou mais de quatro horas ontem, pauta com nove reivindicações foi entregue pelos estudantes. Os jovens prometem fazer novas manifestações. Segunda-feira cerca de 500 alunos — alguns usando sungas e biquínis — pararam o trânsito nas imediações da escola.

A principais queixas são calor, qualidade duvidosa da água dos bebedouros, falta de cantina no colégio e problemas constantes com o RioCard — passe livre eletrônico.

“Chega de promessas. Queremos soluções urgentes. É humanamente impossível aprender alguma coisa em salas onde o calor ultrapassa os 40 graus. Por que só setores administrativos têm ar-condicionado?”, questionou João Pedro Teixeira, 17 anos, um dos representantes de turma do colégio.

Para demonstrar apoio aos estudantes, professores liberaram as turmas meia hora antes do fim do turno da manhã. Alguns discursaram em favor das reivindicações.

Através de um assessor, a diretora Vera Maria Ferreira Rodrigues admitiu que apenas 30% das cerca de 30 salas da unidade III e três anfiteatros são climatizadas. Em nota, o colégio informou que “é impossível” climatizar as salas imediatamente, por causa de limitações orçamentárias.

Calor forte pode afetar a inteligência

Estudo da Universidade de Michigan, divulgado ano passado, afirma que temperaturas acima dos 30 graus diminuem um terço da capacidade intelectual. No suor, substâncias importantes são dispensadas.

E a previsão é que o calor não dê trégua aos cariocas nos próximos dias. Segundo o Instituto Climatempo, as temperaturas vão continuar altas até o fim de semana, com máximas chegando a 39 graus.

Há possibilidades de pancadas de chuvas nos fins dos dias, devido ao aumento da umidade no litoral. Mas o sol deve prevalecer.

Ar-condicionado comprado

O deputado federal Otávio Leite (PSDB-RJ) encaminhou requerimento ao Ministério da Educação, pedindo informações sobre a aquisição, no ano passado, de 28 aparelhos de ar condicionado e 60 ventiladores de parede para a instituição.

Consulta feita ao Sistema Integrado de Administração Financeira do governo federal (Siafi), um instrumento de controle e acompanhamento dos gastos públicos, mostra que os equipamentos custaram R$ 110,8 mil. “Quero saber onde foram instalados. A área prioritária tem que ser a sala de aula”, afirmou.

A Vigilância Sanitária anunciou que até sexta-feira uma equipe do órgão fará inspeção no colégio, devido à queixa dos alunos de água de má qualidade. O setor de Ofício de Educação e Minorias da Procuradoria da República do Rio de Janeiro vai abrir procedimento para investigar as reclamações dos estudantes.

Sem concentração nas aulas

O calor excessivo nas salas de aula compromete a qualidade do ensino, segundo a pedagoga Ilana Cardoso de Gouveia. Responsável por formação de professores, ela afirma que altas temperaturas no ambiente escolar tiram a concentração dos estudantes, impedem o diálogo e debates mais aprofundados. Também baixa a pressão arterial e aumenta o estresse e a irritabilidade. “Isso tudo, claro, prejudica o aprendizado”, explicou.

Como enfrentar o calor

ÁGUA
Endocrinologistas recomendam que estudantes obrigados a frequentar aulas em salas muito quentes devem ingerir, no mínimo, 1,5 litro de água por dia.

FRUTAS
A alimentação deve ser baseada em frutas e em produtos à base de soja, que repõem sais os minerais perdidos com as altas temperaturas e são de fácil digestão.

REFRESCO
Quando possível, é recomendável molhar o rosto, nuca, braços e mãos para se refrescar.

HIDRATANTE
Usar hidratante diariamente. Os que contenham protetor solar na fórmula são os mais indicados.

NUTRIENTES
Água de coco regularmente é recomendada por causa dos nutrientes.

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Smart Photography (2011-02)

Jornal O Globo em PDF, Quarta, 23 de Fevereiro de 2011

Apesar de ter sofrido novasbaixas em seu governo, com a renúncia de seus ministros da Defesa, do Interior e do chefe de Gabinete, o ditador Muamar Kadafi desafiou os líbios ao garantir que prefere morrer como mártir a deixar o poder. Kadafi manteve o tom ameaçador, advertindo que “limparia a Líbia casa por casa” se os manifestantes não recuassem. Metade da costa líbia já estaria sob o domínio de rebeldes. Opositores controlam várias cidades do Leste e vigiam terminais e oleodutos contra a ação de vândalos. A petrolífera italiana Eni suspendeu parte de suas atividades no país, incluindo o gasoduto responsável por 10% do gás natural que a Itália consome. A empresa, que produz um terço do 1,5 milhão de barris diários da Líbia, assegurou, no entanto, que conseguirá atender aos clientes. Já a espanhola Repsol suspendeu todas as suas atividades. Páginas 27 e 32 a 35

Os 123 funcionários da construtora Queiroz Galvão que estão retidos na cidade de
Benghazi, um dos principais focos dos protestos na Líbia, serão resgatados por mar
até amanhã. A solução foi alcançada após uma negociação com os rebeldes que tomaram
a cidade. E, embora a embaixada tenha citado Itália, Grécia e Turquia como
possíveis destinos da embarcação, o Itamaraty informou que o navio seguirá para Malta. Outros brasileiros em Trípoli também serão retirados por um navio até o fim de
semana. A França ofereceu ajuda ao Brasil no regaste de brasileiros.

