sábado, 9 de abril de 2011

Jornal O Globo em PDF, Sabado, 09 de Abril de 2011

* Primeiro Caderno. Adeus, crianças. Vítimas do ataque em escola são enterradas sob comoção; a polícia prendeu dois homens que venderam uma das armas ao criminoso.

* Segundo Caderno. Quadrinhos malditos, já nas bancas

* Esportes. Vivendo no improviso. Volante de origem, Allan,
de apenas 20 anos, agarrou a chance na lateral direita como
mais um desafio imposto em sua vida.

* Ela. A moda masculina se inspira nos pescadores: parcas, gorros, calças com a barra dobrada e camisetas listradas compõem o guardaroupa do inverno.

* Prosa & Verso. A bela argentina Pola Oloixarac, uma das
estrelas da próxima Flip, lança no Brasil seu romance de
estreia, que faz referências a filósofos e a Clarice Lispector.

* Revista Globinho. Ele não só passou parte da infância brincando com Pablo Picasso como chegou a morder o gênio da pintura.
Conheça a incrível história do inglês Tony Penrose.

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Folha de São Paulo em PDF, Sabado, 09 de Abril de 2011

Atirador fez mais de 60 disparos contra alunos:
O atirador que matou 12 alunos numa escola do Rio fez mais de 60 disparos com revólver usado no ataque e o recarregou nove vezes.
Wellington Menezes de Oliveira portava outra arma, com a qual efetuou poucos disparos, segundo a polícia.
O delegado Felipe Ettore, da Divisão de Homicídios, disse que Oliveira atirou a esmo nas salas.

Veja também:

O atirador que matou 12 alunos numa escola do Rio fez mais de 60 disparos com revólver usado no ataque e o recarregou nove vezes.
Wellington Menezes de Oliveira portava outra arma, com a qual efetuou poucos disparos, segundo a polícia.
O delegado Felipe Ettore, da Divisão de Homicídios, disse que Oliveira atirou a esmo nas salas.

Assassino era 'zoado' na escola, diz ex-colega

Carta mostra identificação não com pessoas, mas com bichos abandonados

Presidente do BNDES exorta industriais a criticar câmbio

Síria mata 29 em repressão a novos atos contra ditador

O redescobrimento do Brasil

Promotor de MS usa vídeo para apresentar ação

Há 50 anos, Yuri Gagarin fez a primeira viagem espacial

Dona de boate é a empresária de jogador da seleção sub-17

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Jornal O Estado de SP em PDF, Sabado, 09 de Abril de 2011

Dilma ''freia'' reajuste da gasolina:
A maior opositora para o eventual reajuste dos preços da gasolina é a presidente Dilma Rousseff. A afirmação é do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. "A Dilma é quem mais freia (o reajuste). Ela não quer aumento de preço (da gasolina)", afirmou Lobão, após o término do programa "Bom Dia Ministro", do qual participou ontem.

Segundo ele, a Petrobrás tem pleiteado o reajuste sob a justificativa de que os preços não sobem há nove anos e a última alteração ocorreu há dois anos, mas para baixo. O governo, porém, tem resistido ao aumento. "Temos dito que não concordamos com esse aumento", enfatizou.

O ministro admitiu, no entanto, que, se a cotação do barril de petróleo ultrapassar "muito" os níveis atuais, o reajuste será inevitável. Entretanto, Lobão não quis dar um valor exato. "A Petrobrás imaginava que, se o petróleo chegasse a US$ 105, teria de haver reajuste. Mas estamos a US$ 120 e não houve."

Os preços do petróleo voltaram a subir, fechando acima dos US$ 112 por barril ontem em Nova York, pela primeira vez em dois anos e meio. O preço do petróleo Brent fechou no nível mais alto desde julho de 2008 e apenas US$ 17 abaixo de seu recorde de fechamento.

Etanol. Lobão confirmou ontem que está em análise no governo uma proposta de taxação da exportação de açúcar para forçar as usinas a aumentar a produção do combustível e assim reduzir o preço do álcool ao consumidor. O ministro se referiu a uma das alternativas em estudo do governo para conter o avanço do preço do etanol, que disparou nos postos nos últimos dias.

O Estado apurou que essa será uma das medidas mais fortes adotadas pelo governo para evitar elevações do preço do produto, pois a produção de etanol e de biocombustíveis é uma das políticas do governo Dilma.

Isso porque os usineiros que receberam incentivos do governo para produzir etanol "desviaram" os benefícios e estão se aproveitando da alta cotação do açúcar no mercado internacional para aumentar as exportações, deixando o mercado interno desabastecido de etanol.

Lobão confirmou ainda que o governo está estudando uma forma de aumentar a regulação sobre o setor, que ficaria a cargo da Agência Nacional do Petróleo (ANP). "Temos de garantir o abastecimento dos automóveis que utilizam muito etanol." O ministro observou que ainda não há decisão tomada, mas ponderou que o governo estuda enviar uma nova lei ou medida provisória ao Congresso para mudar a regulação do etanol, colocando-a sob o mesmo rigor de controle da gasolina.

Segundo o ministro, o governo também quer privilegiar empréstimos às refinarias que produzem etanol, em vez de açúcar. O ministro afirmou, ainda, que solicitou ao presidente da Petrobrás, José Sergio Gabrielli, que a companhia produza mais esse tipo de combustível.

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Jornal O Dia em PDF, Sabado, 09 de Abril de 2011

Depois da tragédia, um abraço emocionado
Sobrevivente do ataque em escola, a pequena Jady consegue realizar o desejo de encontrar os policiais militares que interromperam massacre ainda maior em Realengo

Rio - ‘Vocês são os meus heróis’. A frase, carregada de emoção, foi a primeira dita pela pequena Jady Ramos, de 12 anos, sobrevivente da tragédia em Realengo, quando corria para abraçar os dois policiais militares que salvaram a sua vida. Pouco mais de 24 horas após o massacre, a aluna da Escola Municipal Tasso da Silveira encontrou o sargento Márcio Alexandre Alves e o cabo Ednei Feliciano da Silva, e deu aos PMs o mais sincero reconhecimento pela missão cumprida.
A emoção tomou conta do sargento, que ficou com os olhos cheios de lágrimas ao ver Jady. Ele, o cabo Ednei, a menina e sua mãe, a costureira Maria Lúcia Ramos, de 43 anos, se uniram num abraço que comoveu quem assistia à cena, ontem à tarde.Conhecer o homem que salvou sua vida era um desejo da estudante, que chegou a procurá-lo na tarde de quinta-feira, mas não o encontrou na porta do colégio. A menina escreveu carta de agradecimento, mas teve a chance de dizer pessoalmente o que sentiu ao escapar da morte: “Obrigado por me salvar e pela nova oportunidade de viver”.Ainda muito abatido, Alves não conseguiu definir o turbilhão de sentimentos e, com Jady no colo, desabafou.

“É uma mistura de sentimentos. Tristeza pelas vítimas fatais e alegria por saber que salvei o futuro dessa criança”, afirmou o PM, para complementar: “Dizem que homem não chora, mas sou humano e não resisti”.

‘Integrantes da família’

As lágrimas também marejaram os olhos do cabo Ednei, que era só sorrisos e afagos com Jady. “São momentos como esse que dão sentido ao nosso trabalho”, definiu.

O carinho da menina foi retribuído pelo sargento com conselhos que ele dá diariamente ao filho, Vítor Alexandre, da mesma idade de Jady: “Deus te deu a oportunidade de se salvar. Então, continue nesta linha do estudo. Estude bastante. É o que digo sempre ao meu filho”, lembrou.

Mãe da estudante, Maria Lúcia acompanhou o encontro e também fez questão de expressar gratidão. “Se você não estivesse lá, eu não teria nenhuma esperança de encontrar a minha filha viva”.

No fim da conversa, a mãe fez questão de pegar os números de telefone dos policiais e revelou a importância deles para a família depois da tragédia. “Eles se tornaram integrantes da família. Quero ter contato e convidá-los para todas as celebrações especiais que fizermos em casa”.

Cafuné da mãe, entrevistas e passeio em shopping

Após uma noite difícil, onde só foi possível dormir com o cafuné da mãe, Jady teve um dia corrido ontem, com entrevistas e gravações. Para se distrair e tirar da memória, mesmo que momentaneamente, as imagens de pânico vividos na escola, ela passeou com a mãe em um shopping da Zona Norte.

A cada dez metros, pessoas a reconheciam e faziam questão de abraçá-la. “É bom saber que estão desejando o meu bem. Dá mais força”, revelou Jady.

Para o fim de semana, os planos são de se afastar do local da tragédia. “Vou levá-la para passear amanhã (hoje) no borboletário de Oswaldo Cruz. Domingo, vamos preparar um almoço em família”, adiantou a mãe da menina, Maria Lúcia.

A criança aguarda autorização para entrar na escola e buscar o material escolar deixado para trás. “Minha mãe tentou pegar, mas não conseguiu. Semana que vem, quando for na missa de 7º dia, eu busco”.

PMs vivem dia de elogios e de sentimento do dever cumprido

O dia ontem foi de reconhecimento público para os PMs. Eles deram entrevistas e foram parabenizados pelo deputado federal Alessandro Molon, da Comissão de Segurança Pública da Câmara, que vai acompanhar as investigações do massacre. O comandante do 14º BPM, tenente-coronel Djalma Beltrami, chorou ao relembrar a ação. “Tenho a convicção de que, se não fosse o sargento e sua equipe, a tragédia seria muito maior. Me sinto orgulhoso”.

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sexta-feira, 8 de abril de 2011

Imagens engraçadas/curiosas - 08/04/2011

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Via Knuttz/Ueba

Outdoor Photographer - Maio 2011


Jornal da Tarde em PDF, Sexta, 08 de Abril de 2011

Rio: Dor e desespero:
Quinze minutos. Foi o quanto durou o crime mais brutal já cometido em um colégio do Brasil. Por volta das 8h15 de ontem, um ex-aluno de 23 anos disparou mais de cem tiros em duas salas da Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, zona oeste do Rio.

A mira do assassino Wellington Menezes de Oliveira foi fatal principalmente para as meninas: foram dez mortas e dez feridas. Outros quatro garotos foram atingidos, dois morreram. Entre os feridos, três estão em estado grave. Em Brasília, o caso arrancou lágrimas da presidente Dilma Rousseff.

No resto do País, causou comoção e reacendeu a discussão sobre a segurança nas escolas. No mundo todo, também se lembrou de massacres semelhantes ocorridos nos Estados Unidos e na Europa.

Uma testemunha contou que Wellington usava fone de ouvido e ria enquanto atirava. Entrou na escola de 400 alunos após dizer que tinha ido buscar seu histórico escolar. Bem vestido, de camisa verde, calça e sapatos pretos e mochila nas costas, ele subiu direto para a sala de leitura, onde foi reconhecido pela ex-professora Doroteia.

“Veio fazer palestra para os alunos?”, ela perguntou, referindo-se à programação de encontros com ex-alunos bem-sucedidos para comemorar os 40 anos da escola.