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Jornal O Estado de SP em PDF, Quarta, 23 de Fevereiro de 2011

Conselho de Segurança da ONU condena uso de violência na Líbia:
NOVA YORK - O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) condenou nesta terça-feira, 22, a violência excessiva usada pelas forças de segurança de Muamar Kadafi contra os manifestantes na Líbia. No comunicado, o órgão também pediu o fim da violência que tomou conta do país nos últimos dias. Aprovado por todos os 15 membros do Conselho, o comunicado expressa "graves preocupações" com a situação no país do norte da África e condenou a violência contra os civis. O órgão pediu "o fim imediato da violência" e medidas para atender às legítimas demandas do povo líbio. Nos últimos dias, houve uma escalada da violência na Líbia. Os militares responderam aos protestos contra o governo usando caças e helicópteros militares, segundo testemunhas. Há relatos de mercenários disparando indiscriminadamente contra a população. Há quase 300 mortos, segundo fontes médicas e da oposição.
O Conselho pediu que o governo "assuma suas responsabilidades e proteja o povo líbio", aja com moderação e respeite os direitos humanos e as leis humanitárias internacionais. Além disso, foi solicitada a permissão para a entrada de investigadores internacionais e agências humanitárias no país.

Ibrahim Dabbashi, vice-embaixador da Líbia na ONU, afirmou que o comunicado do Conselho de Segurança "não é forte o bastante, mas é um bom começo para acabar com o derramamento de sangue". O diplomata disse na segunda que Kadafi estava cometendo um genocídio na Líbia.

As marchas em Trípoli, Benghazi e outras cidades líbias seguem-se às revoltas populares que derrubaram ditaduras que duravam décadas no Egito e na Tunísia. Kadafi está no poder na Líbia há 41 anos e mantém os militares e a mídia do país sob forte controle. O país tem o maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da África, mas a riqueza obtida com o abundante petróleo não é bem distribuída entre a população. O índice de desemprego é de cerca de 30%.

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PC Magazine - Março 2011

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Imagens engraçadas/curiosas - 22/02/2011

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Via Knuttz/Ueba

Jornal O Globo em PDF, Terça, 22 de Fevereiro de 2011

Kadafi faz rápida aparição na TV estatal para negar rumores e dizer que continua na Líbia - TRÍPOLI - Apesar de ter perdido o apoio de militares e importantes membros do governo - dentro e fora da Líbia - e da crescente condenação internacional pela forma que vem reprimindo as manifestações populares, o ditador líbio Muamar Kadafi continua, ao menos publicamente, ignorando a crise. Em comparecimento de cerca de 20 segundos na TV estatal, ele se limitou a desmentir os rumores de que teria fugido da Líbia e deixou uma mensagem curta e direta: a de que continua no poder.
- Eu estou em Trípoli, não na Venezuela. Não acreditem nesses canais que pertencem a cachorros vira-latas -disse Kadafi, segundo a TV árabe al-Jazeera, em seu primeiro pronunciamento sobre a situação na Líbia desde o início dos protestos, há seis dias.
- Eu queria dizer alguma coisa aos jovens na Praça Verde (em Trípoli) e ficar acordado com eles até tarde, mas começou a chover. Graças a Deus, isso é uma boa coisa - completou o ditador, segurando um guarda-chuva.

Os protestos contra o mais longevo ditador do mundo árabe, no poder há mais de quatro décadas, tiveram nesta segunda-feira, dia em que realmente chegaram a Trípoli, seu momento mais violento. Testemunhas relataram que aviões e helicópteros abriram fogo contra manifestantes, numa ação que teria deixado mais de 60 mortos só na capital.

Saif al-Islam, filho de Kadafi, disse que os ataques aéreos tinham como alvo depósitos de munições e não áreas povoadas de Benghazi - epicentro dos protestos e segunda maior cidade do país - e Trípoli. A ONG Human Rights Watch diz que pelo menos 223 pessoas morreram em cinco dias de violência. Grupos de oposição garantem que a cifra é muito maior.

Os números e as informações carecem de confirmação oficial ou independente, uma vez que o regime líbio proíbe a atuação da imprensa no país. O governo cortou as linhas de telefone e, pela falta de fotógrafos no local, jornalistas vêm dependendo de fotos de autoria desconhecida para relatar os protestos.

Aparentemente, os manifestantes assumiram o controle de várias cidades no leste do país, perto do Egito. Na fronteira, as Forças Armadas egípcias disseram que os guardas da Líbia se retiraram e que agora a divisa é controlada por "comitês do povo", que decidem que entra e sai do país.
Isolamento

O isolamento de Kadafi ganhou força logo no início da segunda-feira, quando embaixadores líbios na Índia, na China e na Liga Árabe deixaram o cargo em protesto à ofensiva do governo. O ministro da Justiça, Mustafa Mohamed Abud al-Jeleil, também renunciou em protesto ao "uso excessivo de violência".

Na ONU, a rejeição às ações do regime foram ainda mais firme. O vice-embaixador líbio no organismo, LIbrahim Dabbashi, recomendou publicamente a renúncia do ditador, que segundo ele "declarou guerra ao povo" e está cometendo um "genocídio".

Dia al-Hotmani, porta-voz da missão líbia na ONU, disse que os diplomatas líbios "estão apenas com o povo", e não com Kadafi.

Entre os militares, o ditador líbio também perdeu apoio. Um grupo de oficiais do Exército divulgou um comunicado pedindo que seus companheiros "se juntem ao povo" e ajudem a derrubar Kadafi, segundoa rede árabe al-Jazeera. Dois coronéis da Força Aérea chegaram a fugir com seus caças para Malta, após se recusarem a cumprir a ordem de bombardear manifestantes.
Condenação internacional

Diversos governos estrangeiros condenaram a repressão aos manifestantes, que agem sob inspiração das recentes revoltas populares nos vizinhos Egito e Tunísia.

Em uma conversa por telefone, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, deixou clara sua "profunda preocupação com o aumento crescente da violência" e pediu o fim imediato dos confrontos.

O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, condenou a repressão a manifestantes na Líbia e disse que um avião com brasileiros está aguardando autorização para deixar a cidade de Benghazi.

O premier britânico, David Cameron, e o presidente da França, Nicolas Sarkozy, condenaram, de forma firme a reação do governo Kadafi, assim como a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, que classificou as ações como um "banho de sangue inaceitável".

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Jornal O Dia em PDF, Terça, 22 de Fevereiro de 2011

Brasileiros ilhados em país mergulhado na barbárie:
Rio - O risco de guerra civil na Líbia é cada vez maior e ameaça cerca de 600 brasileiros que vivem no país norte-africano. Ontem, a revolta popular contra a ditadura de Muammar Khadafi chegou à capital, Trípoli. Há relatos de que militares teriam massacrado manifestantes com bombardeios aéreos. Na cidade de Benghazi, onde a situação é mais dramática, há 123 brasileiros. Entre eles, um carioca e sua família, isolados numa casa com cerca de 50 pessoas. Comida e água já começam a ficar escassas. Quase todo o grupo nesta cidade é de funcionários da construtora Queiroz Galvão. Até ontem à noite, o destino dos brasileiros permanecia incerto, uma vez que o governo fechou o espaço aéreo de Trípoli. Em toda a Líbia, os choques entre militares e manifestantes já teriam matado cerca de 400 pessoas.

Corpos nas ruas

Ontem, a emissora de TV ‘Al Jazeera’ mostrou imagens de ruas de Benghazi, com corpos carbonizados, baleados, mutilados e esquartejados. É lá que está o biólogo carioca Roberto Roche Moreira, 52 anos, que há dois anos participa de obras de infraestrutura pela Queiroz Galvão no local. Com ele estão a mulher, Débora Kloeppel, e os filhos Bernardo, 5, e Marina, 16.

Segundo a jornalista Mariana Moreira, 27, filha de Roberto que está no Brasil, o grupo foi levado domingo para esta casa, na expectativa de embarcar para Trípoli. “Mas eles não conseguem sair porque as ruas estão tomadas de manifestantes, alguns armados de pedras e paus”, diz Mariana.

A Queiroz Galvão chegou a fretar voo para ir a Trípoli e, depois, voltar ao Brasil com os funcionários, mas militares que controlam o aeroporto não permitiram o resgate. Com dificuldades de contatar parentes — a Internet não funciona e os celulares só recebem ligação —, familiares no Brasil estão desesperados e pedem agilidade ao governo brasileiro.

O Ministério das Relações Exteriores afirmou que o embaixador do Brasil em Trípoli, George Ney de Souza, pediu ao governo líbio que autorize a aeronave fretada a fazer o resgate. Ainda não há planos para que seja enviado avião da FAB, como pedem alguns dos brasileiros na Líbia.

Renúncias em série

O ministro da Justiça líbio, Mustafa Mohamed Abud Al Jeleil, e diplomatas no exterior renunciaram aos cargos devido ao uso excessivo de violência contra manifestantes. Militares na fronteira com o Egito estariam desertando e indo para o país vizinho, em que a ditadura de Hosni Mubarak foi derrubada há pouco mais de uma semana. Dois militares teriam fugido para Malta com seus caças por se recusarem a combater os protestos. Prédios do governo e da TV estatal foram incendiados. Coalizão de líderes muçulmanos líbios declarou que é “obrigação de todo muçulmano se rebelar contra o governo”.

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On the Pipe 6

Jornal O Estado de SP em PDF, Terça, 22 de Fevereiro de 2011

Na televisão, Kadafi ignora protestos e pressão internacional - TRÍPOLI - O coronel Muamar Kadafi apareceu por menos de um minuto na televisão estatal da Líbia nesta segunda-feira, 21, apenas para refutar os "rumores maliciosos que foram transmitidos" à população e confirmar que não deixou o país. "Não estou na França ou na Venezuela. Ainda estou aqui", disse o líder líbio, alvo dos protestos que tomaram conta do país nesta e resultaram em centenas de mortes após a repressão dos militares.A emissora estatal informou tratar-se de uma transmissão ao vivo a partir da residência de Kadafi em Trípoli, capital líbia. Durante o dia circularam rumores segundo os quais Kadafi teria deixado o país por conta das pressões populares. As informações sobre o local e se a transmissão foi realmente feita ao vivo não puderam ser confirmadas devido ao rígido controle das autoridades sobre a mídia no país.