Não era o caso de Wellington. Doroteia pediu que ele esperasse um pouco, pois estava ocupada. Minutos depois, começou a tragédia. Ele saiu da sala, largou a mochila, colocou o cinturão com carregadores, entrou na sala da frente e anunciou: “Vim fazer a palestra”.

Em seguida, começou a mirar na cabeça das crianças das primeiras filas e a disparar com um revólver 38. Por coincidência, meninas eram maioria. A outra arma, um revólver 32, não foi usada.

Segundo relatos, ele mandava que os alunos fossem para a parede. Indiferente às súplicas, atirava na cabeça. Alguns estudantes se jogaram debaixo das mesas. Outros tentaram fugir. Quando Wellington parou de atirar para recarregar a arma, Patrick Figueiredo, de 14 anos, saiu correndo de mãos dadas com uma amiga.

Wellington acertou a menina, Patrick escorregou em uma poça de sangue e quebrou o dedo do pé. Em seguida, Wellington foi para a sala em frente e fez novos disparos. No andar de cima, uma professora ouviu os tiros e mandou que os adolescentes subissem para o auditório, no 4.º andar. Professores trancaram a porta e colocaram cadeiras e armários para bloquear a entrada.

Mesmo feridas, duas meninas conseguiram fugir da escola e avisar o sargento da PM Márcio Alves. Ele trocou tiros com Wellington no corredor do 1.º andar. Atingido na perna, o matador caiu na escada e, segundo Alves, se matou com tiro na cabeça logo depois.

Em sua mochila, foi achada uma carta em que ele pede para ser enterrado ao lado da mãe adotiva, Dicéa de Oliveira, e que seu túmulo seja visitado por um “seguidor de Deus”.

Ao saber do crime, parentes desesperados lotaram a frente da escola. E as ambulâncias não eram suficientes. “Foi uma cena pavorosa. A frente da escola estava cheia de criança ferida”, contou Luiz Alberto Barros, que socorreu seis delas em sua Kombi.

Abalada, Ana Paula Sampaio de Oliveira, tia de Karine, de 14 anos, uma das vítimas, contou que ficou sabendo do ataque pelo irmão.

Segundo ela, a família tentou ligar para o celular da menina, que estava na oitava série e morava com a avó, mas as ligações não eram atendidas.

Ela disse ainda que mais tarde um colega encontrou o aparelho e contou que a menina havia deixado cair ao morrer. “Karine começou a fazer atletismo há pouco tempo. Estava muito feliz e agora aconteceu isso.”

No Instituto Médico Legal, no centro, Waldir Nascimento, pai de Milena dos Santos Nascimento, de 14 anos, aluna do 6.º ano, deixou o prédio em estado de choque, depois de identificar a filha. “Ela adorava a escola, não tinha faltado nenhum dia neste ano.”

Ele tem mais duas filhas na escola, que não sofreram nada. Mas pretende tirá-las do colégio. ::

Pedro Dantas, Bruno Boghossian, Felipe Werneck, Glauber Gonçalves, Sabrina Valle, Alfredo Junqueira e Márcia Vieira

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Download Cafe House – Chill Lounge Ibiza Vol 2 (2011)

Lista de Musicas
01. The Ceremony
02. Café Noir 2002 (Chill Out version)
03. No more Rain
04. Ki-Mo-No
05. Proclamation (Soft House Remix)
06. The Pie
07. Room No 7
08. Unpleasant Surprise
09. Sleepy Bird
10. Namaskara
11. Walk, dont Run
12. La Mobile

Download – Funny HD Wallpapers


Download_Adriana_Calcanhotto_–_O_microbio_do_Samba_2011

Apesar do título, não estamos falando de um disco de samba.
Não o samba tradicional, que estamos habituados a ouvir, com o ritmo frenético das grandes escolas de samba. É um disco leve, calmo, que tem melodias e letras deliciosas que vão surpreender os fãs de Adriana Calcanhotto.
Adriana apresenta um disco totalmente inédito. As 12 canções têm uma sonoridade gostosa, num "samba" que acalma e que ressalta ainda mais a voz cristalina e inconfundível da cantora. Certamente temos música brasileira da melhor qualidade. E a Adriana sabe fazer isso muito bem! Um destaque importante neste disco, para as dedicatórias especiais da Adriana a duas cantoras que também tem o micróbio do samba em seus trabalhos. A faixa "Beijo Sem" é dedicada a Marisa Monte, que a gravou juntamente com Teresa Cristina, e já esteve em algumas rádios do segmento adulto. A faixa "Vai Saber?" é para Martinália, outro grande nome da musica brasileira. Este novo álbum é um grande presente para os fãs. Quem acompanha os sucessos da cantora, identificará em seu novo disco o seu grande talento nas letras, na sonoridade e que certamente terá o seu destaque na mídia em geral.

Lista de Músicas

01 Eu vivo a sorrir
02 Aquele plano para me esquecer
03 Pode se remoer
04 Mais perfumado
05 Beijo sem
06 Já reparô?
07 Vai saber?
08 Vem ver
09 Tão chic
10 Deixa, gueixa
11 Você disse não lembrar
12 Tá na minha hora

Jornal O Globo em PDF, Sexta, 08 de Abril de 2011

* Primeiro Caderno. ‘Ele atirava na cabeça’.
Aluna conta como foi o primeiro massacre em escola brasileira: 12 mortos e 12 feridos.

* Especial: Massacre em Realengo. O pavor que o Rio não conhecia. Massacre em escola de Realengo faz a cidade pacificada reviver o pesadelo da violência.

* Segundo Caderno. ‘Mini-Lincoln Center’. Secretário municipal de Cultura anuncia que Cidade da Música ficará pronta em julho e funcionará como um complexo de atividades artísticas.