Kadafi foi à televisão no dia em que a repressão aos protestos tomou proporções imensas. Houve relatos de aviões e helicópteros militares bombardeando áreas de protestos e de mercenários contratados pelo governo para disparar contra os opositores. Tais ações teriam deixado somente 250 mortos, segundo fontes médicas. Um diplomata líbio na Organização das Nações Unidas (ONU) disse que Kadafi estava comentendo "um genocídio".

O diplomata não o único funcionário do governo a criticar Kadafi. O ministro da Justiça e outros membros do gabinete deixaram seus postos em resposta à repressão de Kadafi aos protestos. Embaixadores da Líbia em todo o mundo, inclusive nos EUA, também renunciaram em repúdio às ações dos militares.

A comunidade internacional também não se calou e pressionou o coronel a cessar a violência contra os manifestantes - negada pelas autoridades líbias. A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, pediu o "fim do banho de sangue" no país. Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU, condenou os ataques aéreos contra os civis, o que chamou de "crimes contra a humanidade".

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Compilação de acidentes de carros na Rússia

Hooked

Arte Ideias - Edição 71

Resumo da semana - 20/02/2011

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Carros antigos - Estacionados na rua

Se você gosta de carros antigos e quer ver mais de 1.000 fotografias deles feitas na rua, basta clicar na imagem abaixo.

Jornal O Globo em PDF, Segunda, 21 de Fevereiro de 2011

Deputados do Rio têm verba para percorrer 300km por dia
Apesar de gastar cerca de R$ 2,6 milhões anualmente com o auxílio-combustível dado aos deputados, a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) não tem controle sobre como esse benefício é utilizado. Os parlamentares recebem um cartão com um crédito mensal de 1.150 litros, que lhes permite rodar, em média, 300 quilômetros por dia, o equivalente a uma viagem a Taubaté, em São Paulo. Mas a Alerj não tem como saber se o combustível foi mesmo parar no tanque dos 70 carros oficiais dos deputados, já que o cartão não identifica que veículo foi abastecido.
Na prática, os parlamentares podem usar o benefício do jeito que quiserem. E os créditos não utilizados acumulam de um mês para o outro. No ano passado, mesmo com a pequena atividade parlamentar devido às eleições, o gasto com o auxílio superou o total de 2009 em R$ 30 mil.


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Jornal O Dia em PDF, Segunda, 21 de Fevereiro de 2011

Mengão, nos pênaltis, se classifica para final da Taça Guanabara:
Rio - O Flamengo está classificado para a final da Taça Guanabara 2011. Após empate em 1 a 1 no tempo normal, o Rubro-negro levou a melhor nas cobranças de pênaltis ( 3 a 1) e agora vai enfrentar o Boavista, no proximo domingo, pelo título do primeiro turno do Carioca 2011. Léo Moura, Renato Abreu e Fernando converteram. Everton, Somália e Renato Cajá perderam. No final, Flamengo 3 a 1.Rio - O Flamengo garantiu neste domingo sua vaga para a final da Taça Guanabara, primeiro turno do Campeonato Carioca. Jogando no Estádio do Engenhão, o time de Ronaldinho, Thiago Neves, Diego Maurício e companhia eliminou o Botafogo com uma vitória por 3 a 1 nos pênaltis, após empate em 1 a 1 entre as duas equipes no tempo regulamentar.
A partida foi marcada pelas atuações destacadas dos dois goleiros: Jéfferson, que fez uma grande partida no tempo regulamentar, e Felipe, que defendeu dois pênaltis na série decisiva. No fim, melhor para o rubro-negro, que classificou sua equipe e eliminou o rival.

Além de avançar à decisão, o Flamengo se manteve invicta em jogos oficiais no ano: em nove jogos, foram oito vitórias (sete pelo Carioca e uma pela Copa do Brasil) e um empate. Classificado e dono da melhor campanha no Estadual, o time decide o título do turno contra o surpreendente Boavista, que eliminou o Fluminense na véspera também nos pênaltis. O confronto acontece no próximo domingo, às 16h (de Brasília).
Em meio a sua excelente fase, o Flamengo não demorou para abrir o placar: aos 14min do primeiro tempo, após escanteio cobrado pela direita do ataque, o zagueiro Ronaldo Angelim apareceu em meio à defesa botafoguense e desviou a bola de cabeça, inaugurando o marcador no Estádio do Engenhão. Festa do torcida rubro-negra, que cantava nas arquibancadas.

Mas apesar de sair na frente, o Flamengo não imprimiu maior ritmo, e apenas viu o Botafogo tentar - sem sucesso - equilibrar o jogo. Assim, a melhor chance antes do intervalo veio apenas aos 42min, em lançamento de Ronaldinho para Fernando, que o volante cruzou para a cabeçada de Thiago Neves ¿ Jefferson, bem colocado, fez a defesa no ângulo.