* Esportes. Anistia geral para os clubes.

* Revista Rio Show. Passeios pela memória.

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Webuser - 07 Abril 2011


Mini Avião de Papel

Resumo Semanal 08/04/11

Amateur Photographer - 16 April 2011


Lubrax. Sua melhor escolha, fácil.

Lubrax evoluiu. O lubrificante com a tecnologia que você já conhece, agora tem embalagens mais modernas em uma linha mais fácil de entender.

Todas as mudanças foram desenvolvidas ouvindo a opinião de milhões de pessoas. Porque uma relação de confiança só acontece quando uma empresa atende às necessidades dos seus clientes.

MotoGP 2011 | Espanha

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Folha de São Paulo em PDF, Sexta, 08 de Abril de 2011

Ex-aluno mata 12 estudantes, na pior tragédia em escolas do país:
Em um massacre sem precedentes no país, um ex-aluno de uma escola municipal de Realengo (zona oeste do Rio) entrou ontem pela manhã com duas armas no local, matou dez meninas e dois meninos, feriu 12 e se suicidou. Wellington Menezes de Oliveira, 23, chegou à escola com dois revólveres e um cinto com munição. Alunos disseram que o assassino gritava a eles: "Vocês vão morrer agora".

Veja Também:

Mulher chora do lado de fora da escola onde ocorreu o massacre

Em um massacre sem precedentes no país, um ex-aluno de uma escola municipal de Realengo (zona oeste do Rio) entrou ontem pela manhã com duas armas no local, matou dez meninas e dois meninos, feriu 12 e se suicidou. Wellington Menezes de Oliveira, 23, chegou à escola com dois revólveres e um cinto com munição. Alunos disseram que o assassino gritava a eles: "Vocês vão morrer agora".

Relatório do mensalão propõe devassa no BB e em conta do PT

Fazenda decide aumentar o IOF também sobre crédito pessoal

Novo terremoto mata dois, fere cerca de 130 e assusta o Japão

Atirador era 'muito estranho', diz irmã adotiva

'Ele recarregava a arma e dizia que não ia me matar'

Por mais álcool, governo planeja taxar as vendas externas de açúcar

Câmara mantém prisão especial para quem tem curso superior

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Jornal O Dia em PDF, Sexta, 08 de Abril de 2011

Cenas de terror que não saem da cabeça dos alunos
Três adolescentes feridos estão em estado grave. Promessa do atletismo, menina pode perder os movimentos das pernas
Rio - Entre sobreviventes do massacre em Realengo, até ontem à noite, havia 12 crianças hospitalizadas, três em estado grave. Thayane Tavares Monteiro, 13 anos, é uma delas. Aluna do 8º ano do Ensino Fundamental e promessa do atletismo, a menina levou três tiros — na barriga, no quadril e no braço — e, com bala alojada na coluna, corre risco de ficar paraplégica. As cenas de terror não saem da cabeça dos alunos. Jade Ramos, 12 anos, ficou de frente com o assassino: “Ele gritava que não adiantaria correr. Mas fugimos para o 3º andar. A professora pediu que deitássemos no chão, no fundo da sala e em silêncio, para que ele não descobrisse. Ela colocou atrás da porta cadeiras, mesas, armário para dificultar a entrada dele”.

Minutos antes, Jade enfrentou momentos de pânico ao ver amigos baleados caindo pelos corredores: “Ele gritava: ‘Eu vou matar todo mundo. Ajoelha que eu vou te matar’. As crianças pediam pelo amor de Deus, mas não adiantou. Quem caiu na escada porque estava nervoso acabou baleado. Escondida na sala, peguei a canetinha e fiquei desenhando uma casinha na minha mão, para me manter calma”, lembrou Jade.

Sem sentir as pernas

Mãe de Thayane, Andréia Tavares contou que a filha não sente as pernas. “O técnico (de atletismo) falou que ela tem futuro. Já saltava 3,62 metros”, contou, orgulhosa e preocupada.

Patrick da Silva Figueiredo, 14, do 7º ano, quebrou perna e braço na fuga da sala, onde o atirador, após disparar pela primeira vez, recarregava a arma. Ele contou ao tio Elias Campista da Silva que aproveitou para correr de mãos dadas com uma amiga, mas Wellington atirou contra os dois. Patrick escapou, mas escorregou em poça de sangue e saiu da escola com a perna quebrada.

Palavras desconexas antes de disparar por 20 minutos

Por sorte, Iagor Mendes de Oliveira, 15, saiu ileso. Segundos antes de o atirador entrar na sua sala, ele saiu para ir ao banheiro e chegou a cruzar no corredor com Wellington, que falava “palavras desconexas”. Do lado de fora, ouviu os tiros. “Eu me escondi debaixo da pia. Foram mais de 20 minutos, com curtos intervalos entre os disparos”, lembrou. Uma menina que não se identificou viu a amiga morrer a seu lado, com um tiro na cabeça. E a filha de Vera Gomes, Renata, 13 anos, foi atingida por um tiro na barriga, mas tinha quadro estável. Outro estudante, Luan Vitor, 13, foi baleado na cabeça, na barriga e no olho. “Nunca imaginei uma violência desse tipo. Agora, a vida do meu filho está nas mãos de Deus”, chorou o pai dele, Valdeci José Pereira, 44 anos.

Marcos Vinícius e Silva Nunes, 10, estava na sala ao lado do massacre. “Quando saí, havia muito sangue. Encontrei minha mãe e a abracei. Agora, estou aliviado”, contou, ao lado da mãe, Lucia Regina.

Psicopata mata 12 estudantes em colégio municipal

Manhã de 7 de abril de 2011. São 8h20 de mais um dia que parecia tranquilo na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, Zona Oeste. Mas o psicopata que bate à porta da sala 4 do segundo andar está prestes a mudar a rotina de estudantes e professores, que festejam os 40 anos do colégio. Wellington Menezes de Oliveira, um ex-aluno de 24 anos, entra dizendo que vai dar palestra. Coloca a bolsa em cima da mesa da professora, saca dois revólveres e dá início a um massacre em escola sem precedentes na História do Brasil. Nos minutos seguintes, a atrocidade deixa 12 adolescentes mortos e 12 feridos.

Transtornado, o assassino atacou alunos de duas turmas do 8º ano (1.801 e 1.802), antiga 7ª série. As cenas de terror só terminam com a chegada de três policiais militares. No momento em que remuniciava dois revólveres pela terceira vez, o assassino é surpreendido por um sargento antes de chegar ao terceiro andar da escola. O tiro de fuzil na barriga obriga Wellington a parar. No fim da subida, ele pega uma de suas armas e atira contra a própria cabeça.

Na escola, a situação é de caos. Enquanto crianças correm — algumas se arrastam, feridas —, moradores chegam para prestar socorro. PMs vasculham o prédio, pois havia a informação da presença de outro atirador. São mais cinco minutos de pânico e apreensão. Em seguida, começa o desespero e o horror das famílias.

A notícia se alastra pelo bairro. Parentes correm para a escola em busca de notícias. O motorista de uma Kombi para em solidariedade. Ele parte rumo ao Hospital Albert Schweitzer, no mesmo bairro, com seis crianças na caçamba, quase todas com tiros na cabeça ou tórax.

Wellington, que arrasou com a vida de tantas famílias, era solitário. Segundo parentes, jamais teve amigos e passava os dias na Internet ou lendo livros sobre religião. Naquela mesma escola, entre 1999 e 2002, período em que lá estudou, foi alvo de ‘brincadeiras’ humilhantes de colegas, que chegaram a jogá-lo na lata de lixo do pátio.

A carta encontrada dentro da bolsa do assassino tenta explicar o inexplicável. Fala em pureza, mostra uma incrível raiva das mulheres — dez dos 12 mortos — e pede para ser enrolado num lençol branco que levou para o prédio do massacre. O menino que não falava com ninguém deixou seu recado marcado com sangue de inocentes estudantes de Realengo.

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Jornal O Estado de SP em PDF, Sexta, 08 de Abril de 2011

Violência e tragédia nas escolas
Ataque em Realengo, no Rio de Janeiro, entra para a triste lista de casos de massacres em instituições de ensino no mundo todo, de Dunblane a Colombine e Virginia Tech. IML divulga lista de vítimas do atirador do Rio; Cabral decreta luto de 7 dias. O Instituto Médico-Legal identificou 11 corpos e voltou a aumentar para 12 o número total de crianças mortas por um atirador dentro de uma escola em Realengo, zona oeste do Rio, na manhã desta quinta-feira, 7. Por causa do ataque na capital fluminense, o governador Sérgio Cabral decretou luto de sete dias no Estado. A medida foi anunciada após Cabral comparecer à Escola Municipal Tasso Silveira. O governador afirmou em coletiva que professores, funcionários e os 400 alunos da instituição estão recebendo assistência psicológica. A Polícia Civil havia reduzido o número de mortos para 11 - sem o atirador -, após o IML informar que haviam 13 adolescentes vítimas do ataque. No meio da noite, no entanto, mais um menino faleceu. Ao todo são 10 meninas e dois garotos vítimas de Wellington Menezes de Oliveira. Outros 12 jovens foram baleados e estão internados - pelo menos três em estado grave (uma menina corre o risco de ficar paraplégica).

Pelo menos quatro famílias já se dispuseram a fazer doação de tecidos das vítimas. O corpo do atirador também está no IML, mas nenhum parente apareceu ainda. A necropsia começou no início da noite.

O clima no IML é de consternação. Waldir Nascimento, pai de Milena dos Santos Nascimento, aluna do 6º ano, deixou o prédio chorando, depois de reconhecer o corpo da filha. "Ela adorava a escola, não tinha faltado nenhum dia este ano", contou Waldir, que tem mais duas filhas na escola. Ambas não sofreram nada. Ele disse que pretende retirá-las do colégio. Sobre a segurança da escola, ele afirmou que não culpa o Estado. "O que ele (o atirador) lá podia ter feito na Central do Brasil ou na praia. Não vou culpar o governo".

Suely Guedes, mãe de Jéssica Guedes Pereira, de 15 anos, já havia reconhecido a filha por foto no Hospital Albert Schweitzer, mas a família só confirmou a morte no IML. "O sonho dela era entrar na Marinha. Ela estava estudando para isso", contou a mãe, acrescentando que será difícil conviver com a perda. "Olhar para as coisas dela e o quarto vai ser muito difícil."

Nádia Ribeiro, madrinha de Mariana Rocha de Sousa, de 13 anos, ficou sabendo da tragédia pela imprensa. Ela contou que o irmão de 9 anos da vítima, que estuda no 3º andar da escola, ouviu os tiros no 2º andar, onde ficava a sala da irmã. A professora mandou que a turma inteira se abaixasse. Segunda ela, uma vizinha, colega de Mariana, a viu no chão, já sendo transferida para a maca. "Ela era muito vaidosa, queria ser modelo e adorava fotografar. Era muito estudiosa", descreveu Nádia.

A família da estudante Ana Carolina Pacheco da Silva também esteve no IML em busca da menina, mas não a reconheceu entre os corpos. A irmã, Ana Paula, disse que ela estava desaparecida desde a manhã e que iria continuar procurando por ela pelos hospitais da cidade.