Mas sem aproveitar, os rubro-negros deram espaços e permitiram o crescimento do Botafogo no segundo tempo. Logo aos 4min, Alessandro fez lançamento rasteiro para Loco Abreu pelo lado direito; o camisa 13 recebeu em ótima condição e, dentro da área, girou para chutar de direita e empatar a partida. Desta vez, festa alvinegra.

A partir daí, o uruguaio passou a se destacar, principalmente nas jogadas criadas com Renato Cajá e Herrera. Ronaldinho tentou uma resposta aos 22min, chutando cruzado após escanteio cobrado por Thiago Neves, mas Jefferson desviou e evitou o 2 a 1. Em compensação, os comandados de Joel Santana seguiram melhores - em especial, com o chute de Everton aos 31min que passou rente à trave.

O Botafogo ainda reclamou um pênalti de Renato Abreu aos 40min, em toque de braço na bola, enquanto o Flamengo teve chances com Negueba, aos 42min, e Ronaldinho, batendo falta aos 47min - Jefferson salvou ambas.

Nos pênaltis, porém, o goleiro do Botafogo não conseguiu brilhar e acabou ofuscado por Felipe. O camisa 1 do Flamengo defendeu as cobranças de Éverton e Somália, enquanto os rubro-negros marcaram com Léo Moura, Renato Abreu e Fernando e colocaram o time na decisão da Taça Guanabara.

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Jornal O Estado de SP em PDF, Segunda, 21 de Fevereiro de 2011

ONG de vereadora do PC do B cobra taxa para implantar programa federal: A organização não governamental (ONG) Bola Pra Frente cobra de prefeituras uma taxa de intermediação do Programa Segundo Tempo, do Ministério do Esporte, comandado por Orlando Silva, filiado ao PC do B. Documentos obtidos pelo Estado revelam que a entidade, dirigida por membros do partido, exige de prefeitos do interior paulista uma comissão para levar o Segundo Tempo para as cidades. O programa do ministério foi criado para oferecer a crianças e jovens carentes a prática esportiva após o turno escolar e também nas férias. O esquema da Bola Pra Frente é cobrar uma espécie de "taxa de sucesso" conforme cada criança cadastrada. Só que a ONG já recebe recursos do governo federal justamente para implantar o programa. Atualmente, a entidade, que é dirigida pela ex-jogadora de basquete Karina Rodrigues, filiada ao PC do B e vereadora na cidade de Jaguariúna (SP), mantém um contrato de R$ 13 milhões com o Ministério do Esporte.

Para beneficiar 600 crianças na cidade de Cordeirópolis com o projeto do governo federal, a Bola Pra Frente cobrou da prefeitura uma taxa mensal de R$ 15 por aluno. Segundo os documentos, a prefeitura teve de pagar R$ 90 mil no ano passado para a ONG, em parcelas mensais, num prazo de 10 dias, após o "recebimento dos serviços".

O prefeito da cidade decidiu não pagar mais pela intermediação, não renovou o contrato, e pediu em novembro passado, por ofício, a parceria direta ao Ministério do Esporte para "viabilizar a continuação do Programa Segundo Tempo" sem a necessidade de "empresas para assessoria". Até a semana passada, o ministério não havia respondido à prefeitura de Cordeirópolis.

"Principal referência". Desde 2004, a ONG Bola Pra Frente conseguiu, sem licitação, o privilégio de aplicar o Segundo Tempo no interior paulista. É a campeã de recursos recebidos do projeto do Ministério do Esporte.

Recebeu R$ 28 milhões do governo até hoje, sendo R$ 13 milhões no contrato vigente até o fim deste ano. Com o dinheiro, deveria criar núcleos esportivos nas cidades e dar aulas às crianças. O contrato não fala em parcerias com prefeituras ou algo parecido. A responsabilidade pelo projeto é da entidade.

Em entrevista ao Estado, Karina Rodrigues admitiu que o prefeito que não paga não leva o programa do governo federal. "Eu não tenho como implantar o projeto na cidade dele", disse. Karina fundou a ONG e hoje atua como "coordenadora-geral". Recebe R$ 5 mil oficiais de salário da entidade. "A Bola pra Frente é a principal referência dentro do Segundo Tempo", disse o ministro Orlando Silva numa visita à cidade de Jaguariúna (SP).

O documento assinado entre a ONG e a prefeitura de Cordeirópolis evita mencionar a palavra Segundo Tempo, mas, questionada pelo Estado, Karina acabou admitindo que a parceria se refere ao projeto do governo federal. "Sim, era o Segundo Tempo", disse, em conversa gravada.

"A contratante pagará à contratada o valor global estimado de R$ 90.000,00", diz o documento da administração municipal de Cordeirópolis, assinado pelo prefeito Carlos Cézar Tamiazo (PPS) e pela presidente da ONG, Rosa Malvina da Silva. Uma tabela explica o "valor unitário" de R$ 15 por aluno.

A mesma prática ocorreu com a prefeitura de Ourinhos (SP), que teve de pagar R$ 110 mil para receber o Segundo Tempo. Outros prefeitos relataram que é comum esse pagamento. Para tanto, simulam tomadas de preço ou aprovam projeto de lei para garantir o convênio.