Execução. Em entrevista nesta tarde, o deputado estadual Zaqueu Teixeira, presidente da Comissão de Segurança da Alerj, que esteve no local do crime, afirmou que as crianças foram acuadas pelo assassino, e depois executadas, com tiros disparados de cima para baixo.

Na avaliação dele, o fato de a maior parte das vítimas ser menina não é uma casualidade. "Não tem como não ser proposital uma quantidade de meninas tão grande", afirmou. Segundo Teixeira, o atirador teria utilizado um dispositivo para facilitar o carregamento do revólver. "No tempo que ele levaria para colocar uma munição, ele colocou seis." O deputado disse ainda que apesar de esse ter sido um fato incomum no País, é preciso buscar medidas preventivas.

Veja a lista parcial de vítimas:

- Ana Carolina Pacheco da Silva, de 13 anos

- Bianca Rocha Tavares, de 13 anos
- Géssica Guedes Pereira, sem identificação de idade
- Karine Lorraine Chagas de Oliveira, de 14 anos
- Larissa dos Santos Atanázio, sem identificação de idade
- Laryssa Silva Martins, de 13 anos
- Luiza Paula da Silveira, de 14 anos
- Mariana Rocha de Sousa, de 12 anos
- Milena dos Santos Nascimento, de 14 anos
- Rafael Pereira da Silva, de 14 anos
- Samira Pires Ribeiro, de 13 anos

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quinta-feira, 7 de abril de 2011

Imagens engraçadas/curiosas - 07/04/2011

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Folha de São Paulo em PDF, Quinta, 07 de Abril de 2011

Petrobras agora admite que gasolina pode subir:
Em mudança de discurso, o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, disse em SP que, se o preço do petróleo continuar no patamar atual, haverá reajuste nos combustíveis no país. Em Brasília, o ministro Guido Mantega afirmou que não há previsão de alta.
O barril tipo Brent, mais viscoso, subiu 22% em dois meses, para US$ 122,30.

Veja também:

Governo mexe de novo no IOF para tentar segurar dólar

Crise da dívida obriga Portugal a pedir ajuda à União Europeia

Lula despreza novo relatório da PF relativo ao mensalão

Tribunal anula licitação para limpeza do Tietê

Sutiã aos 6 suscita discussão sobre erotização infantil

Congresso decide suspender novas concessões de TV

Gibi de gêmeos brasileiros lidera ranking do "New York Times"

São Paulo vence por 2 a 0 e avança na Copa do Brasil

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Jornal O Globo em PDF, Quinta, 07 de Abril de 2011

* Primeiro Caderno. Petrobras prevê aumento da gasolina. Mantega nega. Gabrielli diz que será preciso acompanhar alta do barril no exterior.

* Segundo Caderno. São Paulo inspira disco de Camelo.

* Esportes. Botafogo e Vasco vencem. Flu perde.

* Revista Boa Viagem. Novas cores nas flores de Amsterdã.

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Jornal da Tarde em PDF, Quinta, 07 de Abril de 2011

Polícia Civil investigará mortes causadas por PMs
Todos os boletins de ocorrência que registrarem, a partir de hoje, resistência seguida de morte em ações da Polícia Militar na Grande São Paulo serão investigados pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), equipe da Polícia Civil especializada em assassinatos. Atualmente, essas apurações são de responsabilidade dos distritos policiais da área em que o homicídio ocorreu.

A medida – anunciada dois dias depois de o estadão.com.br divulgar áudio em que uma mulher narra ao Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) uma execução feita por policiais militares no Cemitério das Palmeiras, em Ferraz de Vasconcelos – causou polêmica e pode acirrar ainda mais o relacionamento entre as polícias Civil e Militar. Associações de classe e parlamentares enxergaram o ato como um desmerecimento ao trabalho da Corregedoria da PM e das apurações de distritos.

“Será publicada uma resolução da Secretaria de Segurança Pública (SSP) determinando que, em todos os casos em que haja resistência seguida de morte, o DHPP será comunicado imediatamente, para que haja uma apuração rigorosa de todos os casos”, disse o governador Geraldo Alckmin (PSDB), durante evento em Campo Limpo, na zona sul da capital.

A resolução será publicada nesta quinta-feira no Diário Oficial do Estado. “A fragilidade nas investigações é o motivo principal da violência cometida por alguns policiais. A atuação de um departamento especializado vai mudar esse quadro”, afirmou o secretário de Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto.

Outra mudança importante é que o local do homicídio passa agora a ser preservado para o trabalho da perícia, “mesmo nos casos em que houver remoção das pessoas lesionadas”.

Atualmente, os locais em que acontece a morte por resistência não são preservados, o que dificulta a coleta de provas. Cápsulas deflagradas na ocorrência, por exemplo, determinantes para apontar a autoria do homicídio, acabam não fazendo parte das investigações.

Cruzamentos telefônicos e escutas, entre outras técnicas usadas pelo departamento, também passam a constar nas apurações. Nas delegacias, os casos de resistência não eram investigados porque os crimes registrados no BO eram quase sempre o das vítimas que supostamente haviam trocado tiro com o policial. Assim, o autor do homicídio acabava se tornando vítima. “As corregedorias também vão continuar suas apurações. Isso vai valorizar o trabalho dos policiais que são corretos”, diz o delegado-geral, Marcos Carneiro Lima.

A restrição dos trabalhos à Grande São Paulo não deve atrapalhar a eficácia da medida. Nos últimos 15 anos, 72,8% dos casos de resistência ocorreram nesta região. Os casos serão distribuídos para as equipes do DHPP de acordo com a área de atuação. A assessoria da PM informou que não vai se manifestar sobre a medida.

Entre as entidades de classe, a que se manifestou indiferente à mudança foi a Associação dos Cabos e Soldados da PM. Segundo seu presidente, cabo Wilson Morais, a maioria dos policiais atua de acordo com o rigor das leis e não tem o que temer. “E se tiverem que se defender legitimamente nas ruas, não é o DHPP que vai impedir isso.”

Crise na segurança

A medida de encaminhamento de todos os casos de resistência seguida de morte ao DHPP é mais um capítulo da crise que se instalou na segurança pública e pode acirrar a animosidade entre as polícias Civil e Militar.

O deputado Major Olímpio (PDT) afirmou que, na campanha salarial de 2008, durante o confronto entre as polícias a poucos metros do Palácio do Governo, policiais civis ameaçavam: “Não vamos mais registrar resistência seguida de morte. Vamos apurar como homicídio doloso”, lembra.

Com a medida anunciada ontem por Alckmin, Olímpio acredita que haverá aumento na animosidade entre as polícias. “Vão se acirrar os sentimentos das forças, aumentar a desconfiança entre policiais”, disse. “Alckmin já esteve dez anos no governo. Quer dizer que a apuração dos DPs foi ruim em todo esse tempo?”, indagou.

Para o tenente Dirceu Cardoso Gonçalves, conselheiro da Associação de Assistência Social dos PMs do Estado de São Paulo (Aspomil), a medida coloca em descrédito a Corregedoria. “Parece que o governador não confia na PM. A cidadã que fez a denúncia confiou e está sendo protegida pela própria corporação”, disse.

O delegado George Melão, presidente do sindicato dos delegados, disse que o melhor seria aparelhar delegacias para as apurações e orientar. “Esses casos têm de ser registrados como resistência e homicídio. No histórico do BO é que se ressalta se houve ou não legítima defesa. Do jeito que se registra, é uma maneira de se mascarar estatística”, opinou.

Um dos defensores dos delegados na Assembleia Legislativa, deputado Campos Machado (PTB) acha acertada a decisão do governador. “É uma medida justa.” Machado diz que o secretário da Segurança, Antonio Ferreira Pinto, criou tantas situações que “conseguiu separar as polícias”.

Machado é autor de Projeto de Decreto Legislativo (PDL), de 2009, para sustar o decreto que subordinou a Corregedoria da Polícia Civil ao gabinete do secretário “Tratam os policiais civis como corruptos, inconfiáveis”, disse Machado. “Tratam PMs como matadores e corporativos”, disse Olímpio.

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Dançou...

Happy hour

Um ninho de beija-flores

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Espetacular!!!

Eita poluição do cabrunco....

O poder da flor

Jornal O Dia em PDF, Quinta, 07 de Abril de 2011


‘Puxadinho’ do tráfico em prédio construído no PAC
Um dos chefões do crime da Favela de Manguinhos ocupou apartamento erguido pelo governo e fez uma espécie de varanda - Rio - Um dos principais projetos do governo Lula e carro-chefe da campanha presidencial de Dilma Rousseff, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) parece estar fora do controle do poder público. Ontem, policiais do 22º BPM (Maré) comprovaram denúncias de que traficantes já ocupam vários dos 328 apartamentos do Conjunto Embratel, inaugurados em outubro pelo ex-presidente e pelo governador Sérgio Cabral.
A audácia é tanta que o chefe do tráfico da Favela Mandela, Marcelo Fernando Pinheiro Veiga, o Marcelo Piloto, não só se apoderou de um desses imóveis, como construiu uma espécie de varanda, com portas e grades de aço, num ‘puxadinho’ que destoa da arquitetura-padrão do conjunto.
Denúncias de moradores indignados levaram a polícia a localizar um dos esconderijos do traficante, que escapou. Marcelo Piloto deixou para trás algumas provas do luxo que transformou o interior do apartamento 108 do bloco 8: teto rebaixado, móveis de primeira linha, luzes vermelhas nos suportes da mesa de jantar e, na estante, uma TV de LCD de 42 polegadas. Para completar, garrafas de licores e uísques importados e roupas de marcas famosas.

O que também chamou a atenção dos PMs foram quatro chaves encontradas no imóvel. Em duas não havia numeração, mas as outras traziam os números de dois apartamentos do mesmo conjunto: 108 do bloco 9 e 108 do bloco 10. Ambos estavam completamente vazios. “Ninguém fica nessas casas, não. Mas não dá para gente ficar falando muito aqui”, desabafou uma vizinha.O governador em exercício, Luiz Fernando Pezão, disse que, enquanto não existir uma UPP em Manguinhos, haverá esse tipo de problema, que tem que ser combatido. “Vamos intensificar as operações policiais.

Trabalhamos em parceira com a prefeitura e sabemos as dificuldades de entrar. Mas assim que entrarmos lá, vamos acabar com as obras irregulares”, afirmou.

Estado e prefeitura já fizeram até reunião sobre a obra irregular

O ‘puxadinho’ foi descoberto há 15 dias, segundo Ruth Jurberg, coordenadora do Trabalho Social do PAC — serviço ligado ao Escritório de Gerenciamento de Projetos da Casa Civil do Estado —, e motivou reunião do órgão com o Posto de Orientação Urbanística e Social (Pouso), da prefeitura.

“Depois que os imóveis são entregues, não cabe ao estado fiscalizar. O Trabalho Social acompanha os síndicos por seis meses e faz reuniões, mas a fiscalização é da prefeitura e só o município pode decidir o que fazer sobre isso”, explicou Ruth, frisando que o ‘puxadinho’ teria menos de um mês.