Ao todo, a ONG Bola Pra Frente, cujo nome recentemente foi alterado para "Bola Pra Frente Brasil", atende cerca de 18 mil crianças. O Ministério do Esporte informou que ainda não respondeu à prefeitura de Cordeirópolis porque há pendências burocráticas a serem cumpridas pelo município. "O ministério recebeu o ofício em 6 de dezembro de 2010. Esclarecemos que o encaminhamento de ofício não é suficiente para a formalização do programa Segundo Tempo."

PARA LEMBRAR

Partido turbina caixa em todo o País com ação

Reportagens publicadas ontem pelo Estado mostraram que o programa Segundo Tempo, do Ministério do Esporte, serve para gerar dividendos eleitorais e financeiros ao PC do B em todo o País.

A reportagem visitou o programa em São Paulo, Piauí, Santa Catarina, Brasília e Goiás e flagrou entidades de fachada recebendo recursos do projeto, núcleos esportivos fantasmas, outros abandonados ou em condições precárias com crianças expostas ao mato alto e todo tipo de detritos.

Em algumas unidades faltam uniforme e calçados para as crianças, os salários de funcionários estão atrasados e a merenda, vencida.

RAIO X

Programa Segundo Tempo

Ano de criação: 2003

Quem comanda: Ministério do Esporte

Objetivo: oferecer prática esportiva para crianças e jovens carentes após o turno escolar e também nas férias

Recursos já recebidos: R$ 1,5 bilhão, até hoje

Orçamento para 2011: R$ 255 milhões

Crianças cadastradas, segundo o ministério: cerca de um milhão

Formato: PDF
Tamanho: 21 MB

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Jornal O Globo em PDF, Domingo, 20 de Fevereiro de 2011

* Primeiro Caderno. Petrobras burla a lei e usa terceirizados como fiscais. Dos 371 mil servidores da estatal, 291 mil não são concursados

* Segundo Caderno. O sucesso de bandas como Arcade Fire e Vampire Weekend mostra a ascensão das gravadoras independentes, que começam a ocupar o lugar das multinacionais.

* Esporte. Flu dá vexame e fica fora da final. O Boavista eliminou o Fluminense nos pênaltis (4 a 2), ontem, no Engenhão, e vai à final da Taça Guanabara. No tempo normal, o jogo terminou 2 a 2. Hoje, Flamengo e Botafogo fazem a outra semifinal.

* Boa Chance. Ronaldo Fenômeno e o ex-presidente Lula são só dois exemplos da crescente resistência à aposentadoria.

* Morar Bem. Crescimento do mercado de imóveis produz boom de corretores. Nem sempre preparados.

* Revista da TV. Chegou a hora de dar tchau. Fim do fenômeno “Hannah Montana”, vivida por Miley Cyrus, abre caminho para a renovação do gênero.

* Revista O Globo. A tristeza é azul e branca. Portelenses ilustres como Paulinho da Viola analisam altos e baixos da escola, que, atingida por incêndio, está fora da disputa pelo título.

* Revista Estandarte de Ouro 40. Estandarte de Ouro quarentão.
Criado em 1972, quando as escolas ainda desfilavam na Avenida Presidente Vargas, o Estandarte de Ouro chega este ano à 40ª edição premiando os maiores talentos do carnaval.

Formato: PDF
Tamanho: 30 MB

Jornal O Estado de SP em PDF, Domingo, 20 de Fevereiro de 2011

Cercado por fraudes, Segundo Tempo turbina caixa e políticos do PC do B: Projeto do Ministério do Esporte só em 2010 distribuiu R$ 30 milhões a ONGs de dirigentes e aliados do partido; ‘Estado’ percorreu núcleos esportivos no DF, GO, PI, SP e SC e flagrou convênios com entidades de fachada, situações precárias e de abandono - BRASÍLIA - Principal programa do Ministério do Esporte, comandado por Orlando Silva, o Segundo Tempo, além de gerar dividendos eleitorais, transformou-se num instrumento financeiro do Partido Comunista do Brasil (PC do B), legenda à qual é filiado o ministro. A reportagem do Estado foi conhecer os núcleos do Segundo Tempo no Distrito Federal, em Goiás, Piauí, São Paulo e Santa Catarina. A amostra, na capital e região do entorno, no Nordeste mais pobre ou no Sul e no Sudeste com melhores indicadores socioeconômicos, flagrou o mesmo quadro: entidades de fachada recebendo o dinheiro do projeto, núcleos esportivos fantasmas, abandonados ou em condições precárias.

As crianças ficam expostas ao mato alto e a detritos nos terrenos onde deveriam existir quadras esportivas. Alguns espaços são precariamente improvisados, faltam uniformes e calçados, os salários estão atrasados e a merenda é desviada ou entregue com prazo de validade vencido.

No site do ministério, o Segundo Tempo é descrito como um programa de "inclusão social" e "desenvolvimento integral do homem". Tem como prioridade atuar em áreas "de risco e vulnerabilidade social", criando núcleos esportivos para oferecer a crianças e jovens carentes a prática esportiva após o turno escolar e também nas férias.

Conferidas de perto, pode-se constatar que as diretrizes do projeto, que falam em "democratização da gestão" foram substituídas pelo aparelhamento partidário. A reportagem mostra, a partir deste domingo, 20, como o ministro Orlando Silva, sem licitação, entregou o programa ao PC do B.