A coordenadora ressaltou que, antes de receber os apartamentos, os moradores participam de espécie de curso, com 15 horas de duração, onde são informados sobre todas as regras e funcionamento de um condomínio. “Os moradores recebem as chaves e cópias da convenção de condomínio assinada por eles, onde fica estabelecido que não pode construir puxadinhos nem alterar a fachada do prédio”, afirmou.

Criminosos usavam jacarés para intimidar moradores

A operação montada pelo 22º BPM no Complexo de Manguinhos, ontem, que reuniu cerca de 40 homens, tinha como principal objetivo recuperar carros e motos roubadas. A quadrilha que domina as favelas da região é uma das que mais aterrorizam motoristas em todo o Rio de Janeiro. A prova da marca da crueldade dos bandidos foi achada no terraço de uma casa na comunidade. Dois filhotes de jacaré eram mantidos em cativeiro, dentro de uma caixa de isopor, com carne à vontade para se alimentarem.

“Eles ainda eram pequenos, mas as informações que temos é de que os jacarés eram usados para intimidar as pessoas dentro da favela”, contou o tenente Hudson Barbosa. Os animais foram levados para o Ibama.

Em outra casa, PMs apreenderam uma pequena quantidade de drogas com um casal. Já na Favela Mandela 2, um barraco à beira do rio que servia para guardar material de embalo de drogas foi estourado. Durante a ação, também foram apreendidos um Voyage e nove motos roubados, que estavam na mesma casa onde os jacarés foram encontrados.

Piloto tem anotações de homicídio, tráfico e assaltos

Aos 36 anos, Marcelo Piloto controla as bocas de fumo da região do Mandela e Embratel, no Complexo de Manguinhos. Acusado de participar de ‘bondes’ de assaltantes que já fizeram várias vítimas inocentes nas ruas da Zona Norte, ele possui cinco anotações em sua ficha criminal por homicídio, tráfico, associação para o tráfico, roubos e receptação.

A Justiça já expediu seis mandados de prisão contra Marcelo Piloto, também conhecido como Celo. O Disque-Denúncia (2253-1177) oferece R$ 2 mil por uma informação que leve a sua captura.

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Veja - Edição 2211 (06/04/2011)

Jornal O Estado de SP em PDF, Quinta, 071 de Abril de 2011

Governo amplia imposto para conter dólar, mas evita medidas ''drásticas''
Os bancos e empresas brasileiras terão de pagar mais caro para trazer dinheiro do exterior. Preocupado com a excessiva valorização do real e com o aumento do crédito no País, o Ministério da Fazenda decidiu ontem estender a cobrança de 6% do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para todos os empréstimos tomados lá fora com prazo inferior a dois anos. O objetivo da medida, que entra em vigor hoje, é reduzir a entrada de dólares e evitar uma alta ainda maior do real. A decisão também ajudará o governo a frear a oferta de empréstimos a empresas e pessoas físicas no País, contribuindo para diminuir a pressão pela alta de juros.

Dados divulgados ontem pelo Banco Central indicam que as entradas de dólares superaram as saídas em US$ 35,59 bilhões no primeiro trimestre deste ano. O saldo positivo do fluxo cambial no Brasil no período superou em 46,2% o ingresso líquido de moeda estrangeira em todo o ano passado e foi mais de dez vezes maior que o dos três primeiros meses de 2010.

O BC também informou que as apostas dos bancos nacionais na valorização do real caíram para US$ 8,83 bilhões, ante US$ 12,70 bilhões em fevereiro. Os dados referentes apenas a março mostram que o fluxo de maneira geral continuou pujante, com ingresso líquido de US$ 12,66 bilhões, ante US$ 2,11 bilhões em março de 2010.

O novo aperto anunciado ontem é uma extensão da medida tomada na semana passada, quando o governo resolveu cobrar o IOF em 6%, em todos os empréstimos tomados no exterior com prazo entre 90 dias e um ano. Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, bancos e empresas captam recursos com juros baixos no exterior e aplicam ou emprestam no Brasil a taxas mais altas, o que garante bom ganho financeiro.

O ministro frisou que os juros são altos no País por causa da inflação, mas apesar de o mercado financeiro apostar em nova alta da taxa Selic na próxima semana, essa hipótese não foi considerada na definição da medida anunciada ontem. "O juro é alto por causa da inflação. O BC não olha para o câmbio, ele tem de olhar para a inflação."

Divisão. A medida de ontem é a 12.ª da equipe de Mantega, desde outubro do ano passado, para tentar conter a escalada do real. O problema é que ao longo da batalha, o governo começou a se dividir. Para alguns, o que tem sido feito até agora é apenas uma operação de "enxugar gelo" e caberia à Fazenda deixar o câmbio de lado e concentrar esforços no combate à inflação.

O próprio ministro reconheceu que a valorização do real é "inevitável", mas insistiu na tese de que cabe ao governo coibir excessos. Na avaliação de Mantega, ações "mais drásticas" poderiam ser colocadas em prática, mas elas teriam efeitos colaterais indesejados. "Temos um rol de medidas, mas queremos tomar medidas que não interfiram muito na economia."

A tarefa é frear o consumo sem derrubar a economia. "Calibrar isso não é fácil. Tem de ser uma dose de remédio sem efeito colateral." Apesar de insistir que ainda tem na prateleira outras medidas, Mantega frisou que o governo não pretende taxar a entrada de investimentos estrangeiros diretos. O ministro também disse que não há necessidade de usar os recursos do Fundo Soberano para comprar dólares.

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Mundo Estranho | Abril de 2011 Edição 110