O Segundo Tempo está, majoritariamente, nas mãos de entidades dirigidas pelo partido e virou arma política e eleitoral. Só em 2010, ano eleitoral, os contratos com essas entidades somaram R$ 30 milhões.

O Ministério do Esporte afirma que "cabe à entidades parceira promover a estruturação do projeto". Questionado sobre as situações constatadas pelo Estado e pelo controle partidário do programa, o ministério defendeu o critério de escolha das entidades sob o argumento que é feita uma seleção técnica dos parceiros.

Terreno vazio. O dinheiro deveria ser usado para criar 590 núcleos e beneficiar 60 mil crianças carentes. Na procura por um núcleo cadastrado na cidade do Novo Gama (GO), por exemplo, a reportagem encontrou um terreno baldio onde deveria funcionar um campo de futebol. Cerca de 2,2 mil crianças foram iludidas na cidade por uma entidade sem fins lucrativos fantasma.

No Novo Gama, o programa Segundo Tempo é só promessa, mas, na última campanha eleitoral, foi usado como realidade pelo vice-presidente do PC do B do DF, Apolinário Rebelo. O mesmo ocorreu na Ceilândia (DF).

Em Teresina (PI), no lugar de uma quadra poliesportiva os jovens usam um matagal, onde improvisam tijolos e bambus para jogar futebol e vôlei. Do lado de fora, no muro do terreno, a logomarca do Segundo Tempo anuncia que ali existiria um núcleo do programa. O local é um dos espaços cadastrados por uma entidade que já recebeu R$ 4,2 milhões para cuidar do projeto. Seus dirigentes são do PC do B.

Lideranças de comunidades carentes de Santa Catarina criticaram a intermediação do Instituto Contato, dirigido pelo PC do B, no Segundo Tempo e anunciaram que abriram mão do projeto. Aulas de tênis são dadas na calçada, com raquetes de plástico. Em Florianópolis, a reportagem encontrou um lote de suco de groselha com validade vencida num núcleo do programa.

A campeã de recursos do governo é a ONG Bola Pra Frente, dirigida pela ex-jogadora de basquete Karina Rodrigues, vereadora de Jaguariúna (SP) pelo PC do B - R$ 28 milhões foram repassado à entidade desde 2004.

Prestação de contas

O Ministério do Esporte afirma, em seu site, que todos os convênios do programa Segundo Tempo devem fornecer "descrição detalhada dos materiais, bens ou serviços adquiridos"

Para entender

O Programa Segundo Tempo foi criado no começo do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na teoria, o objetivo é oferecer a crianças e jovens carentes oportunidade de prática esportiva após o turno escolar e nas férias.

O Ministério do Esporte fecha parcerias com entidades sem fins lucrativos, que assumem a tarefa de botar em prática o Segundo Tempo. Prefeituras também fazem convênio com o governo. A ideia é criar núcleos esportivos e contratar professores. Segundo o ministério, o Segundo Tempo deve "oferecer práticas esportivas educacionais, estimulando crianças e adolescentes a manter uma interação efetiva que contribua para o seu desenvolvimento integral".

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Jornal O Dia em PDF, Domingo, 20 de Fevereiro de 2011

Isis Valverde brilha em 'Ti-ti-ti' e encanta o público
Dividida entre dois amores na trama das sete, atriz garante que na vida real é prática nos assuntos do coração - Rio - Com um sorriso no rosto e um pratinho de bolo nas mãos, Isis Valverde entra na sala de imprensa do Projac para a entrevista com a TV TDB! Bem disposta, nem parecia a mesma atriz que, no início da tarde, chegara ao estúdio depois de sentir dores no estômago e ânsia de vômito. Sim, a menina linda que vive sua primeira protagonista na novela ‘Ti-ti-ti’ sofreu uma crise de gastrite e precisou ser medicada. Mas, recuperada, enfrentou seis horas de gravação para dar continuidade ao dilema de sua personagem, a modelo Marcela, que não sabe se fica com Renato (Guilherme Winter) ou Edgard (Caio Castro).

“Acho que dá para perceber que ela tem mais amor e carinho por um e, pelo outro, é mais paixão e tesão. Há muita coisa acontecendo na vida dela, uma tsunami de sentimentos”, avalia Isis, que prefere não revelar sua torcida por um dos bonitões. “Fiz parte da construção da personagem, não posso agora tomar a frente de seu futuro, dizer com quem ela deve terminar. Mas sei que o público também está bem dividido”.

Aos 23 anos, nascida em Belo Horizonte, mas criada em Aiuruoca, no interior de Minas Gerais, Isis mantém a simplicidade de menina, mas mostra um comportamento decidido de mulher. Afirma que não teve tempo sequer de ter medo quando foi convidada pelo diretor Jorge Fernando, no aeroporto, para ser protagonista do núcleo jovem do remake escrito por Maria Adelaide Amaral.

“Depois, na festa de lançamento da novela, pensei: ‘Que loucura!’. É lógico que foi uma responsabilidade grande”, admite a atriz, que estreou como a Ana do Véu, em ‘Sinhá Moça’ (2006), fez uma elogiada participação em ‘Paraíso Tropical’ (2007), como a prostituta Telma, mas ganhou popularidade mesmo como a Rakelli, de ‘Beleza Pura’ (2008).

Quando chegou ao Rio, em 2005, não era seu sonho atuar em novelas. “Vim fazer um curso de teatro, no Tablado, e modelar, para ganhar um dinheirinho por fora”, conta a atriz, que cresceu vendo a mãe, Rosalba Valverde, fazendo teatro: “Ela me deixava na coxia”. No palco, chegou a fazer papel de árvore numa peça sobre Noel Rosa. Sobre a TV, achava que era uma coisa muito técnica, que não era sua praia. “Você bota aquela coisa nos olhos para fingir que chora. Achava um trabalho superficial, mas descobri que não era assim”, ressalta.

Na infância, Isis queria ser babá. “Adorava criança”, diz. Pensou também em ser veterinária. “Amo bicho. Sempre tinha um em casa”, conta. Mas a vocação artística já se manifestava em brincadeiras com a mãe, como a do príncipe e da Branca de Neve. Filha de atriz, ela só teve certeza do que queria quando entrou pela primeira vez num estúdio do Projac. “Eu me emocionei. Pensei: ‘Montaram uma casinha para mim e agora eu vou brincar.’ Mas é lógico que sei que há uma seriedade enorme por trás de tudo”.

Isis não se deslumbrou com o sucesso. Gosta de elogios, absorve as críticas, mas há um lado da fama com o qual ela ainda está aprendendo a lidar: o assédio. “Sinto falta de poder ir a uma feira, sair na rua, fazer um monte de coisas que você não pode por causa de outras pessoas”, confessa. “Se estiver de TPM, fico em casa. Mas levo tudo numa boa, porque convivo com isso desde os 17 anos. Existe uma curiosidade natural, eu entendo e não critico isso. Mas, às vezes, algumas pessoas passam do ponto, invadem tanto o espaço do outro que agridem”’.

Se no trabalho não tem qualquer tipo de constrangimento, dizendo ser capaz de fazer tudo por uma personagem, na vida pessoal a atriz jura ser tímida. Ou melhor, em ambientes públicos, ela não se sente confortável quando percebe que virou o foco da atenção. “O que me incomoda é ser observada. Se estou num restaurante, por exemplo, e tenho que me levantar para ir ao banheiro, todos ficam me olhando. Morro de vergonha”.

Por causa do trabalho, ela não consegue ter uma rotina. Mas, na medida do possível, tenta não abrir mão de duas coisas: malhar e dançar balé. É sua maneira de manter a boa forma. “Amo pegar peso na academia. Mas vou quando dá tempo. Às vezes, acordo às 7h para dançar. Mas estou parada há duas semanas, fazendo só fisioterapia, porque torci o pé em casa”, conta.

A atriz pegou gosto pela malhação graças à mãe. “Ela dava aula de ginástica numa academia. Eu ia junto dela e ficava brincando nos aparelhos. Cresci gostando de fazer exercício”, explica. Diferentemente de outras estrelas, Isis não segue uma dieta específica. É boa de garfo, sim, mas evita alimentos que contenham glúten, porque é alérgica a eles. “Como tudo o que tenho vontade, mas sou cuidadosa”, garante ela,devorando um milk-shake de chocolate.

Atriz já se considera casada

Se na ficção está confusa, balançada entre dois amores, na vida real Isis Valverde garante não ter esse tipo de problema em seus relacionamentos. É uma jovem de atitude. “Com relação às coisas do coração, eu sou mais prática. Já teria me decidido há muito tempo”, afirma a atriz, que já namorou os atores Marcelo Faria e Malvino Salvador. “Sempre sinto um friozinho na barriga, uma sensação de insegurança quando tenho que decidir o que fazer. Mas isso dura apenas meia hora. O que não dá é para ficar na cama, pensando e chorando como a Marcela”.

Atualmente, no amor, Isis vai bem, obrigada! Apesar de já se considerar casada, ela não confirma se pretende mesmo formalizar sua união com o noivo, o administrador de empresa Luis Felipe Reif, mas decreta: “O que importa é o que a gente está vivendo, estar feliz com a pessoa de quem você gosta”.

Sempre que pode, a atriz volta à sua cidade, Aiuruoca, no interior de Minas, onde moram a mãe, tios e primos. Lá é seu porto seguro. “É onde me escondo. Posso sair sozinha tarde da noite, andar na rua sem ser abordada. Mas todos têm muito carinho por mim”, conta ela, lembrando que sua personagem também é mineira. “Ela tem o meu jeitinho, a minha mineirice, mas é só o que temos em comum”.

Assim que terminar de gravar a novela das sete, em meados de março, Isis Valverde vai emendar outro trabalho. Ela vai protagonizar o filme ‘Faroeste Caboclo’, inspirado na música homônima da banda Legião Urbana. “Já estou fazendo a preparação para começar a filmar em março” adianta a atriz, que viverá Maria Lúcia, a mocinha da história. Mas, para ganhar o papel, ela teve que batalhar e participar de testes junto de outras candidatas. “Decorei até a letra da música”, gaba-se.

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